The Traitors - Capítulo 17

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Capítulo Dezessete - O almoço dos traidores
SeuNome P.O.V's
 Eu estava em choque, não sabia como reagir nem que desculpa inventar, olhei pra todos que estavam na sala e meu olhar parou em Abby.
Eu: Você, vem aqui, você vai me ajudar.- ela veio até mim sem entender- É o seguinte.- minha mãe buzinou de novo- Você é a dona dessa casa e uma das minhas amigas da escola, ficamos estudando e assistindo filmes até as cinco da manhã e seus pais foram viajar, ok?
Abby: Eu posso fazer isso.- sorriu-

 Abri a porta da casa vendo minha mãe sorrir ao meu ver, Abby andava do meu lado e ela me parecia uma bela atriz.
Lydia: Você está ai.
Eu: Como soube onde eu estava?
Lydia: Eu liguei pra mãe da Judy e pra mãe da Beck, elas me disseram o endereço.
Eu: Hum... tá bom o que você quer? Eu estava vendo um filme.- Abby afirmou com a cabeça-
Lydia: Vim buscar você oras, e você, quem é?- se referiu a Abby que abriu um lindo sorriso-
Abby: Sou a dona da casa, meu pais viajaram e eu e SeuNome junto com as meninas ficamos estudando e vendo filmes, tivemos a noite das garotas sabe...
Lydia: O dono da casa não é um tal de Louis?- a interrompeu-
Abby: Louis é meu irmão, ele teve que sair ontem e não voltou, creio que esteja resolvendo alguma coisa em seu trabalho.- minha mãe suspirou-
Lydia: Sem festas? Sem garotos e bebidas? Tá ai, acho que gostei, eu estava tão preocupada.
Eu: Mas não precisa mãe, Abby é uma boa garota.
Lydia: Isso eu já vi, mas precisamos ir agora SeuNome, está tendo um almoço em casa e eu e seu pai queremos a sua presença.
Eu: Almoço com quem?
Lydia: Com o pessoal da empresa e os sócios do seu pai, seria chato se você não estivesse lá. Temos uma hora.- olhou no relógio e batucou no volante-
Eu: Hã... ok, vou pegar minhas coisas e já volto.- eu não estava nenhum pouco feliz com essa história de almoço-
Abby: Que isso amiga, pode entrar no carro, eu vou lá pegar pra você.- sorriu saindo e eu quis dar uma voadora nela, entrei no carro e fechei a porta esperando que ela voltasse. Não demorou nem cinco minutos e ela voltou com minhas coisas - Coloquei tudo em sua mochila, inclusive seu celular.- sorriu-
Eu: Obrigada, amiga.- forcei um sorriso- Combinamos outro dia, beijos!- minha mãe deu a partida saindo dali-

