Moments: Capítulo 22

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The eye of a city...

Dora Devine

Eu não precisava fazer muito esforço pra reconhecer aquela voz que eu tanto amava ouvir. Uma voz da qual eu senti tanta falta de ouvir pessoalmente e que agora, parecia apenas uma coisa da minha cabeça. Mas meus olhos se arregalaram e meu coração velho e cansado acelerou ao ver aquele sorriso enorme na porta e a cara de louca que sempre me fez questionar o porque de eu ainda ser amiga dela. Mas eu sabia que não havia cara de louca que me separaria da minha melhor amiga — e pelo visto, nem um oceano inteiro.

— Eu quero saber se eu estou parada aqui feito uma idiota pra você não me dar um abraço, sua rapariga. - ela disse no bom e velho português, com direito a sotaque e um xingamento bem peculiar para me fazer perceber que realmente aquilo era a pura realidade do momento: Giovanna Amaral está em Londres. Alô, Brasil!

Me levantei da cama e dei um pulo esquisito até nossos seios baterem um no outro sem querer, e uma lamúria misturada com uma risada se fez presente entre nós duas, mas nem isso nos impediu de esmagar a saudade dentro de um abraço apertado e cheio, cheio mesmo, de emoção. Eu mal podia acreditar que ela realmente estava ali.

— Caraca, parece mentira! - eu disse ainda no abraço, sentindo seus braços finos apertarem minhas costas.
— Fala isso por quê não foi você quem passou horas sentada naquela poltrona velha! - ela diz, me fazendo rir e finalmente a soltar. Nos encaramos por um segundo e soltamos um grito bem gay e exagerado, nos abraçando novamente, dessa vez mais forte que o anterior.
— Finalmente. - falei um tanto dramática, já sentindo uma necessidade imensa de contar pra ela tudo o que aconteceu comigo durante meu tempo aqui.
— Finalmente. - Gio repete no mesmo tom melancólico, e ali eu percebo que ela também tem muitas coisas para me contar.

Eu estava tão eufórica, que sem querer acabei esquecendo o momento anterior a chegada dela. Quando voltei a mim, Malik não estava mais ali e, sendo sincera, mesmo sentindo a curiosidade corroer todos os meus órgãos, eu não poderia de jeito nenhum recusar uma noite cheia de doces brasileiros, pijamas e todas as conversas que eu tinha direito de ouvir depois de tanto tempo sem alguém para dividir os baphos do mundo.

Sem contar que eu tinha certeza que eu teria outra oportunidade de falar direito com ele sobre seja lá o que ele queira me dizer. Agora, a única coisa que eu queria no mundo era morrer de comer brigadeiro e de dar risada.

— Mas então, você não vai me contar porque Zayn estava fazendo no seu quarto? - com a boca cheia de jujuba, ela me encarou com aquela cara que eu conhecia muito bem.
— Essa é uma ótima pergunta... - falei mais para mim do que pra ela, me perguntando a mesma coisa. Ela pareceu não ligar muito para esse fato, já que também parecia um pouco alheia a esses pensamentos. A encarei. — Quer me contar alguma coisa?
— Não sei... - ela sorriu e eu quase adivinhei o que vinha a seguir.
— O quê? Giovanna Amaral está com vergonha? OI? - ela soltou uma gargalhada que pareceu a deixar mais tranquila, mas ela ainda hesitava.
— Não, é que é um pouco constrangedor e eu não sei qual vai ser sua reação.
— Gio, pelo amor dos Céus, você peida na minha frente! Do que mais você deveria sentir vergonha a não ser disso? - ambas caímos na gargalhada, e isso a fez finalmente falar.
— Certo. - concordou e se ajeitou na cama - Bom, Josh e eu já tínhamos planejado tudo em relação a minha chegada, desde o Brasil, e o combinado era ligar pra ele quando eu chegasse no aeroporto daqui, e foi isso que eu fiz. Liguei pra ele e ele foi me buscar, me ajudou com as malas... Tudo normal, como sempre. Mas...
— Mas... - eu tinha certeza do que eu iria ouvir.
— Nós acabamos fincando.

DIAS DEPOIS...

