The Traitors - Capítulo 30

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Capítulo trinta - Se divirta sem mim... por mim

SeuNome White P.O.V's
Lydia: Não ouse falar assim comigo!- ela me acompanhava enquanto eu andava depressa até a sala-
Eu: Falo com você do jeito que eu quiser! Como você tem coragem? Meu pai está mal enquanto você já está na cama com outro!
Lydia: SeuNome você tem que entender que o que eu e seu pai tínhamos acabou!- ela ia me tocar mas eu me afastei-
Eu: Não toque em mim sua... imunda.
Lydia: Me dê uma chance pelo menos de explicar o meu lado.
Eu: EXPLICAR? O QUE VOCÊ QUER ME DIZER? COMO FOI A PRIMEIRA VEZ QUE TRANSOU COM ESSE CARA? COMO FOI A PRIMEIRA VEZ QUE SENTIU A CULPA? QUANDO FOI A PRIMEIRA VEZ QUE SE SENTIU ARREPENDIDA MAS NÃO CONSEGUIU SAIR DESSA?- aumentei meu tom de voz cuspindo as palavras na cara dela- Me poupe, Lydia. Eu não vim aqui pra ver e nem ouvir nada disso.

 Abri a porta e sai do apartamento. Não ouvi minha mãe me chamar nem vir atrás de mim só me provando que a consideração dela era zero. Entrei no elevador e apertei o botão do térreo, minhas mãos tremiam, eu chorava mas tudo aquilo era de raiva. Eu não deveria ter pisado os pés ali e com certeza eu nunca mais olharia na cara dela. Assim que cheguei no térreo corri até a saída do prédio vendo o carro do meu pai estacionado logo em frente o destravei e abri a porta de trás pegando o resto das sacolas de roupas da minha mãe e jogando em uma lata de lixo logo em frente ao prédio e então voltei ao carro fechei a porta traseira e deslizei pra dentro pelo lado do motorista dando a partida e saindo logo dali. A caminho de casa, as lágrimas pareciam querer me cegar, eu não enxergava direito enquanto mais secava as lágrimas, mais elas insistiam em cair. Minha mãe pagaria por aquilo que estava fazendo e o destino certo dela seria a ruína.

 Quando cheguei em casa não encontrei meu pai na sala, seria melhor assim, não queria que ele me visse naquele estado e não queria contar pra ele o que vi. A última coisa que eu queria agora era mais briga. Fui pro meu quarto e tranquei a porta quando entrei, queria ficar sozinha, seria melhor pra pensar nas coisas que vem acontecendo e que eu mesma provoquei. Talvez eu não seja a grande culpada mas sei que grande parte da culpa é minha por me intrometer nesse assunto de traição. Eu estava tão cega pelo ódio que não pensei nas consequências. Peguei meu celular em meu bolso checando pra ver se Liam havia me ligado. Quatro ligações perdidas. Resolvi não retornar, queria ficar sozinha, não conversar com ninguém. Eu posso não ser uma traidora, mas sentia que ia acabar sozinha.

Liam Payne P.O.V's
 Eu sabia que não era fácil, pra mim também não estava sendo. Duas semanas. Duas semanas sem tocar, sem falar, sem nem mesmo olhar pra minha própria namorada. Todas as vezes - quase vinte no total, sim, eu contei- que eu fui vê-la ela dava uma desculpa bem idiota pra não me ver. Eu sabia que ela estava chateada, não comigo, mas sim com tudo que estava acontecendo e eu não a culpava por isso. Só não entendia o porque de SeuNome se afastar assim de todos. Nem com as meninas ela fala mais, pelo o que o pai dela me disse ela não sai do quarto pra quase nada, nem arrastada. Da última vez que fui visitá-la o pai dela disse em alto e bom som para que eu obedecesse: "SeuNome está mal, espero que respeite. Aconteceu mais coisa depois daquela festa mas ela não quis me contar então acho melhor você dar um tempo, quando ela estiver melhor com certeza vai atrás de você."