 Minha mãe foi o caminho todo me perguntando como havia sido com as meninas esse fim de semana e eu não estava acreditando muito que ela havia acreditado na minha mentira, ela não é tão idiota quanto parece. Assim que chegamos em casa ela me fez ir direto pro meu quarto tomar um banho e me arrumar e, quando entrei no mesmo vi que tinha um vestido e uma sandália em cima da minha cama, bufei e fechei a porta indo logo pro banheiro e largando minha mochila no meio do quarto. Tomei um banho demorado e confesso que era apenas pra deixar meus pais irritados, minha cabeça ainda doía por causa da ressaca então quando acabei meu banho peguei um remédio que minha mãe sempre me mandava guardar no gabinete do banheiro e o tomei saindo do banheiro enquanto me secava. Eu sorri feito idiota quando lembrei da noite anterior com Liam que, por um acaso era a única coisa que eu me lembrava com clareza, Liam era mesmo um garoto maravilhoso e isso ninguém poderia tirar dele. Coloquei uma calcinha e um sutiã e me sentei na penteadeira pra arrumar meu cabelo o que não demorou muito tempo já que já estava liso e passei uma maquiagem fraca. Coloquei o vestido e a sandália que estavam em cima da minha cama e por fim estava pronta, Olhei no relógio e tinha demorado meia hora pra me arrumar, alguns convidados já deveriam até terem chegado. Peguei meu celular dentro da mochila e sai do quarto fechando a porta. Desci as escadas e me arrependi de ter descido quando vi o tanto de pessoas ali, todas vestidas em trajes chiques, ternos e vestidos de marca e com certeza muito caros, eu me perguntava o porque já que era só um almoço da empresa. Cumprimentei algumas pessoas e fui pra cozinha achar alguma coisa pra beliscar, me servi de refrigerante em uma taça e peguei algo de uma bandeja de um garoto jovem que passava servindo. Resolvi ir pros fundos da minha casa mas lá haviam mais gente do que dentro então voltei pra sala e me sentei no sofá.
- SeuNome?- me virei rapidamente pra olhar a pessoa que agora se sentara ao meu lado, era Shirley, estava sorridente e eu odeio admitir mas adorei ver ela em meio aquele inferno de pessoas-
Eu: Oi Shirley, que surpresa te ver aqui.- agora eu tinha me dado conta que ela não deveria mesmo estar aqui-
Shirley: Também estou surpresa em te ver, o que faz aqui?
Eu: Sou filha dos White caso não saiba.- sorri, ela é sínica ou o que?-
Shirley: Eu não me recordo de seu pai já ter falado de você mas tem fotos suas na sala dele, eu deveria saber.- sorriu-
Eu: Vocês conversam, é?
Shirley: Temos que manter contato já que sou a secretária dele e cuido de todos seus papéis e reuniões, acabamos ficando bastante amigos também.
Eu: Que legal, deve ser ótimo ter uma amizade como a de vocês.- forcei o sorriso-
Shirley: É sim... e você e o Liam? Como andam? Desde aquele dia ele não para de falar de você.- sorri ao ouvir o que ela disse-
Eu: Estamos namorando.- eu não sabia se podia contar isso a ela mas já havia saído então, que se dane-
Shirley: Que ótimo te ter na família, SeuNome, você é uma garota muito legal e tenho certeza que fará muito bem ao Liam.
Eu: Também estou feliz em ser da família e... Shirley?- ela me olhava nos olhos agora e se ela não fosse totalmente vadia eu até diria que havia um brilho de ingenuidade neles-
Shirley: Sim, querida.
Eu: Será que você podia manter segredo sobre meu namoro com o Liam, não quero que meu pai fique sabendo pelos outros, não estamos nos dando muito bem por esses dias.
Shirley: Claro, quando você contar a ele, avise Liam que eu faço um jantar em casa pra todos nós, iria ser divertido, não acha?
Eu: Claro, claro.- sorri- Obrigada, Shirley.
Shirley: De nada, querida.
Eu: Com licença.- me levantei e sai dali-

 Conversar com Shirley era o mesmo que conversar com minha mãe e isso era bom, me aliviava. Mesmo ela sendo uma vadia que sai com meu pai eu daria uma trégua agora, afinal, ela não era a única sem vergonha e não se trai uma pessoa sozinha. Fui pra cozinha comer mais alguma coisa e então encontrei meu pai, ele parecia desnorteado e procurar desesperadamente por alguém, quando me viu sorriu e se aproximou.
John: Será que viu sua mãe? Já estou procurando ela a uns cinco minutos.- meu coração acelerou ao ver meu pai, eu fiquei nervosa e nem sabia o porque-
Eu: Não, pai. Eu não a vejo desde que desci.
John: Que droga, olha vai procurar ela que eu vou enrolando os convidados, é hora do meu grande discurso e não posso ficar muito nervoso.- ele disse e saiu em disparada pra sala-

 Bufei e sai andando procurando pela minha mãe, nessas festas sempre sobrava pra mim, eu já deveria ter me acostumado mas infelizmente não era bem assim. A vi saindo do banheiro que ficava perto da cozinha, no andar debaixo mesmo e ela tirava o excesso de batom, me aproximei dela que ao me ver arregalou os olhos e sorriu.
Eu: Papai está te procurando desesperadamente, ele disse que vai enrolar os convidados pra fazer o discurso dele.
Lydia: Obrigado por me avisar, filha.- sorriu e beijou minha testa e em seguida saiu rebolando aquela bunda grande vestida por aquele vestido justo-