— Tô a fim de comer aquele macarrão com salsicha que você faz. 
— Nem rola, Josh, meus dedos estão impossibilitados de trabalhar hoje. Quase os perdi tentando ajustar panos naquele manequim maldito. - eu fiz careta olhando minha mão enquanto caminhava pelo corredor em direção ao refeitório.
— Ué, mas não é isso que você gosta de fazer? - ele questionou rindo, me fazendo quase revirar os olhos durante um sorriso.
— Eu gosto de moda, não de levar vários golpes das agulhas.
— Dora, por favor! Acho que eu não vou conseguir viver se eu não comer esse macarrão!
— Então acho melhor você já ir comprando seu caixão, porque realmente não dá.
— Eu te pago o quanto quiser. - eu ri, me sentindo bastante tentada a aceitar.
— Olha, assim não vale...
— Te convenci?
— Estamos caminhando para isso...
— Está vendo? - ele exclamou - Você é uma interesseira!
— Aprendi isso com o melhor de todos os interesseiros. - eu dei risada, passando pela fila de pessoas na cantina - Quero aquele tênis da Adidas que você comprou semana passada.
— O que? Está maluca? Nem pensar.
— Então esquece o macarrão! - falei vitoriosa, ouvindo-o bufar do outro lado.
— Eu te odeio tanto! - ele disse, me causando um sorriso largo - Tudo bem. Trato feito.
— YES! Eu sabia que iria conseguir! Quero os ver no meu quarto quando eu chegar!
— Vai se ferrar, Dora. 

Rindo igual uma hiena louca, eu me sentei ao lado das minhas companheiras de faculdade, já roubando uma batatinha do prato de Chloe. Ela não pareceu se importar, mas Emma ficou bastante incomodada, já que seu lema de vida é não dividir comida se há condições da pessoa comprar a sua própria. 

— Com quem estava falando? - Chloe perguntou segurando uma frita - Era o Malik?
— Jesus Cristo, porque sempre falam esse tipo de coisa? - revirei os olhos enquanto as duas riam - Não, sinto informar, mas não. Eu estava falando com Josh.
— Seu irmão é tão lindo! - Emma exclamou, com aquele olhar que eu conhecia bem.
— Caramba, você é insaciável mesmo, né? Já não basta estar com o Styles? - Chloe questionou antes mesmo que eu o fizesse. A outra riu.
— Vocês estão mesmo sem senso algum de humor, né? - ela revirou os olhos - Foi só uma brincadeira, meninas, não vou o atacar na rua! E caso se perguntem, sim, o Harry já me basta e acho que não precisam de detalhes, né? 
— Não, essa parte eu passo, thanks. - Chloe diz fazendo careta, me fazendo rir.
— Mas então, como vai aquela sua amiga? Como é mesmo o nome dela? Giuliana, Giu...
— Giovanna.
— Whatever! - Emma exclamou, revirando os olhos.
— Acho que estou sentindo um certo ciúmes no ar... - falei começando a gargalhar, vendo Emma cerrar os olhos em minha direção.
— Vai se ferrar, Dora.
— É a segunda vez no dia que ouço isso em menos de 10 minutos!

Depois de rir mais um pouco e roubar mais algumas fritas, voltamos a conversar e comentar sobre cada pessoa que passava perto de nós e sobre coisas que não tinham importância alguma, mas que servia para matar o tédio e aliviar todos os trabalhos e pesquisas que sempre tinham que rondar em nossas mentes. 

*** ***
Já eram quase seis da tarde quando finalmente fomos dispensados da sala de Gestão da Moda, onde anotei quase cinco páginas de todas as palavras que o professor falava ali na frente. Meus dedos estavam praticamente dormentes, sem contar o fato de que alguns deles ainda estavam sensíveis por conta das agulhas que usei (e me furei) nas duas primeiras aulas do dia. Infelizmente eu não tive Chloe comigo nessa última, por isso tinha sido tão chato. 

Passei rapidamente por várias pessoas, já visualizando a minha cama (ou o sofá, geralmente) esperando por meu corpo cansado e quase morto para descansar, antes de começar a fazer os trabalho que eu teria de entregar nesse semestre - e não eram poucos. Assim que pisei para fora da universidade, eu vi um táxi parado ali na frente e corri em direção a ele, mesmo que ele estivesse ocupado. Eu não me importaria de dividir o espaço se eu pudesse chegar logo em casa. Para a minha sorte, ele não estava ocupado.

