Imagine Interativo / Especial de Halloween - Rest In Peace

| | |

Na noite mais horripilante do ano, um grupo de amigos indo em rumo a uma festa de Halloween ficam encurralados e sua única saída é passar a noite em uma casa velha na beira da estrada. A solução para se divertirem é contar histórias de terror para fazerem a noite valer a pena. Mas, mal sabiam eles que essa noite seria inesquecível.
Nome: Rest In Peace / Descanse em paz.
Autora: Rebeca Alves.
Notas da autora: Esse imagine especial de Halloween foi inspirado totalmente no livro Descanse Em Paz Meu Amor do autor Pedro Bandeira. É um ótimo livro, com uma ótima história, se não leu, leia que não vai se arrepender. Espero que gostem do imagine.
Classificação: Livre.
Imagine de: Único capítulo - Com interatividade.
Para ler: Clique em leia mais e responda a todas as perguntas.


BOA LEITURA, !


PARTE UM - A CASA.

- Droga!- gritou chutando o pneu do carro com raiva.

 Todos nós o olhávamos sem saber exatamente o que fazer, pra ser mais exata não havia o que fazer. Era uma noite de trinta e um de outubro, garoava e estava perto de dar meia noite. Mais a frente, a ponte quebrada revelava o porque de meu recente namorado estar com tanta raiva. Eu e namorávamos a cerca de duas semanas e eu poderia dizer que estava perdidamente apaixonada por ele. Um cara misterioso sempre chamou minha atenção.
- Calma cara, vamos dar um jeito de passar.- disse, se aproximando com uma lanterna em uma de suas mãos iluminando o caminho.
- Até darmos um jeito de passar a festa já acabou, a chuva já engrossou e já amanheceu. Vamos perder, cara.
- pode nos desculpar, avisamos que o lugar da festa é muito longe e pronto, ele vai entender.
- Os celulares aqui nesse fim de mundo não dão sinal.- disse se aproximando com seu iPhone na mão.- Nem adianta, teremos que voltar.
- Hey, caras!- a voz de ecoou e olhamos na direção que ela vinha, pudemos vê-lo na varanda de uma casa velha, caindo aos pedaços.- O caminho está lama total e pelo visto ninguém mora aqui!-gritou.- Temos comida e bebida, não tem mal algum passar a noite de Halloween aqui!- nós nos entre olhamos e vi uma figura loira se aproximar junto de outra com as mãos no bolso.
- Eu não acho uma boa ideia, afinal essa casa pode ter donos.- disse, colocando o capuz de seu casaco.
- E me dá arrepios.- disse , se agarrando ao namorado.
- Medrosos.- eu disse, gostava de adrenalina.
- Estamos em dois carros, podem ir embora se quiserem.- os desafiou enquanto se aproximava novamente.- Se essa casa tem um dono, ele não vive ai a anos.
- Eu fico, mas se acontecer alguma coisa, fiquem sabendo que eu vou dar no pé.

 Pegamos as coisas que estávamos levando pra festa de no porta malas do carro de , um jipe preto e fomos em direção a varanda da casa. O assoalho era velho e a madeira cheirava a podre, quando andávamos nela, ela rangia dando um ar de suspense. Isso sim era passar um Halloween digno.

  abriu a porta com um chute e assim que entramos percebemos goteiras em vários lugares da casa. Paramos em um cômodo amplo, com móveis velhos e empoeirados e deduzimos ser a sala, jogamos as coisas em cima de uma mesa quebrada e nos sentamos ao redor dela. foi o último a aparecer e trouxe consigo alguns cobertores e distribuiu entre nós, fiquei em um junto com ele, me encolhi em seu peito sentindo seu perfume de cigarro e menta. Sorri.
- O que vamos fazer?- perguntou e senti que sorriu.- Sem malícia, .
- Me desculpa ai, cara, foi mal. Que tal contos de terror?
- Sério isso?- disse e tremeu de frio.
- Está frio aqui dentro, mais frio que o normal.- disse se encolhendo no cobertor junto com .
- Parem de graça, vamos contar histórias ou não?- eu o encarei e percebi que um sorriso malicioso brincava em seus lábios.
- E está esperando o que? - eu disse.- Eu começo.