 Idiota. Se ele não fosse o chefe da minha mãe eu o mandaria pra puta que pariu com uma passagem só de ida.
Eu: Como estou?
Shirley: Ótimo, parece até um homem.- ela sorriu-
Eu: Mãe eu sempre fui homem, okay?
Shirley: Você sabe o que quis dizer, mas tenho vontade de te socar por parecer tanto seu pai.
Eu: É...- me sentei na cama- Também tenho vontade de me socar.- minha mãe se sentou ao meu lado com um olhar preocupado-
Shirley: O que houve, Liam?
Eu: Eu não quero ir ao baile de encerramento sem a SeuNome.
Shirley: Já conversou com ela?
Eu: Tentei nas últimas duas semanas.
Shirley: Mandou mensagem?
Eu: Ela não respondeu umas cem que eu mandei nessas duas semanas.
Shirley: Eu não entendo o porque de ela estar agindo assim, vocês são namorados e você tem que tentar entendê-la.
Eu: Será que eu devo ir até a casa dela? O senhor White me disse pra não ir lá até que ela me procurasse.
Shirley: Ele é um babaca, Liam. Vamos, eu te levo lá e depois te deixo na escola. Só vou pegar uma coisinha no meu quarto.- sorriu e saiu-

 Esse era o bom de ter uma mãe por perto, ela sempre sabia o que me dizer e eu fiquei até animado e com um pingo de esperança. Não estava muito certo de que SeuNome aceitaria mas estava certo de que eu estava tentando... mais uma vez. Levantei da cama e fui até a minha cômoda pegando um perfume e espirrei apenas duas vezes contra meu pescoço. Desci as escadas com pressa, a ansiedade tomava conta de mim e eu sentia vontade de gritar pra todos ouvirem o quanto eu amava SeuNome. Não estava suportando esse silêncio dela, não estava suportando mais não olhar nos lindos olhos dela. Eu suportei tudo isso por quase quatro anos, não posso suportar mais agora que tenho ela pra mim. Fui até a garagem e minha mãe não demorou muito pra chegar com uma sacola na mão, era de alguma loja cara e eu estava quase tendo certeza de que eu havia comprado o que estava dentro dela mas resolvi não questionar. Deslizamos pra dentro do carro preto e colocamos o cinto de segurança, minha mãe fazia isso ao mesmo tempo que dava ré no carro e saia da garagem.
Shirley: Eca, esse carro fede ao seu pai, tenho que mandar lavá-lo imediatamente.- Deveria, aquele era o ex carro do meu pai, o mesmo não voltara mais aqui em casa, só na noite que tudo foi descoberto e nem levou todas as suas coisas, minha mãe colocou fogo em tudo que ele deixou pra trás. Uma noite dessas ouvi ela gritando ao telefone e deduzi que ela estava falando com ele.- Posso ver na sua cara que está nervoso.
Eu: Eu a amo muito, mãe. Pode parecer meio patético mas eu gosto dela desde o começo do ensino médio e se essa menina não for a mulher da minha vida eu não sei quem mais pode ser.
Shirley:- sorriu- Vocês vão se resolver.

 Ficamos em silêncio o resto do caminho, eu admirava a lua cheia enquanto minha mãe cantarolava alguma música antiga que tocava no rádio. Assim que chegamos na casa, minha mãe estacionou e os seguranças se aproximaram de nós dois.
Xxx: Não podem entrar, são ordens do senhor White.
Shirley: Olha aqui, eu não dirigi todo esse tempo pra ouvir que o John não pode me ouvir. Eu já estive aqui antes e esse é meu filho que por acaso namora a filha do White então se você não me deixar entrar eu passo por cima de todos vocês, aliás, quem é o idiota que tem seguranças na porta de casa? Isso aqui nem é uma mansão tão cara.
Xxx: Desculpa senhora....
Shirley: Eu vou gritar, você quer que eu grite?- eu olhava pra minha mãe sério mas admito que estava morrendo de vontade de rir-
Xxx: Não, mas eu também não posso deixar que entre.
Shirley: Como você reagiria se seu filho ou sua filha estivesse sofrendo por amor? Estivesse pelos cantos? Senhor eu respeito seu trabalho mas eu preciso entrar, também sou funcionária do John e tenho certeza que ele não vai te demitir por isso.
Xxx:- bufou- Tudo bem, pode entrar.- ela disse abrindo o protão da casa- Boa sorte com a fera.
Shirley: Obrigado.

  Ultrapassamos o enorme portão de ferro e então andamos em direção a porta da frente da casa. Eu queria parabenizar minha mãe pelo belo discurso e pela bela cena mas nada saia da minha boca então resolvi ficar quieto. Ela fez um sinal para que eu batesse na porta e eu o fiz, alguns segundos depois ouvi John reclamar e abriu a porta em seguida.
John: Vocês?- parecia surpreso e feliz- Entrem por favor.

 Entramos na casa, não estava nenhum pouco convidativa com a pouca claridade vinda do andar de cima. Eu e minha mãe nos sentamos e John nos encarou.
John: Já imagino pra que vieram.- ele deu um sorriso de lado- Se conseguirem tirar SeuNome daquele quarto eu gritaria de felicidade porque estou tentando fazer isso nas últimas duas semanas e foi missão fracassada.
Shirley: Acho melhor Liam tentar fazer isso primeiro, dependendo da reação dela eu vou logo depois.- disse em um tom dócil- Vá enquanto eu converso com John o que não podemos falar no trabalho.- eu suspirei fundo já sabendo sobre o que eles conversariam: a traição.

 Subi as escadas devagar pensando nas palavras exatas para dizer a SeuNome mas eu tinha que admitir que não estava muito empolgado em ter esse assunto, eu poderia convencê-la mas também poderíamos ter aquele conversa final e era a última coisa que eu queria principalmente agora. A verdade é que eu não queria que o fim chegasse pra nenhum de nós dois e se dependesse de mim eu estaria com ela até o último dia de minha vida. Parei em frente a conhecida porta do quarto dela e bati três vezes até ouvir a voz abafada dela me dizer para ir embora, mas na sua frase incluía a palavra pai o que significava que ela não sabia que era eu.
Eu: Sou eu, SeuApelido.- não houve resposta então continuei- Precisamos conversar e eu não posso mais adiar isso, está me matando por dentro.- alguns segundos depois ouvi a porta ser destrancada e uma brecha se abriu, SeuNome pareceu conferir se era eu mesmo e então a abriu por completo deixando que eu adentrasse em seu cantinho quase secreto. A cama estava desarrumada e a TV ligada mas ela fez questão de desligar quando eu olhei para a tela. Percebi que ela havia trancado a porta novamente, estava disposta a conversar e isso me dava um certo frio na barriga com medo de que essa conversa tomasse o rumo do qual eu temia.
Você: Senti sua falta.- ela se sentou na cama e eu sentei na beirada de maneira que pudesse a encarar-
Eu: Porque não me atendeu das vezes que vim aqui? Porque você não respondeu minhas mensagens? Porque não me deu um sinal de que ainda temos algo?- comecei, sabia que era o assunto errado para começar mas eu não aguentava mais-
Você: Eu estava com medo... medo do que você poderia falar se eu te atendesse, se eu te respondesse, se eu te visse. Não quero me afastar de você apesar de tudo que tem nos assombrado esse tempo.- soltei um suspiro de alívio- Eu te amo e não quero ficar sem você.
Eu: Eu não vou me afastar de você.- me aproximei dela que se aconchegou em meu peito- Sei que aconteceu mais alguma coisa... quer me contar?
Você: Talvez pareça desagradável pra você.
Eu: Não é.- acariciei seus cabelos-
Você: No dia em que fui na sua casa eu passei no apartamento que minha mãe está e vi ela nua na cama com seu pai. Aquilo mexeu comigo, eu estava preocupada com ela apesar de não admitir pra mim mesma, eu pensava que ela estava sofrendo mas no dia seguinte já estava na cama com o amante.
Eu: Eu já aceitei o fato do meu pai ser um canalha. Talvez eu nunca mais o veja e espero que seja assim... vai ser melhor pra mim e pra minha mãe. Talvez não ver sua mãe por um tempo te ajude a se recuperar.- ela se afastou sentando com postura, as costas estavam encostadas na cabeceira da cama-
Você: Eu com certeza não quero nunca mais olhar pra cara da minha mãe, o ódio é uma coisa inexplicável. Quando Deus disse para amarmos até os nossos inimigos não disse que era tão difícil pra seres inferiores como nós.
Eu: Está dizendo que sua mãe é sua inimiga?- encarei seus olhos podendo ver olheiras escuras-
Você: Sim, não deveria mas é. O que ela fez não tem perdão e se eu a perdoar eu prefiro guardar só pra mim. Não quero vê-la pra cultivar mais raiva e antes que venha com seus discursos de lição de moral é uma escolha minha sem influência de ninguém, a traição poderia ser perdoada, mas doí como ela se recuperou tão rápido, se não fosse seu pai eu poderia xingá-lo de todos os palavrões possíveis mas vou ser boazinha.
Eu: Pode xingar se quiser.- sorri e ela tentou sorrir de volta- Estamos resolvidos? Promete não se esconder mais e sair de casa?- pareceu tão fácil, eu estava desconfiado-
Você: Eu prometo.- sorriu e eu me aproximei selando nossos lábios em um beijo gostoso. Eu estava sentindo falta daquela sensação, dos lábios de SeuNome se movendo em cima dos meus e sua língua entrando em choque com a minha. O beijo se rompeu quando sentimos os pulmões ardendo, suplicando por ar. Nos olhamos e rimos como se fosse nosso primeiro beijo.- A propósito.- disse depois quase recuperou do riso- Quero saber o por que de estar tão arrumado assim.
Eu: É o baile de encerramento e vim buscar minha namorada para ir comigo.- o sorriso dela desapareceu-
Você: Não quero ir, me desculpe.
Eu: Se for problemas com a roupa eu não ligo, pode ir de moletom se quiser.
Você: Eu não quero ir, Liam. Esse é o problema? Não estou pronta pra enfrentar olhares das pessoas da escola e piadas maldosas comigo ou sobre o relacionamento dos meus pais.
Eu: Eu fui a escola e nada me aconteceu.
Você: Eu não sou você.- esbravejou- Eu não sou popular, eu não tenho vários garotos aos meus pés, eu não sou temida mesmo não sendo nada de importante naquela droga de colégio!
Eu: Eu não preciso de todas aos meus pés quando eu tenho você.- pareceu que a atingi com um soco no rosto, ela abaixou a cabeça- Não vim aqui para brigar com você.- ela se levantou e eu fiz o mesmo, ficamos frente a frente-
Você: Eu sei... quero que você vá a esse baile, se divirta. Mas sem mim.
Eu: Como posso ir a um baile desacompanhado?- eu estava chateado e não fazia questão alguma de esconder isso- Eu quero ir com você.
Você: Será que pode me desculpar dessa vez?
Eu: Já faz duas semanas que não vai a escola, já esqueceram o assunto SeuNome.
Você: Mas eu não esqueci... olha Liam, eu não quero brigar com você e nem ficar com uma parede de gelo entre nós então eu sugiro que vá ao baile e se divirta... por mim.
Eu: Tudo bem então. Fique bem.- dei um beijo demorado em sua testa enquanto a abraçava, eu não estava feliz mas não ia insistir mais em uma coisa que sei que não daria certo- Adeus.
Você: Adeus.- eu sai do quarto e fechei a porta descendo as escadas e encontrando John e minha mãe ainda conversando na sala.
Eu: Mãe, vamos. Já estou atrasado pro baile.
Shirley: Não se resolveram?
Eu: Sim mas resolvi ir sozinho.- vi minha mãe piscar para John e seus lábios disseram sem som um "segue o plano" fiquei confuso mas resolvi não questionar.

 No caminho para o ginásio da escola abri a boca várias vezes para dizer a minha mãe que retornasse e me deixasse em casa, eu havia perdido o ânimo de ir nesse baile idiota. Saltei do carro quando minha mãe estacionou e segui para a entrada onde logo bateram uma foto minha para o anuário. Quando pisei no primeiro degrau pude ver todo o pessoal se divertindo. Niall veio até mim com um copo vermelho na mão.
Niall: Cadê a SeuNome?
Eu: Prefiro não comentar, só quero me divertir hoje mesmo não estando com ânimo.
Niall: Então você tem os amigos certos pra isso.

 Ele me arrastou pro meio do pessoal, Todos estavam lá inclusive Mendy e Matt, como um casal. As coisas haviam mudado, especialmente pra mim.

 As palavras de SeuNome ainda ecoavam em minha cabeça fazendo meu coração doer.

Continua...
E ai pessoas? Tudo bem? Espero que sim. Penúltimo capítulo, estou triste porque essa foi uma fanfic que eu amei escrever. Mas enfim, espero que tenham gostado, até o próximo.




8 comentários:

  1. 😭😭😭😭 não acredito.Eu ainda estou em love com essa fic. Meu Deus. Continua e eu já estou prevendo meu choro no próximo capítulo.

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    1. ai amor, uma hora tem que acabar não é? Espero que goste do final.

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  2. triste que vai acabar a fic :c pode fazer uma 2 temporada né ahsusj faz um último cap bem grande, vai dar sdd dos planos loucos da SeuNome e do Liam, de todas as confusões e tals, aiiii
    continua babe

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    1. triste mesmo, quem sabe uma continuação pode vir mais pra frente? Vai dar mesmo saudades deles </3. Vou continuar amor.

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  3. Sério? Vou sentir saudades
    Amo essa fic
    💔

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  4. NAOO MENINA. NAO PODE ACABAR
    Tem q ter segunda temporada , sla.
    Segura coração

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    1. ain menina maijsiajiahaiua
      talvez mais pra frente.
      seguraaa

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