 Fiquei por um tempo na cozinha vazia esperando que aquele discurso ridículo do meu pai acabasse logo e, enquanto esperava eu comia algumas coisas. Quando voltei pra sala todos batiam palmas engrandecendo meu pai e eu só sentia vontade de vomitar com tudo aquilo. Aquele showzinho ridículo logo acabou e comidas diferentes começaram a serem servidas e aquela era minha parte preferida. Me sentei no sofá e todas as vezes que algum garçom passava com uma bandeja eu pegava algo, seja doce ou salgado. Resolvi me levantar e ir andar pelos convidados já que ninguém nem percebia que eu estava ali e aquilo era bom. Sai da sala indo pra cozinha e da cozinha sai na área de lazer, o dia estava ensolarado mas não estava tão quente e aquilo era totalmente agradável. Quase botei tudo o que comi pra fora quando vi que meus pais e os pais de Liam estavam sentados na mesma mesa e riam descontraidamente, dei alguns passos pra trás e entrei no banheiro trancando a porta, peguei meu celular que eu tinha colocado em meus seios e disquei o número de Liam, eu batia o pé de nervosismo, isso não pode acontecer, eles não podem ser amigos. Liam não atendeu minhas três ligações então me vi obrigada a deixar um recado na caixa postal dele.
Eu: Liam, Liam onde você está que não atende essa porra de celular? Eu vou te esmurrar quando eu te ver Liam, é o seguinte, tá tendo um tipo de almoço aqui em casa e todo o pessoal importante da empresa do meu pai está aqui, nossos pais estão conversando e se eles virarem amigos antes de você aparecer eu juro que te afogo na piscina, vem logo! Se não estiver aqui em meia hora eu não respondo pelos meus atos. Beijos seu gostoso e tchau.- desliguei o celular e o guardei de volta em meus seios-

 Abri a porta do banheiro e tomei um susto quando vi minha mãe parada na porta.
Lydia: Com quem estava falando? 
Eu: Com ninguém, eu só estava... cantando, sabe cantar é legal e sabe que eu canto no banheiro...- ela me interrompeu-
Lydia: Que seja SeuNome, não ouviu eu te chamar? 
Eu: Se eu tivesse ouvido teria ido.- esperei pelo sermão por ter sido grossa-
Lydia: Fale direito comigo...- suspirou- Venha, vamos nos sentar juntas.- me puxou pelo braço me levando em direção a mesa que meu pai e os pais de Liam estavam rindo e conversando, assim que chegamos eles nos olharam e o pai de Liam arqueou uma sobrancelha-
Charlie: Querida essa garota não é...- ele fez uma cara de dor e suspirou- Linda? 
Shirley: Com certeza ela é.
Charlie: Linda como a mãe.- todos sorrimos-
Lydia: Oh, obrigada.

 Minha mãe e o pai de Liam eram tão inocentes que me dava uma dor no coração só de pensar quando toda aquela traição fosse a tona, a reação deles... eu não gostava nem de imaginar. Ficamos ali comendo e conversando, eu tentava não parecer nervosa por aquela situação ser um tanto desconfortável, pelo menos pra mim. Liam não chegava logo e eu já estava pensando em maneiras diferentes de matar ele e esconder o corpo, mas a campainha tocou e eu sorri pedindo a Deus mentalmente que fosse o meu namorado idiota.
John: Que estranho, já estão todos aqui, não falta mais ninguém.
Eu: Talvez falte.- sorri-

 Meu coração se aliviou ao ver Liam aparecer na porta da cozinha e olhar ao redor, ele estava de terno e seu cabelo perfeitamente penteado. Quando nos achou ele não escondeu o susto, meu pai disse um "quem é esse" e Liam se aproximava cada vez mais e eu temia que quando ele chegasse até nós ele faria aquilo... e ele fez.
Liam: Oi SeuApelido.- me deu um selinho- Mãe, pai desculpem o atraso eu me esqueci totalmente, preciso assumir mais minhas responsabilidades.- se sentou na única cadeira vaga da mesa, eu estava me sentindo uma idiota, até Liam sabia do almoço na minha própria casa e eu não, sem contar que me beijou na frente do meu pai que agora nos olhava confuso-
John: O que... o que foi isso? - ele disse gesticulando com as mãos-
Shirley: Ele é nosso filho, John.- disse sorrindo-
John: Eu estou falando do beijo entre SeuNome e seu filho.- eu estava confusa com a frase de Shirley mas Liam era tão idêntico ao pai dele que era impossível que fossemos irmãos-
Shirley: Eles... eles...
Eu: Somos namorados pai, Liam é meu namorado.
John: Mas isso é... isso é...
Lydia: Fantástico.- ela estava sorridente- Liam é um ótimo rapaz, eu tenho certeza.
John: É com ele que se encontra?- me senti um pouco envergonhada e Liam me encarava-
Eu: Claro que é, eu gosto de Liam, ele é especial pra mim e nada vai mudar isso. Ele faz eu me sentir bem e me deixa leve. Eu nunca gostei de alguém como gosto dele, pai.- todos na mesa me olhavam sorrindo-
Liam: E se me concede a mão de sua filha, senhor White. Posso namorar com ela? SeuNome me faz feliz e acredite ou não eu sou totalmente apaixonado por ela desde o primeiro ano do ensino médio, pode parecer idiota para o senhor mas pra mim é algo muito importante.- meu pai abria e fechava a boca procurando uma resposta, eu não queria que ele bancasse o babaca, pelo menos hoje. Todos na mesa o olhavam sorrindo esperando que ele falasse alguma coisa- Então? 
John: Você vai fazê-la feliz? 
Liam: Se Deus quiser, todos os dias da minha vida.
John: Permissão concedida, rapazinho.- ele sorriu-

 Meu pai estava sendo sincero, eu percebia. Queria abraça-lo e dizer que o amava ter como pai mas isso não era a verdade já que ele enganava ou pensava que enganava a metade que estavam sentados naquela mesa. Ao invés de esse almoço se chamar o almoço de negócios da empresa White poderia se chamar o almoço dos traidores.
[...]
 Cheguei na escola naquela manhã com uma tremenda vontade de sair quebrando tudo, segunda feira não é um dos meus dias preferidos. Ontem, depois do almoço lá em casa ficamos por horas conversando e a mãe de Liam disse que iria marcar um jantar pra mês que vem o que eu achei super desnecessário, não é porque eu e Liam namoramos que tem que fazer essa frescura toda. Nossos pais não deram muita bandeira de que eram amantes e isso até que foi um pouco agradável, pelo menos isso mostra que eles tem pelo menos um pouco de respeito e dignidade.

 Cheguei no meu armário e me encostei nele fechando os olhos com vontade de dormir ali mesmo e quando os abri vi Judy e Beck paradas na minha frente com a maior cara de empolgação.
Beck: Já imprimimos todas as cartas, só precisamos mandar espalhar pela escola na hora dos testes.- ela estava eufórica, foi então que me lembrei que havia acabado de escrever a carta falando verdades sobre Mendy e tinha enviado por Email pras meninas para que elas imprimissem, nossos planos era arranjar alguém até a hora dos testes finais do time de futebol pra espalhar pela escola toda-
Judy: Eu li e ela ficou um arraso, Mendy não vai cair, ela vai despencar.- forcei o sorriso-
Eu: Uhul.- fingi animação- E quem vai espalhar as cartas? 
- Serve eu? - um garoto baixinho e gordinho apareceu de trás de Judy-
Eu: Claro que serve.- sorri, ele era fofo-
- Certo, são dez dólares de cada uma.
Eu: O que? Vocês não tinham ninguém melhor pra arranjar não?- eu estava indignada-
Beck: Ninguém do ensino médio quer fazer isso, só achamos você né Trevor? 
Trevor: Sim, e se não pagarem eu faço questão de achar essa tal de Mendy e dizer tudo a ela.
Eu: Okay, gordura ambulante, pagamos isso a você.
Trevor: A grana primeiro.- disse fazendo um gesto com as mãos-
Eu: Vocês tem certeza que não tinham ninguém melhor pra fazer nosso trabalho sujo? 
Beck: Não, paga logo pra ele.- ela disse dando o dinheiro na mão do garotinho que ainda conferiu se era de verdade e em seguida Judy, bufei e procurei o dinheiro em minha mochila e dei a ele- Trevor, você já sabe do plano, vê se faz tudo certo e não vacila, se não você já sabe.- ela disse fazendo um gesto no pescoço como se fosse matá-lo-
Trevor: Eu sei o que faço, confiem em mim.- ele disse e saiu andando-
Judy: Finalmente, é hoje que vamos fazer a Mendy cair.
Eu: E eu mal posso esperar por isso.
Continua...
Oioi. Como vão? Espero que bem. Esse capítulo era pra eu ter postado ontem mas ai eu fiquei assistindo filme e quando vi já era tarde e eu tava morrendo de sono então é por isso que só saiu hoje. Bom, espero que tenham gostado, tretas estão por vir haha, espero que gostem. Beijos! Lembrando que sugestões são sempre bem vindas.

6 comentários:

  1. Até que em fim , uffãs, to amando continua e dessa vez num demora tanto por favo... Ta perfeito *-*

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  2. Quase morro aqui de tanta fofura desses dois. Continua

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  3. Maria Eduarda Zancanelo12 de julho de 2015 13:19

    Chorei de rir. Perfeito continua logo

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  4. U.u continua logo, ta muito bom, vício mais a cada capítulo ♡

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