PARTE DOIS - O ANEL

 Era noite, quando um homem avistou uma mulher ajoelhada na beira da estrada perto de seu carro. Ela fez um sinal para que ele parasse para ajudá-la e ao perceber a formosa mulher, ele o fez imediatamente. Desceu do carro e deu uma bela olhada em seu corpo, voltou a atenção para a bela quando ouviu sua voz.
- Será que poderia me ajudar a trocar esse pneu?- o homem não pode deixar de reparar no anel de brilhantes que deveria valer uma fortuna no dedo da moça.
- Claro.- ele disse já com segundas intenções.- Só me dê a caixa de ferramentas.
- Vou pegar.- ela sorriu gentilmente para o cara.

 Enquanto a mulher pegava a caixa de ferramentas, o homem formava em sua mente um plano diabólico para arrancar o anel do dedo da mulher. Ele foi até seu carro e pegou no porta luvas uma pequena faca que carregava para emergências e, para ele, essa era uma. Assim que saiu, guardou a faca em seu bolso e viu que a mulher já o esperava com a caixa ferramente nas mãos.
- Pode colocar no chão, moça.

 Ele abriu o porta malas, pegando o step e o colocando no chão, olhava para a mulher inocente, cheio de segundas intenções. Quase dez minutos depois, ele havia acabado de trocar o pneu, a mulher se aproximou para agradece-lo.
- Muito obrigada!- disse, se aproximando.- Se não fosse você eu não saberia o que fazer!
- Qual o meu pagamento?- ele olhou no fundo dos olhos da mulher que o encarou amedrontada e deu um passo para trás.
- Não posso pagar, estou sem minha carteira.
- Esse anel parece ser muito valioso.- ele disse apontando para a mão em que o anel estava.
- É o meu anel de noivado, me desculpe, não posso entregá-lo.

 O homem mal esperou que ela acabasse sua frase e pulou em cima da moça que gritava. Ele sorria daquilo tudo, era noite e naquela estrada ninguém poderia ouvi-los. Ele pegou a faca no bolso de sua calça e a agrediu com várias facadas em todas as partes do corpo. Ele ficou sobre a mulher até senti-la dar seu último suspiro. Ele se sentia bem com aquilo, sem nenhum tipo de arrependimento, ele apenas tinha interesse no anel mas tirou uma vida por ele e nem mesmo se importava. Ao sair de cima do cadáver, ele pegou a mão da mulher e tentou retirar o anel, mas estava apertado naquele dedo que ele julgou gordo. Ele pegou a faca no chão e começou a cortar o dedo da mulher morta, os ossos faziam um estralo ao serem quebrados e assim que ele finalmente arrancou o dedo dela, sorriu satisfeito; ele finalmente tinha o anel. Ele guardou o dedo em seu bolso e foi até o carro da morta procurar algo de valor dentro dele, mas não achou nada e resolveu ir embora. Antes de ir, conferiu o corpo pra ver se estava mesmo morto e tratou de apunhá-lo com mais algumas facadas pra se certificar de que a mulher não levantaria e se isso acontecesse, que se levantasse no fogo ardente do inferno.

 O homem entrou no seu carro e arrancou rápido dali antes que alguém naquela noite quente resolvesse sair de casa e passar justamente por aquela rua.

 Alguns dias depois, todos os jornais estavam estampados com manchetes se perguntando quem era o maníaco que faria aquilo com alguém. Ele apenas ria de tudo, estava rico, aquele anel valia mais que sua própria vida. Ele ajeitou a gravata e colocou a máscara, aquele baile de Halloween estaria animado, vários carros procuravam vagas perto do prédio, ele tivera sorte em achar uma a menos de um quarteirão. Ele saiu do carro e andou até a entrada do baile, mostrou seu convite e conseguiu adentrar a festa. Várias pessoas fantasiadas percorriam e dançavam pelo amplo salão e seu olhar parou em apenas uma. Uma mulher loura, cabelos longos que batiam quase em seu bumbum, um corpo escultural e aquele vestido vermelho a vestia muito bem. Mesmo de máscara ele sabia que ela era linda ainda mais sem ela, ainda mais sem aquele vestido. Ele sorriu confiante e andou pelo salão até chegar a inocente moça que balançava seu corpo no meio de outras pessoas. Um garçom com uma bandeja cheia de taças cheias de champanhe passava perto deles e ele fez questão de pegar duas delas, girou seu corpo e estendeu uma das taças a moça que sorriu. Os dentes perfeitamente alinhados. Ele percebeu que ele usava luvas que iam até seu ante-braço e combinavam com a cor vibrante do vestido.

