Lullaby - Capítulo 03

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- EM LUTO


P.O.V VOCÊ
Pai: Você fez o quê?

     Papai perguntou pela segunda vez. Fazia cerca de uma hora em que estávamos em casa e tentávamos encontrar um jeito de contar aos nossos pais o que Danny acabou fazendo. Minha mão tinha a mão no peito e olhava para Daniel assustada, já meu pai ficava falando do carro e o tamanho do prejuízo que Danny os colocou. Meu irmão simplesmente só assentia, e olhava para o chão enquanto ouvia o sermão de papai. Eu passava a mão em suas costas e olhava severamente quando papai dizia algo que não devia, como o fato de Danny ser adotado. Sentia que isso na maioria das vezes o machucava, e eu não queria vê-lo triste.
     Depois que papai finalmente se acalmou e concordou com Daniel de que ele mesmo iria ter o prejuízo com os medicamentos da garota e seus tratamentos por causa de sua perna quebrada. Daniel levantou e subiu para seu quarto, sem nem ao menos olhar para ninguém.

Eu: Você o machucou! – Disse olhando para papai.
Pai: Não se preocupa, ele supera isso, logo estará aqui sorridente de novo. – Peguei a sacola com meu CD do Ed Sheeran e subi para meu quarto, mas antes pude ver a porta do quarto de Danny fechada e a placa de “Não perturbe!” pendurada na mesma.
Eu: Boa noite.

     Disse baixinho. Mesmo sabendo que ele não iria escutá-lo. Entrei em meu quarto e não coloquei logo o CD para tocar, preferi ouvir algumas outras músicas do Ed que eram mais antigas. Deitei na minha cama e coloquei meus fones, fechei meus olhos e apenas fiquei ouvindo a música tocar.
     Tão linda, tão lenta...
     Adorava as músicas do Ed. Não era uma fã, mas eu tinha que admitir que o ruivo me encantada, e sempre que eu o via meu coração simplesmente começava a acelerar. Era uma paixãozinha adolescente. Posso já ter chegado na idade adulta, mas algumas coisas de adolescente não me deixaram e por mim jamais me deixará. Gostava de ser bem humorada, de bem com a vida e ter a mente aberta para novas possibilidades. Isso me fazia ser quem eu sou, e se as pessoas não gostam do meu “eu”, então elas simplesmente devem dar-me as costas e seguirem em frente, sem nem sequer falar uma palavra comigo.
     Quando a música começou foi como se algo tivesse acertado meu coração. A voz do ruivo, o ritmo do violão e a letra da música tinham efeitos em mim. Eu me deixava levar pelo ritmo, e o ritmo me levava para um lugar na minha imaginação que eu não conhecia. Um mundo novo, diferente e bonito. Eu gostei daquele meu novo lugar, minha imaginação também precisava de uma mudança, assim como eu precisava antes de vir para Doncaster.
     Ouvi a porta do meu quarto ser aberta e imediatamente retirei meus fones de ouvidos. Eram Danny, ele me olhou e eu assenti, deixando-o entrar. Era sempre assim, ele me olhava e esperava que eu o deixasse entrar, era um jeito nosso de sermos educados quando estávamos chateados e precisávamos da companhia um do outro.

Eu: Oi.
Daniel: Oi. – Respondeu. – Posso ficar aqui com você?
Eu: Claro! – Assenti e me ajeitei na cama, e logo em seguida Danny se deitou e pôs a sua cabeça em meu colo e eu comecei a fazer carinho em seus cabelos. – Não leve tudo o que o papai diz a sério, ele só estava zangado por você ter estragado o carro dele!
Daniel: Não é por isso que eu estou triste...
Eu: Então é porque então? – Danny não me respondeu, apenas olhou-me sério e desviou o olhar. Continuei fazendo carinho em seus cabelos e senti algumas lágrimas de Danny molharem a minha perna.
Daniel: Eu não gosto de mentir!
Eu: Mas você não está mentindo! – Disse e o fiz olhar para mim. – Você contou que se distraiu por sete segundos e a garota estava na frente do carro. Também contou que ela estava bêbada, que vocês tiverem um desentendimento antes de tudo isso acontecer. Você contou tudo!
Daniel: Não é sobre isso que me refiro!
Eu: Então é sobre o quê? – Ele permaneceu quieto durante alguns segundos e se levantou.
Daniel: Nada. – Deu um beijo na minha testa. – Boa noite.