O senhor de bigodinho me encarou com um sorriso simpático, mas pareceu se assustar com algo que apareceu ao meu lado. Através do vidro fosco da porta, pude ver uma mão e senti a frustração me tomar. Mas uma surpresa tomou conta de mim quando vi quem estava ali. Malik se sentou ao meu lado com um sorriso divertido, enquanto seus olhos encaravam os meus curiosos.

— Sai do táxi. - ele disse simplesmente, me fazendo juntar as sobrancelhas.
— Excuse me?! - exclamei do jeito mais irônico possível. — Porque eu deveria sair do táxi, senhor Malik? - questionei fazendo questão de levantar uma das minhas sobrancelhas.
— Tenho outros planos pra você essa noite. - ele disse abrindo um sorriso que seria capaz de acabar com guerras e a fome no mundo.
— Vocês vão fazer a corrida, ou não? Eu tenho mais o que fazer! - o senhorzinho simpático logo se irritou, olhando para nós com cara de tédio. Encarei Malik, o motorista, Malik e novamente o motorista. A esse ponto ele já devia estar me achando louca.
— Desculpe, senhor. 

Peguei minha mochila e segurei firme meu celular assim que pisei para fora do carro, sendo ajudada pelas mãos quentes de Malik. Eu não tinha ideia do que ele pretendia fazer, mas eu simplesmente não conseguia negar nada que tenha a ver com surpresas, e aparentemente, ele sabia muito bem disso, pois vivia querendo me surpreender. 

Dessa vez, e não senti medo algum e foi ali que eu percebi que eu finalmente confiava nele em qualquer situação, pois ele já tinha me provado várias vezes que ele nunca, nunca mesmo me faria mal algum.

Andando um pouco pela calçada, ainda em silêncio, percebi que seu carro estava estacionado e que, pelo o que parecia, não iríamos estar muito perto daqui. Como um completo cavalheiro, ele abriu a porta pra mim e, como eu sempre fazia, fiz uma pequena e teatral reverência antes de sentar minha bunda no estofado do banco. O fato de ele ainda estar sorrindo, talvez um pouco mais que antes, acabou me fazendo sorrir também. E eu não tinha ideia se isso era um bom ou ruim sinal.

— Posso saber quais são esses planos que você falou? - perguntei vendo-o dar a partida no carro. Ele riu um pouco, já entrando no meio dos outros carros.
— Porque você sempre quer estragar minhas surpresas? - ele questionou, me fazendo alargar meu sorriso com os olhos presos na correria do lado de fora.
— Eu gosto de surpresas, mas não consigo segurar a curiosidade. É mais forte do que eu! - eu respondi, sentindo seus olhos sobre mim.
— Daqui á uns vinte e cinco minutos você saberá. Por enquanto, você pode ouvir Ed Sheeran, porque eu sei que você quer.

*** ***
Enquanto eu cantarolava atrapalhadamente a letra de Grade 8, Malik parecia muito satisfeito ao meu lado, com seus olhos castanhos sempre presos no trânsito, hora ou outra em mim. Constrangida e tentando evitar que minhas bochechas ficassem vermelhas (isso é possível?), eu olhava para o lado de fora sentindo uma vontade imensa de abrir um sorriso mostrando todos os dentes, pois naquele momento meu humor estava nas alturas. E com certeza a presença dele ali ajudava 100% nisso.

Eu não podia deixar de perceber que a atmosfera ao nosso redor estava muito melhor do que há meses, logo quando cheguei aqui. Não havia mais raiva, ódio, repulsa ou qualquer outro sentimento do tipo. Ás vezes um pouco de ironia com gotinhas de sarcasmo, mas era algo completamente suportável e essencial para a nossa convivência.

Quando percebi o carro finalmente parar, eu tirei um dos fones do meu ouvido e, pelo vidro da janela, percebi onde estávamos. O Rio Tâmisa estava lindo e imponente como sempre, e na margem sul de suas águas, estava aquele monumento maravilhoso que todos sonham em conhecer um dia: London Eye. Malik sabia mesmo como me agradar. Ao olhar para ele ao meu lado, percebi um sorriso no canto dos seus lábios.

— Surpresa! - ele disse balançando as mãos afetadamente, me fazendo rir.
— E que surpresa! - eu disse guardando celular e fone na bolsa. - Eu realmente não tinha ideia de que você iria me trazer aqui, Malik.
— Fiquei um pouco chocado quando eu soube que mesmo estando em Londres por tantos meses, você ainda não fez uma visita ao "olho de Londres".
— E então você resolveu ser um completo cavalheiro e me trazer aqui... - eu completei sua frase, vendo-o ficar um pouco vermelho.
— Eu queria fazer isso antes de começar a turnê. - falou me olhando e meu coração disparou loucamente dentro de mim no mesmo instante.
— Quem diria que Zayn Malik iria fazer algo assim por mim. Uau!

Ele riu timidamente, e logo depois nós saímos do carro e corremos em direção a entrada no lugar. Não havia muita gente ali, talvez por causa do frio, mas como turistas nunca perdem uma oportunidade de visitar os pontos turísticos do lugar, isso não parecia ser um grande impedimento para quem estava ali. Percebi alguns chineses, alemães e um casal de brasileiros que pareciam estar prestes a ver Deus pessoalmente. Me identifiquei.

Pensei que iríamos esperar na fila para a entrada junto com todos os outros, mas quando Malik me puxou pela mão até o portão para falar com um senhorzinho, percebi que não. Ele entregou os dois ingressos e logo uma cápsula estava pronta para nós. E pelo o que eu vi, apenas nós dois estaríamos ali.

Quando finalmente entramos, quase caí para trás. Eu sempre soube que se você quiser (e pagar por isso), eles adicionam champanhe, morangos com chocolate e mais um monte de coisas, mas eu realmente não tinha ideia de que eu teria direito a tudo isso durante meu passeio sob' o olhar de toda a cidade. Encarei Malik ao meu lado, que me olhava curioso, talvez tentando saber o que se passava na minha cabeça naquele momento.

— Você pediu tudo isso? - eu questionei incrédula, e ele assentiu.
— Sim, eu pedi tudo isso aqui. Espero que você goste de...
— Tá brincando? Malik... Eu não sei nem o que dizer!
— Não precisa dizer nada.
— Tem razão.

Naquele momento eu jurei pra mim mesma que eu estava completamente fora de mim, caso contrário, eu não teria feito o que eu fiz naquele momento. Não, eu não agarrei o pescoço de Malik nem nada, apesar de estar louca para fazer isso. O que eu fiz mesmo foi pegar um daqueles morangos vermelhos e lindos, mergulhar no chocolate e dar um mordida generosa. E para a minha surpresa, vi Malik se melecar todo junto comigo.

Senti o chão balançar um pouco sob' nossos pés e percebi que a roda gigante estava começando a se mover e, morrendo de curiosidade, corri para perto do vidro e comecei a ver a cidade ficar menor sob' meus olhos. Senti um perfume bom mais perto de mim, e logo depois a voz de Malik não muito longe da minha nuca.

— Essa visão é linda, não é? - disse baixinho, e a única coisa que consegui fazer foi assentir lentamente, tentando me lembrar sobre o que eu estava concordando mesmo. Era difícil raciocinar sabendo que ele estava a centímetros de mim.

Sem pensar muito, eu decidi que iria sair dali antes de cometer algum loucura, mas acho que não deu muito certo, porque acabei parada frente a frente com ele, ainda mais perto do que eu esperava que estaria. Logo nossos olhos se encontraram, e eu senti a mesma sensação de quando ficamos na mesma situação aquela noite na casa dele. Eu senti minhas bochechas queimando.

Como se soubesse o efeito que causava em mim, Malik abriu um sorriso de lado e sua expressão facial ficou mais leve. Ao contrário de mim, que parecia estar carregando um elefante em cima da minha cabeça de tanta pressão e tensão que eu estava sentindo ali.

— Sua boca está suja.
— Está? - ele assentiu, se aproximando mais de mim e fazendo meu coração dar um salto.

Com o seu dedão, ele limpou o cantinho dos meus lábios, enquanto eu estava atenta a cada movimento seu sentindo meu coração disparar ainda mais a cada pensamento que rondava a minha cabeça. Seus olhos voltaram a encarar os meus, e ali eu já estava no limite. Eu simplesmente não poderia sair dali sem antes fazer o que eu queria desde o momento em que o vi no táxi.