 Depois disso, mesmo querendo se aproximar da moça, ele a perdeu de vista. Não sabia por onde ela tinha ido, se estava no meio da multidão ou se pegando com outro cara em algum canto da festa. Ele odiava imaginar isso, a queria só pra ele e não suportava imaginar que ela estava com outro. Era a coisa mais insana que já havia sentido. Bebeu um gole de uma bebida forte que tinha em seu copo e então olhou pra um canto escuro da festa a avistando, ela o olhava como se fosse o devorar com os olhos e ele queria que ela o devorasse em um maravilhoso sexo oral que aquela boca maravilhosa era capaz de fazer. Ela fez um gesto com uma das mãos o chamando e ele olhou pros lados pra se certificar de que era ele quem ela queria e pra sua surpresa, era ele, apenas ele. O homem se desencostou do balcão e foi em direção aquele canto e viu que a garota começou a se distanciar, ele a seguiu pelos corredores escuros até saírem por uma porta que dava no beco do lugar.
- Então gosta de joguinhos?- ele disse, saindo pela porta e a fechando.

 Encontrou a mulher sorrindo encostada na parede suja do beco.
- Achei que não me seguiria.- ela disse, enquanto ele se aproximava.
- Porque não viria? Uma moça tão bela como você não pode ser dispensada tão fácil.
- Eu sabia que não seria dispensada por você.- ela disse e fez o homem se aproximar.

 Ela o jogou contra a parede e a sua visão ficou turva, ele começou a ver uma figura horrível, com o rosto desfigurado, marcas de cortes em todo o corpo, uma roupa suja de sangue e quando ele olhou pras mãos da criatura viu que faltava um dedo. O homem lembrou na hora do incidente a alguns dias, ele estremeceu ao sentir as mãos frias da mulher tocarem seu rosto.
- Onde está meu anel?- ele percebeu que seus dentes estavam podres, era horrível.
- Eu não sei de anel nenhum!- ele queria fugir, mas ela o pegou pelo pescoço o sufocando.
- Como não? Você o roubou de mim, eu vim buscar o que é meu, onde está meu anel?- ela ainda parecia calma.
- Eu nunca roubei nenhum anel!- ele suava frio.
- Eu sou agora um demônio que quer justiça e eu não me enganaria com alguém assim, eu quero o meu anel e você vai me entregá-lo... se não quiser morrer.- com uma das mãos livres, ela pegou uma faca grande e ele presumiu que estava em sua calça na parte de trás.- Onde ele está?- ela moveu a faca na frente do rosto do homem.
- Eu... eu o vendi.- ele disse, com falta de ar.

 O demônio o jogou no chão e subiu em cima dele, o homem sabia que estava prestes a morrer quando sentiu a primeira facada. Sua visão ficou turva e se alternava em ver o demônio e a bela loira que seguira a alguns minutos. O demônio repetia várias vezes a frase "me devolva meu anel"  enquanto apunhalava o homem com a faca o fazendo gritar por socorro. Mas ninguém o ouviria, assim como ninguém ouvira a mulher de dias atrás naquela rua escura.

 No dia seguinte, seu corpo foi encontrado. O policial pegou seu rádio comunicador e disse com a voz trêmula.
- Chame todas as viaturas, temos um assassino em série. Já achamos um corpo a uns dias e estava no mesmo estado. O cadáver está sem o dedo anular da mão esquerda e, dessa vez, a vítima é um homem.

 Quando acabei de contar a história todos me olhavam sérios, mas logo o clima tenso acabou.
- Eu achei essa história bem chata, amor. Não faz sentido um demônio voltar pra pegar um anel.- disse , rindo.
- Eu achei essa história interessante, não estou com medo.
- Pensei que já havia borrado as calças, .- disse , fazendo todos ali rirem.
- Pois agora é minha vez de contar uma história.- disse .
- Que comece as histórias pra assustar crianças.- disse com um ar divertido.