     E em questão de segundos Danny estava fora do meu quarto. Achei estranho a sua reação, mas não questionei. Levantei e fui tomar um banho. Um ótimo e longo banho. Depois que saí e vesti uma roupa confortável, meu corpo simplesmente desmaiou no momento em que me joguei na cama.
     Naquela noite eu tive um sonho...
     O mais lindo de todos os sonhos.
     Em meio a tantas tempestades, ele simplesmente sorria para mim. O sorriso mais lindo que eu já tinha visto em toda a minha vida. Dois pequenos dentes começavam a nascer em sua gengiva de baixo, sorri com aquilo e o abracei. Prometi-lhe que o protegeria daquelas tempestades, e uma promessa minha nunca é quebrada.

[Dias depois...]

     O sol naquela manhã era quente. Pelas ruas do bairro em que morava, eu andava de bicicleta com meu irmão para nos exercitarmos. Apesar de comermos sempre besteiras, sempre o convencia a fazer uma caminhada ou andar de bicicleta logo cedinho. O sol podia ser quente, mas o vento era gelado, o que fez com que meus pelos do braço se arrepiassem quando o vento entrou em contato comigo. O sonho ainda estava na minha cabeça, eu simplesmente não conseguia esquecê-lo.
     Danny estava em minha frente, e ele olhava para atrás para ver se eu estava o acompanhando. Gritei que queria sorvete e ela assentiu, mas continuou pedalando. Ficamos vagando pelas ruas durante alguns longos minutos até encontrarmos uma sorveteria próxima do hospital onde a garota que Danny atropelou estava. Disse-lhe que queria sorvete de choco menta, e logo ele veio até mim com meu sorvete e o seu de baunilha. Desci da bicicleta e seguimos para algum lugar desconhecido enquanto comíamos o nosso sorvete.

Daniel: Já vai fazer duas semanas que nos mudamos e ainda não cumprimentamos o nosso vizinho.
Eu: Poderíamos fazer isso mais tarde! – Ele assentiu.
Daniel: Também podemos ir passear pelo shopping da cidade, apenas eu e você. Sabe, eu estou precisando de um momento a sós com a minha querida irmãzinha. – Riu. – Você quase não fica comigo depois que começou a estudar para entrar nessa faculdade de psicologia.
Eu: Desculpe se não estou muito presente nos seus vídeos.
Daniel: Os inscritos até têm me perguntado sobre você, sabia? – Neguei e ri. – O que acha de fazermos o meu primeiro Daily vlog? Eles têm me pedido bastante isso, e eu estou com a câmera em minha bolsa!
Eu: Acho uma ótima ideia! – Sorri. Danny pegou a sua câmera e logo começamos a gravar. Eu achava divertido, especialmente quando estávamos somente nós dois. Em minhas redes sociais sempre recebia comentários carinhosos de seus inscritos, eu gostava deles, os achava a coisa mais fofa do mundo. Daniel começou com essa ideia maluca quando tinha quinze anos. Achávamos que ele não levaria isso a sério, e que logo se cansaria. Mas ele não cantou. E quando nem percebemos a fama dele na internet aumentou. Não é tão famoso como muitos por aí, mas a cada dia que se passa a sua fama na internet vem aumentando cada vez mais.
Daniel: O que quer fazer agora?
Eu: Comprar os ingredientes para a nossa pizza. – Sorri. – Já estamos adiando tempo demais, não acha?
Daniel: Sim, está certa!
Eu: Daniel... – O chamei. Geralmente era estranho quando eu o chamava sem ser Danny, ele me encarou e eu retirei uma mecha de cabelo que estavam na frente dos meus olhos. – Naquele dia em que você atropelou aquela garota, no meu quarto você disse uma coisa... Disse que não gosta de mentir, e até hoje eu venho me perguntando o que pode ter acontecido para você ter ficado tão triste daquele jeito.
Daniel: Hm... Não era nada! Eu só não estava me sentindo bem!
Eu: Certeza?
Daniel: Não precisa se preocupar, certo?! Passou!

     Danny deu alguns tapinhas em minhas costas e continuamos andando enquanto terminávamos de tomar o sorvete. Eu o conhecia muito bem a ponto de saber que ele estava chateado. 

Eu: Já foi visitar a Stephanie? – Perguntei e ele negou com a cabeça.
Daniel: Eu infelizmente não estou preparado para ver ela depois do que aconteceu. – Stephanie era a garota no qual Danny havia atropelado, e os dois até o momento só conversavam por telefone. Na maioria das vezes eram frases curtas e vários pedidos de desculpas por parte de Daniel, já ela sempre falava que precisava de algo, e Danny imediatamente comprava e mandava pelo correio.
Eu: Já faz uma semana e meia...
Daniel: Eu sei.
Eu: Deixaremos esses ingredientes para depois. – Comi o último pedaço da casquinha e subi na bicicleta. – Vamos na casa dessa garota, já está mais do que na hora.

     Não esperei que Danny dissesse algo. Comecei a pedalar e logo o ouvi fazer o mesmo, mas ele pegou a frente já que sabia onde a garota morava. Eu nunca a vi, pra ser sincera. Não sabia como ela era, que idade essa garota tinha e nem mesmo sabia a sua profissão. Daniel não gostava de comentar muito sobre ela, apenas dizia que se tivesse dado uma carona a ela o acidente teria sido evitado.
     Estávamos num bairro com casas bonitas, todas pintadas em branco e o telhado da cor preta. Não podia negar, eram ótimas escolhas de cores. Danny parou numa delas e colocou a bicicleta perto da cerca, assim eu o fiz. Entramos no jardim e logo ele tocou a campainha, depois de alguns segundos ele tocou de novo e a porta se abriu. Era uma garota de pele bem pálida, olhos bem azuis mesmo e cabelos pretos. Ela tinha um sorriso no rosto que sumiu quando viu Danny ali, na sua frente. Sua perna estava dobrada e usava gesso, era realmente essa a garota que Danny atropelou. Era bonita, bem bonita mesmo. Deu um pequeno sorriso e deu passagem para nós dois entrar, assim fizemos.
Sua casa era bem decorada e bonita. A televisão era grande e ela parecia assistir a um filme de animação. Sentou-se no sofá, provavelmente deveria estar cansada e ainda tinha a perna que a atrapalhava em ficar em pé. Daniel a olhou e apontou para a perna da garota.

Daniel: Você não deveria atender a porta enquanto a sua perna estiver assim. – Ele olhava para a perna com preocupação, e a tal Stephanie parecia perceber isso. Deu umas batidinhas no lugar ao seu lado, confirmando que podíamos nos sentar.
Stephanie: Bem, eu infelizmente estou sozinha e tive que atender a porta.
Daniel: E os seus pais? – Perguntou.
Stephanie: Viajando.
Daniel: E o seu namorado? – Ela olhou para ele e riu.
Stephanie: Em algum lugar desse pequeno mundo aguardando o lindo momento em que formos nos conhecer e nos apaixonarmos na primeira vez que nos vermos. – Danny pareceu confuso, e eu logo tratei de o explicar para ele.
Eu: Ela não tem namorado, idiota.
Stephanie: Já você, por outro lado... – Ela lançou um olhar sobre mim e deu um sorriso malicioso. – Ela é bonita Danielador. Teve sorte!
Eu: Danielador?
Daniel: Uma mistura de “Daniel” com “atropelador” – Revirou os olhos. – E ela não é a minha namorada! – Apontou para mim. – Deus me defenda! – O olhei indignada e dei um tapa em sua cabeça. – É só a chata da minha irmã que me obrigou a vir aqui.
Stephanie: Sério? Vocês não parecem irmãos.
Eu: Daniel é adotado. – Ele me olhou e eu segurei em sua mão. – Mas e você? Como você está? Tem certeza que só foram alguns arranhões e a perna quebrada?
Stephanie: Sim, só isso! – Um grande silêncio foi se formando, não tínhamos nada para conversar. Stephanie voltou a prestar atenção no seu filme enquanto eu e Daniel ficamos nos olhando e pensando no que mais conversar. Ela parecia ser uma garota de poucas palavras, e eu entendia agora o motivo de tantos silêncios quando eles estavam no telefone. O barulho da porta foi ouvido e logo veio um garoto de cabelos cacheados segurando várias sacolas carregadas de comidas, besteiras, na verdade. Ao nos ver deu um pequeno sorriso e colocou as sacolas na mesa da sala de estar um pouco mais distante de nós.
Ele: Stephanie... – Disse. – Não vai me apresentar eles?
Stephanie: Esse é o Danielador e a irmã dele. – Disse sem parar de olhar para seu filme. – Comprou a pipoca, Harry?
Harry: Comprei, mas você não vai comer pipoca numa hora dessas, menina! – Ele disse e veio segurando uma garrafa de cerveja, sorriu e apontou para a garrafa. – Querem?
Eu: Não...
Daniel: Claro! – Ele abriu um sorriso e olhou para mim que o olhava indignada. – O que foi?
Harry: Então você é o tal de Daniel Mccall, né? – Danny assentiu. – Minha amiga me mostrou o seu canal, sinceramente eu gostei. Deveria fazer Daily vlogs, aproveitar que você está ficando famoso e já está tendo a sua “fã base”.

Daniel: Na realidade, eu filmei uma parte do primeiro Daily vlog antes de vir para cá. Meus inscritos têm me pedido bastante, e um pedido deles é uma ordem.
Harry: O que acha de aparecer num vídeo, Ste? – Perguntou.
Stephanie: Oi?
Harry: Nada. – Ri. Stephanie parecia ser uma garota um tanto quanto distraída. Daniel disse que iria pegar a sua bolsa no qual estava a câmera e Harry assentiu. – E você? Como se chama?
Eu: SeuNome. – Sorri.
Harry: Você tem um belo nome, sabia? – Ri um tanto envergonhada.
Stephanie: Por favor, não é porque eu estou assistindo um filme que significa que eu não estou ouvindo você flertando com a irmã do cara que me atropelou. – Ste reclamou sem parar de olhar o filme. Percebi o que ela tanto olhava e me dei conta de que não era um filme, mas sim uma série. – Meu Deus, o Joseph Morgan é o cara mais lindo do universo!
Harry: Prefiro eu. – Resmungou.

     Quando Danny voltou com a sua câmera, logo começamos a gravar. Foi divertido, Stephanie e Harry eram duas pessoas legais no qual eu gostaria de conviver.

P.O.V LIAM
Querido diário...
É, depois de longos cinco anos no qual tenho você eu finalmente decidi escrever pela primeira vez.
Nunca me imaginei escrevendo em um diário, assim como nunca me imaginei que um dia ganharia um da mulher mais perfeita que conheci em toda a minha vida. Ainda me lembro perfeitamente de suas palavras quando me de esse diário em nosso primeiro ano de namoro:
- Para você guardas os seus segredos, as suas emoções e os melhores momentos de sua vida.
O sorriso dela ao me entregar era tão lindo. Se eu pudesse, voltaria no tempo somente para ver aquele lindo sorriso outra vez. A pele bronzeada e os lindos cabelos castanhos era o que eu mais amava nela, principalmente quando eu podia sentir o cheiro de seu shampoo e de seu perfume. Ela cheirava a morango com chantilly, e eu simplesmente adorava aquele cheiro mais que tudo. Nunca conheci uma mulher tão cheirosa quanto Ellen, e se me permite dizer, jamais conhecerei. Os cabelos lisos ficavam ainda mais bonitos quando ela desejava fazer babyliss. Grandes mechas com cachos nada naturais iam até a metade de suas costas e o brilho no sol fazia com que ela se tornasse a dama mais linda de todo o mundo.
Mas infelizmente o meu senhor decidiu que a sua missão aqui na terra estaria finalizado.
Ellen Bennet teria enfim cumprido a sua missão e dado a luz a um lindo garotinho no qual assim que o vi o chamei de Jamie. Jamie Bennet Payne, a criança mais linda e mais sortuda de todo esse planeta.
Não poderia dizer que estava mais que feliz com a chegada do nosso pequeno, mas algumas coisas têm acontecido ultimamente. Não significa que eu o amo, pois na verdade, eu o amo mais do que a mim mesmo, acredite. Seus lindos olhinhos escuros brilhavam sempre que me via chegar do mercado para comprar seu leite, meus amigos me apoiaram bastante desde o dia em que Ellen teve que deixar este mundo e se tornar uma linda anjinha no céu.
Pensava todos os dias em como iria cuidá-lo sendo que ainda tenho uma banda no qual hoje faz muito sucesso. Foi então que a esperança bateu em minha porta pedindo para entrar.
Aquela garota era doce, delicada e certamente uma das pessoas mais simpáticas que conheci em toda a minha vida. Sabia que o que eu estava fazendo não era o certo, mas no momento eu só pensava em como eu podia fazer com que o meu Jamie tivesse um futuro melhor, um futuro no qual eu não estivesse nele. Seria melhor assim, ele merecia ter um pouco de amor materno, e aquela garota podia dar aquele amor para ele.
Então eu lhe pergunto diário... Estou fazendo o certo?
Creio que sim!
Com todo o carinho,
Liam.
    Ao fechar aquele diário e olhar para o berço que se encontrava perto da janela, não consegui aguentar e deixei com que as lágrimas caíssem. Eu merecia um soco pelo que faria, mas para mim isso era o melhor. Ouvi passos apressados vindo em direção ao quarto de Jamie e logo enxuguei as lágrimas. Era Zayn, e eu agradecia mortalmente por ele não ter me visto chorando.

Zayn: Heey... - Falou.
Eu: Aconteceu alguma coisa?
Zayn: Não. - Ele foi até o berço de Jamie e sorriu ao vê-lo dormindo. - Vamos comer uma pizza, eu e os meninos, quer vir? - Olhei para Jamie e depois para Zayn que logo entendeu o que eu queria dizer. - Ele pode ficar com a Mikaelle, sabe que ela estará em boas mãos.
Eu: Nas mãos de uma garota louca que simplesmente prefere a ficção do que a realidade? Não, obrigado! - E foi apenas eu falar que vi a garota encostada na porta do quarto enquanto me olhava zangada e os braços cruzados. Ótimo, mais problemas para mim!
Mikaelle: E é por motivos como esse que eu prefiro a ficção do que a realidade. Você é um idiota, Liam! - Bufei e segui Mikaelle, antes dela terminar de descer as escadas segurei em seu braço e a fiz olhar para mim.
Eu: Desculpe, eu não queria ter dito aquilo!
Mikaelle: Sabe qual é o seu problema? - A garota se soltou e me olhou fundo nos olhos, logo ela estava gritando comigo. - O SEU MAIOR PROBLEMA É ESTAR COMPLETAMENTE PARANÓICO COM ESSA IDEIA DE QUE O JAMIE MATOU A ELLEN! VOCÊ ESTÁ COLOCANDO CULPA NUM BEBÊ SENDO QUE A NA REALIDADE A CULPA É SUA! VOCÊ A ENGRAVIDOU! VOCÊ A MATOU!
Eu: EU? ACHA QUE EU FIZ ESSA CRIANÇA SOZINHO?
Mikaelle: ENTÃO VOCÊ E ELA TÊM CULPA POR TUDO ISSO O QUE ESTÁ ACONTECENDO! QUANDO PLANEJARAM TER UM FILHO DEVERIAM TER IDO PROCURAR UM BOM MÉDICO PARA SABER SE A ELLEN ESTAVA BEM PARA TER UMA GRAVIDEZ. MAS NÃO! VOCÊS SIMPLESMENTE O FIZERAM! ELE NÃO TEVE CULPA DE TER NASCIDO!
Eu: E QUEM DISSE QUE EU O QUERIA? QUEM DISSE QUE NÓS DOIS QUISEMOS TER ELE? ESQUECEU QUE FOI POR CAUSA DELE QUE EU ME CASEI COM A ELLEN?
Mikaelle: Então significa que só se casou com ela por causa do bebê? - Abaixou o seu tom de voz.
Eu: SIM!
Mikaelle: Eu te odeio, Liam! - Ela saiu de minha casa e quase quebrou a porta tamanho a sua brutalidade. Gritei comigo mesmo em pensamento e dei um soco na parede. O soco foi forte, o suficiente para rachar a parede e quebrar a minha mão. Dei um grito e Zayn veio num instante.
Zayn: Droga!
Eu: O que é que tá acontecendo comigo? - Perguntei.
Zayn: Você está em luto.

Lullaby - Continua...

2 comentários:

  1. Continua, por favor. Achei que vc tinha abanfonado a fanfic. Ainda bem que não. Beijos.

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