Juntei nossos lábios e, a princípio, ele parecia bastante surpreso, mas logo depois voltou ao natural, me abraçando e me levando para mais perto. Ao contrário do que aconteceu da última vez em que estávamos nessa situação, eu não tinha a mínima vontade de sair dali e acabar com aquele momento. Tudo parecia tão certo e tão leve, que eu nem me lembrei que eu estava em um dos lugares mais bonitos do mundo.

*** ***
— Josh! - eu disse á beira do fogão quando o vi passar pela porta de entrada da casa. Gargalhei com a cara que ele fez quando me viu ali.
— Você está mesmo fazendo o que eu te pedi? Tipo, sério mesmo? - ele arregalou seus olhos castanhos, e eu apenas assenti. - Ó, eu sei que você vai me matar, mas eu pensei que você não iria fazer o macarrão, então se você procurar, não vai encontrar meu tênis no seu quarto como a madame pediu.
— Tudo bem, eu não quero mais seu tênis.
— Dora Devine desistindo de algo que ela quer? Ã-ãn, tem coisa errada aí!
— Não tem nada de errado, bobão, eu apenas estou de bom humor hoje! - fiz uma dança estranha, vendo-o me juntar as sobrancelhas com um sorriso engraçado nos lábios.
— E eu posso saber o que fez você mudar seu humor emo/gótico/vampiro para alma/flores/ e cores? - eu ri de sua definição dos meus humores principais, fazendo-o rir também.
— Nada demais, apenas estou feliz essa noite.
— Bom, tudo bem, então. Menos um prejuízo. - disse abrindo a tampa da panela, sentindo o aroma gostoso que vinha lá de dentro. - Hmmm, isso aqui parece muito bom!
— É claro que está bom, Devine. Passou pelas minhas mãos!
— Nossa, desculpa, Condessa Cozinheira de Macarrão com Salsicha! - eu ri, o encarando e percebendo que meu irmão também estava de muito diferente hoje. Sorri.
— Você também parece muito alegrezinho para o meu gosto.
— Quer dizer que só você pode ficar de bom-humor? - falou soltando uma piscadela, me fazendo rir. Eu sabia bem qual era a causa desse bom-humor.

Ouvi alguns passos na escada e vi Giovanna entrar na cozinha, passando seus olhos por Josh e ficando completamente vermelha enquanto virava uma garrafa de suco da geladeira na sua guela. Sem querer ser uma estraga prazeres, desliguei o fogo e tirei o avental.

— Se precisarem de mim, estarei no meu quarto.

Antes de sair, pisquei disfarçadamente para Gio, que prendeu um sorriso, e corri para a escada, claro, antes dando uma pequena "bizoiada" e vendo ambos se abraçando com um sorriso lindo no rosto. A melhor parte de todas é que eu tinha um motivo parecido para abrir um sorriso igualzinho o deles. E eu poderia trocar alma/flores e cores para morango/chocolate e muitos beijos.

OIE!
Seu guarda eu não sou vagabunda, eu não sou delinquente, sou uma menina com problemas com a criatividade... ♫ (ficou uma bosta, eu sei). Não darei explicações, sei que vocês já estão cansados de ler, mas gostaria de dizer que finalmente terminei esse capítulo que estava estagnado aqui por meses, e que tenho uma boa notícia: minha criatividade voltou, fiz cronograma, e essa semana tem mais. Até depois, beijuuus xx

6 comentários:

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    1. Fico feliz por isso, anjo ♥ Continuei, já, viu? Dá um pulinho lá pra ler! cx

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  2. Menina assim você me mata, esse capítulo está maravilhoso, ainda mais que os outros, você se supera a cada dia, se você estava sem criatividade quando escreveu esse, não quero nem ver quando sua criatividade estiver se exaltando, parabéns, você é uma escritora incrível, anciosa para o próximo capítulo.

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    1. Você é sempre um amor, cara, e isso me dá vontade de abraçar você até te fazer virar uma panqueca OJLSHDFKSGFJ Esse comentário me encheu de felicidade e ainda mais motivação pra escrever! Obrigada pelo carinho, coisa linda ♥ O capítulo novo acabou de ser postado, fresquinho do forno! :D

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  3. Msm sem criatividade está incrível. Amei mt esse capítulo, assim como os outros. Bjs e espero q continue logo 😘:*

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    1. Ai, que amor! Me deixa feliz ler esse tipo de coisa, é o que me dá mais motivação pra continuar ♥ Eu já continuei, acabei de postar, hein? UM BEIJÃO!

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