PARTE TRÊS - O JOGO

 Era uma final de semana qualquer onde um grupo de quatro amigos cujo dois eram garotas e dois eram garotos se encontraram na casa da garota morena pra mais um fim de semana divertido entre amigos. Mas pra eles estava tudo muito repetitivo, eles queriam mais diversão, queriam novidades, então eis que a garota loira sorriu para os amigos.
- Que qual fazermos um jogo? Pode ser divertido.- sorriu.
- Que tipo de jogo?- disse o amigo mais velho.
- Um jogo sobrenatural, só brinca quem aguenta.
- E que jogo seria esse?- perguntou o outro amigo.
- O jogo do copo, já ouviram falar?
- Já e se quer saber isso atrai muita coisa ruim, não quero ver espíritos a noite.
- Para de ser medrosa, é só um jogo, só pra sairmos do tédio.- disse o mais velho.

 A morena olhou feio para os amigos mas não negou que estava curiosa para saber se essa brincadeira funcionava mesmo.
- Ok, vou pegar o copo, façam um tabuleiro improvisado.- ela avisou.

 Os amigos fizeram o tabuleiro improvisado com folhas de papel enquanto a morena foi pegar um copo, quando voltou, ajudou os amigos a terminarem e quando terminaram, se sentaram em uma roda e ajeitaram as letras.
- Todos com o dedo no copo e não tirem por nada.

 Os amigos colocaram o dedo no copo e então um olhou para o outro. A loira foi quem teve a coragem de inciar o jogo.
- Tem alguém ai?

 O copo se moveu lentamente até a palavra "sim" no tabuleiro improvisado. Eles ficaram assustados.
- Como se chama?- o mais velho perguntou.

 O copo se moveu primeiro para a letra L e foi seguida de I L Y formando a palavra Lily e continuou até outras letras formando a palavra Green.
- O que você quer?- perguntou a morena, tremendo de medo.

 Novamente o copo se moveu lentamente de letra em letra formando a frase "Me ajude!" os amigos se entre olharam, a loira iria tirar o dedo mas o garoto mais novo segurou seu braço com a mão vaga. Antes de fazerem outra pergunta, o copo se moveu sozinho novamente de letra em letra formando a frase "Hospital San Vicent"
- O que tem nesse hospital?- perguntou o amigo mais novo.

 E o copo se moveu de letra em letra, formando novamente a frase "Me ajude!"
- Porque está pedindo ajuda? O que está acontecendo?

 O copo se moveu em várias letras até formar a frase "Estou morrendo."
- Como podemos ajudar?

 E o copo não se moveu mais. Os amigos tomaram a liberdade de tirar o dedo do copo, estavam todos assustados, não pensavam na possibilidade alguém ter movido o copo de propósito, aquilo era sério para eles. A morena, dona da casa, se levantou e procurou pela lista telefônica, quando a achou, trêmula procurou pelo número do hospital San Vicent e digitou o número em seu telefone celular, quase não acertando os números pelas mãos que tremiam demais. O telefone deu dois toques até que alguém atendesse.
- Hospital San Vicent, em que posso ajudar?- uma atendente disse do outro lado da linha.
- Queria saber se tem alguma paciente com nome de Lily Green internada nesse hospital.
- Só um instante.- a atendente disse enquanto se ouvia barulho de teclas de computador sendo pressionadas.- Sim, senhora. Lily Green acabou de entrar em óbito, a leucemia a matou, uma garotinha tão nova.- disse se lamentando.
- Quantos anos ela tinha?- perguntou com a voz falha.
- Apenas oito. Posso ajudar em mais alguma coisa?
- Não, apenas isso. Obrigada.

 E desligou o telefone, trêmula, com a culpa. Eles talvez poderiam ter salvado a vida da pobre garotinha.

- Que história mais sem graça.- disse , ao perceber que esse era o fim da história.
- Achei fofo... quer dizer, tocante.
- Eu também, talvez se eles tivesse ligado antes para o hospital poderiam ter salvado a garotinha.- mordeu o queixo do namorado que sorriu.
- Uma ligação não curaria seu câncer.- disse, pensativo.
- Mas poderia fazer com que ela tivesse recebido socorro dos médicos.- disse , concluindo os pensamentos dos amigos.
- Eu vou contar minha história agora.- disse .
- Pois conte, quero ver se algo me assusta nessa noite.- disse , convencido de que o medo não tomava conta de seu ser.

PARTE QUATRO- DESCANSE EM PAZ


 Era uma noite extremamente chuvosa. A carruagem levava Juan, um médico famoso naquele canto do país. Do lado de fora, estava seu cocheiro a guiar os cavalos. Juan estava preocupado se chegaria ou não em seu destino, a chuva era forte e não dava pra enxergar quase nada no caminho. Juan sentiu a carruagem parar, ele balançou com a surpresa da parada. Saiu da carruagem para ver o que estava acontecendo e então, viu que o cocheiro estava conversando com uma pequena garotinha que estava toda suja.
- Por Deus, o que houve?- disse Juan.
- Por favor, salve minha mãe! Sofremos um acidente e nossa carruagem está a alguns metros daqui! Por favor, salve a vida da minha mãe!

 Juan pegou a garotinha nos braços e a levou pra dentro da carruagem, disse a ela para que contasse detalhes do acidente a ele. Ela estava amedrontada e pálida, era difícil não sentir pena, mas Juan sabia que poderia ajudar, afinal era um médico experiente. Alguns metros andados depois, eles saíram da carruagem encontrando na estrada lamacenta dois cavalos mortos e uma carruagem destroçada. Mais a frente havia um barranco, a garotinha guiou Juan e seu cocheiro até lá onde encontraram os corpos. O de uma garotinha e o de uma mulher. Juan correu até os corpos e viu que o menor era o da garotinha que lhe pedira ajuda, o outro era o de sua mãe, ambas estavam mortas. Juan procurou pela garotinha mas não a achou, foi então que sentiu um vapor quente em sua bochecha, como se fosse um beijo. Um beijo de agradecimento.

- Credo ! Eu hein?!- disse com o medo estampado em seu rosto.
- Eu estou arrepiada.- disse apontando pro seu braço com os pelos eriçados.
- Eu ainda continuo achando essa história um pouco fraca.- disse balançando a cabeça em sinal de negação.
- O que é uma história de terror de verdade pra você?- perguntou um tanto irritado.
- Me sigam e verão.

  foi o primeiro a se levantar e seguir por uma porta sem esperar ninguém. O seguimos e o encontramos nos fundos da casa segurando duas pás, ele jogou uma para e outra para . A chuva continuava mas isso parecia não incomodar ninguém ali, a adrenalina de ter uma das melhores noites de Halloween de nossas vidas era maior. Subimos um morro com nossos pés afundando na lama e como guia nos levando até o topo. Ele apontou para um ponto onde havia uma cruz de madeira e fez sinal para que os meninos começassem a cavar e então eles o fizeram. Tentei me aproximar de com medo mas ele se afastou, então fui pra perto das meninas apenas observando e cavarem um buraco. Eu não sabia onde aquilo iria dar, mas um frio percorria minha espinha toda vez que eu pensava em uma possibilidade diferente.
- Achamos algo!- gritou e continuou cavando, agora mais rápido.

 Depois de mais alguns minutos, eles descobriram que, naquele buraco havia um caixão. Chamamos por mas ele havia sumido, então presumimos que ele havia planejado tudo pra zombar de nós. Os meninos abriram o caixão vendo uma ossada dentro com alguns papéis. foi correndo até a casa buscar uma lanterna e voltou em menos de um minuto ofegante. Iluminamos os papéis e eram fotos. Todas antigas, ainda em preto e branco e em todas elas, estava. Senti um vento atrás de mim e vi um vulto passando, comecei a chorar e então ouvi a voz de começar a ler um dos papéis.
- "Muito obrigado. Vocês acharam minha cova solitária, agora eu posso viver a eternidade em paz. Talvez vocês não tenham entendido o que tenha acontecido aqui, mas vão entender quando dormirem... para sempre. Olhem para as colinas, a chuva não poderá esconder quando eu for descansar eternamente com a paz que vocês me concederam. Obrigada, ."

 Olhamos todos para um único ponto, o ponto mais alto dali e vimos um corpo nas sombras tomado pela luz da lua, um vento forte bateu e o corpo se tornou cinzas, pude ver perfeitamente quando o corpo virou pó. Era a silhueta de . Eu não estava entendendo como aquilo era possível, mas eu sabia que finalmente esta em paz, onde quer que ele esteja agora.

FIM.

Um comentário: