Moments - Capítulo 09

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That's why you and I ended over U.N.I...

Dora Devine

SEMANAS DEPOIS...

Acho que se alguém me visse neste exato momento com certeza pensaria que eu sofro de parkinson de tanto que eu tremia. O dia que eu tanto esperei finalmente havia chegado e eu não tinha ideia de como lidar com isso. Sonhei praticamente todos os dias da minha vida com o dia em que eu finalmente entraria numa boa faculdade para fazer o curso que sempre soube que fora feito pra mim: moda. E apesar de entender bastante do assunto, eu não conseguia escolher nada que fosse apresentável dentro deste guarda-roupa. Em plena seis da manhã londrina eu estava sentada no chão analisando cada peça de roupa a procura de algo que mostrasse para meus futuros colegas que, apesar de não gostar muito, eu sabia sim me arrumar. Com a ajuda de Giovanna, é claro. 

— Não acredito que tu me acordou três horas da manhã pra lhe ajudar. Caso você não saiba, eu tenho aula daqui há algumas horas e tô aqui com os olhos arregalados igual uma maritaca só porque tu quer.
— Giovanna, para de reclamar e me ajuda! - eu exclamei sentada no chão com a cabeça entre as pernas. - Não posso ir vestida de qualquer jeito, é meu primeiro dia!
— E depois quer fazer faculdade de moda, a moça! - exclamou bufando e, mesmo que eu não pudesse ver, sabia que ela revirava os olhos - Como quer que eu te ajude a se vestir se nem posso ver o que tu tem aí?
— Você conhece minhas roupas, não tem nada de novo aqui. - ela bufou novamente.
— Espero que você saiba que eu te odeio.

Apesar de termos acabado de entrar no outono, o dia lá fora estava até agradável e dava sim para sair com os braços de fora, porém assim como São Paulo, o tempo é meio imprevisível, então já sabe como é. Pensando nisso, Giovanna e eu escolhemos uma saia com estampa de caveiras que eu tinha para usar com uma meia-calça preta e uma bota qualquer. Na parte de cima eu vesti uma camisa jeans sem manga e, claro, não podia faltar uma cachecol para o look ficar mais eu. E por recomendações de mamãe via mensagem de texto, um casaco guardado na bolsa.

"Estou morrendo de saudades de você, meu amor, você nem sabe o quanto! Eu sei que hoje é seu primeiro dia na faculdade e te desejo tudo de bom que há nesse mundo. Me liga assim que chegar para me contar como foi, certo? Ah, e não esquece o casaco, tá? Londres é linda, mas é fria. Te amo."

Mães nunca perdem a oportunidade, huh?

— Posso pelo amor de Deus aproveitar as três horas de sono que ainda me restam? - a voz de Giovanna estava tão lenta que quase não ouvi o que disse.
— Não vai nem querer saber do Josh?
— Eu bem que queria, mas sinto o sono corroer meus órgãos. Me mande uma foto desse delícia e eu vejo quando acordar. - eu gargalhei ao ouvir sua frase, mas ela parecia mesmo falar sério.
— Tudo bem. Obrigada pela a ajuda, Gio, você é um anjo de Deus!
— Sim, sim, tá. - respondeu rapidamente - Minha mãe diz isso todos os dias, eu já sei.
— Você não acha que está muito convencida? - questionei usando a mão livre para enfiar no guarda roupa todas as peças que eu havia espalhado pelo quarto.
— E você não acha que vai se atrasar pra tua aula? Eu quero dormir! - Giovanna bradou do outro lado da linha.
— Depois diz que me ama...
— Não, Dorinha, eu te amo, mas dormir eu amo mais! - disse rindo fraco - Boa sorte lá, pare de ser anti-social e faça amizade com os boys magia londrinos!
— Isso eu não posso te garantir.
— Mas garanta minha foto! - quase gritou no telefone antes de desligar e me deixar gargalhando sozinha igual uma retardada.

Depois de jogar o celular em cima da cama, enquanto eu terminava de enfiar as roupas jogadas pelo chão dentro do armário (e lutando pra manter a porta fechada e tudo lá dentro), eu o ouvi apitar e corri para ver o que era, pensando que poderia ser minha mãe ou até mesmo Giovanna para reclamar que acabei com seu sono. Mas fiquei confusa quando vi o nome de Josh.


"Não vai tomar café? Vai acabar se atrasando para a aula."

— Isso é preguiça de me chamar? - eu o questionei assim que pisei na cozinha, vendo meu irmão esboçar um sorriso durante uma mastigada.
— Depois do show de ontem eu fiquei meio sem voz. - respondeu rindo, enquanto eu me sentava de frente pra ele na mesa.
— E olha que você não é nem um dos vocalistas! 
— Só por isso você acha que eu não canto? Eu dou de dez a zero naquele estádio inteiro! - eu quase engasguei com a banana (don't think about that!) quando comecei a gargalhar.
— Eu já falei o quanto você é idiota?
— Todos os dias. 

Me lembrando da foto que com certeza seria cobrada, eu peguei meu celular e coloquei a câmera em direção a Josh, que parecia estar mais interessado na comida do que em qualquer outra coisa. Rindo como uma hiena, eu tirei a foto no momento mais lindo que alguém poderia ser capturado. O idiota do meu irmão tinha o costume estranho de, durante a mastigação, abrir a boca algumas vezes. E foi o momento exato em que tirei a foto. Eu achei nojento, mas Giovanna com certeza iria dizer que ele estava lindo. 

"Espero que essa seja a primeira coisa que veja quando acordar. Percebeu que tem um pedaço de comida caindo da boca dele? NASTY!"

— Tá rindo do que?
— De nada, ué, não posso mais rir sozinha?
— Não, não pode. É estranho. - eu revirei os olhos - Sabe o que eu percebi esses dias?
— O que? - perguntei enquanto me servia de um suco amarelo esquisito, mas muito bom.
— Sempre que estamos sozinhos acabamos conversando em português. 
— E qual o problema nisso? Adoro o português.
— Eu sei, mas seria mais propício se falássemos a língua local. Até para nos acostumar e ficar mais fluente.
— Inglês é meio sem graça. - respondi com a boca cheia - O português tem variedades, principalmente quando precisamos falar um palavrão.
— Hein? - ele começou a gargalhar, me fazendo revirar os olhos novamente.
— Josh, eu tô falando sério! Tudo bem, quer um exemplo? Fale qualquer palavrão em inglês. O qual você quiser.
— Okay, deixa eu pensar... Shit!
— Shit não é palavrão.
— Pra mim é.
— Enfim, isso em português seria algo como... Merda, porcaria.
— Dora, acho melhor irmos logo, essa conversa está ficando meio estranha. - ele disse se levantando da mesa e colocando o prato e o copo que usou na pia - Sem contar que ninguém merece ter que ouvir esse tipo de coisa durante o café da manhã.
— Você fala coisa pior. Pensa que não te ouvi ontem a noite?
— O que? Do que está falando?
— Daquela loira plastificada que veio aqui. Ugh! - exclamei me levantando também e fazendo o mesmo que ele fez segundos atrás.
— Não vai contar pra mamãe, não é?
— Vinte euros.
— Mercenária!
— Nojento!

Josh revirou os olhos e tirou a carteira do bolso da frente de sua bermuda, a abrindo e arrancando de lá vinte lindos euros me entregando com certa hesitação. Tomei a nota de vez de sua mão e, abrindo um sorriso sarcástico e grande, coloquei a grana no bolso da calça enquanto ele fazia o mesmo com sua carteira. Olhando para a cara feia que ele fazia ao me olhar, soltei uma gargalhada gostosa, vendo-o levantar o dedo do meio pra mim, seguindo para a sala e pegando a chave do seu carro e celular em cima do sofá.

— Para de ser dramático, Joshua! Com o que você ganha todo mês, vinte euros não fará diferença alguma. - falei o seguindo até a garagem.
— Você é que pensa! - ele respondeu entrando no carro. Fiz o mesmo do outro lado. - E não me chama de Joshua perto dos meus amigos, okay? É Josh.
— Não sei porque não gosta do seu nome. - respondi - É até legal.
— Tá, tudo bem, vamos falar de outra coisa. - disse balançando a cabeça negativamente, já entrando na avenida. - Assim que você sair da aula, me liga. Vou te buscar porque vamos todos assistir a um jogo do Louis.
— Jogo? 
— Ele promoveu um jogo de futebol beneficente hoje. O dinheiro arrecadado será direcionado a um hospital de tratamento especial do câncer.
— Uau, eu não sabia que ele jogava.
— Pois é, faz um tempo já.

Sem ter mais nada pra dizer, resolvi que era hora de me calar, até porque Josh não é uma pessoa com facilidade pra se concentrar, então para evitar que eu morra em um dos dias mais importantes da minha humilde e jovem vida, é melhor ficar quietinha e deixar que ele prenda esses olhos no trânsito e me deixe sã e salva no campus da universidade. Peguei meu celular e pluguei o fone de ouvido, colocando uma música qualquer pra tocar e me distrair da ansiedade que eu estava sentindo.

Até porque além de ansiedade, eu sofro por antecipação. Fico imaginando como vai ser estar num lugar diferente, num ambiente completamente diferente, com várias pessoas diferentes e all by myself. Seria simples se eu soubesse que Giovanna estaria me esperando na porta e me xingaria de todos os nomes possíveis assim que eu pisasse na sua frente. Mas, como eu já imaginei que aconteceria um dia, agora é cada uma para o seu lado. Mas quero deixar claro que eu meio que fui obrigada. Eu poderia muito bem acordar meio dia, pegar dinheiro e correr com ela para a lanchonete do seu Neto. 

Com Ed Sheeran cantando como anjo em meus ouvidos, senti um cutucão na costela e automaticamente tirei um dos fones do ouvido, encarando Josh ao meu lado. Atrás dele, do lado de fora do carro, estava a fachada da universidade e no mesmo instante um frio intenso passou pelo meu estômago e, como se fosse enviada de algum lugar, uma voz, além da de Ed, soou aos meus ouvidos. "É hora, Dorinha!"

— Chegamos! - ele disse animado - Como está se sentindo?
— Paralisada. - ao ouvir minha resposta, ele riu, depositando um beijo em minha testa.
— Vai ficar tudo bem, relaxa.
— Diz isso porque não é você que vai ficar sozinho lá dentro, rodeado de pessoas desconhecidas. 
— Faça amigos, ué. - ele respondeu - Você sabe como fazer isso, tinha milhares de amigas em São Paulo!
— Colegas!
— Como quiser, dona Helena! - eu gargalhei quando o vi erguer suas mãos - Olha, vamos fazer um acordo. Se você se sentir mal por algum motivo, me liga. Eu venho correndo!
— Tudo bem, acordo feito. - apertei sua mão e assenti - E por falar em acordos...
— Lá vem!
— Se quiser seu segredo bem guardado quero pizza no jantar.
— Não está de dieta? - ele exclamou juntando as sobrancelhas, talvez se lembrando que algumas noites atrás recusei um hambúrguer completão por estar de dieta.
— Acabei de descobrir que Dora Devine não faz dietas. Quero pizza!
— Tá, tá, insuportável.
— Cuidado com o que você fala, posso discar agora o número da mamãe.
— Vai ficar jogando na minha cara?
— Eu te amo, Josh!

Com uma risada, saí do carro rapidamente e rodeei até chegar na calçada, já que o banco do passageiro na Inglaterra é do lado esquerdo. Enquanto eu ajeitava a alça da bolsa no ombro, vi Josh abrir a janela com um sorriso enorme no rosto, provavelmente encontrando algo em sua memória ou pensando sobre alguma coisa que poderia usar para me chantagear e se vingar de mim. 

— Você sabe que eu também te amo, não é?
— Eu sei que está aprontando, Joshua! - quando vi seu sorriso se fechar novamente, eu comecei a rir. Ele, pela milésima vez, revirou os olhos como uma patricinha enjoada.
— Sinceramente, não sei porque não te mandei de volta para o Brasil.
— Pelo simples fato de que você me ama demais pra isso.

Depois de buzinar e acenar pra mim com um sorriso largo no rosto (ele realmente estava pensando em alguma coisa), ele entrou novamente no meio dos outros carros na avenida e me deixou ali sozinha, nem um pouco pronta pra enfrentar o que estava a minha frente. Central Saint Martins College of Art and Design, carinhosa e preguiçosamente apelidada de Central Saint Martins por mim. Aquela construção grande e imponente no meio da King's Cross sempre me fascinou, desde quando eu soube que queria cursar moda, mas estar aqui, de frente pra ela, e me sentindo menor que uma pulga, era completamente diferente. 

Soltei um longo suspiro e, depois de sentir mais alguns icebergs passeando por dentro de mim, eu ajeitei os fones no ouvido e entrei no prédio junto com outras várias pessoas, que com certeza pareciam mais confiantes e familiarizadas do que eu. Se por dentro aquele prédio já é de dar medo, imagina por dentro? É gigante! Logo de cara vemos uma área a céu aberto, com algumas mesas e cadeiras dispostas nos cantos e, de lados opostos, dois prédios enormes, com escadas inacabáveis e pessoas subindo e descendo o tempo todo.

No centro, havia um corredor grande e largo, que dava acesso á mais uma área livre parecida com a da entrada, porém com grama e árvores. Do outro lado, depois desse campo aberto, havia mais dois prédios, mais escadas e mais pessoas pra todos os lados. Algumas correndo, outras lendo e outras conversando, sentados. Se eu já estava me sentindo pequena, agora eu praticamente nem existia.

Eu sabia que tinha que dar uma passadinha no banheiro antes de começar as aulas, então eu corri igual uma barata tonta atrás de algum lugar que nos oferecesse um vaso sanitário e uma piazinha simples pra tirar as bactérias das mãos, mas como aquele lugar era maior que o palácio de Buckingham, eu com certeza não acharia tão cedo. Mas uma tática que aprendi com o tempo, é que quando um grupo de mulheres/garotas/moças/meninas/pessoas do sexo feminino caminham juntas para algum lugar, tudo indica que esse lugar é o banheiro.

Olhei ao redor enquanto Ed Sheeran dizia que achou a fita do meu cabelo no quarto dele, e encontrei duas meninas caminhando em direção a algum lugar. Fingindo que eu sabia o que estava fazendo e que conhecia cada canto daquele lugar, as segui discretamente, mexendo no celular e balbuciando a letra da música, até que BUM!, eu estava certa. Banheiro feminino.

Assim que entrei lá, coloquei minha bolsa e celular em cima da pia de mármore do banheiro chique da universidade, olhando meu reflexo no espelho lustradíssimo que estava disposto a ajudar as pessoas a retocar a maquiagem e arrumar a cara de bunda que elas ficavam depois de assistir tantas horas seguidas de aula. A minha no caso já era de nascença, então nem adiantava muito querer arrumar.

Enquanto eu balbuciava as últimas frases de U.N.I, ouvi um grito alto que fez com que meus órgãos internos trocassem de lugar numa fração de segundos. Enquanto a água da torneira que eu havia acabado de ligar para lavar o meu rosto caía sem dó nem piedade, um par de olhos verdes arregalados me encaravam como se eu fosse a pior das assombrações (se bem que eu estava mesmo precisando visitar uma praia e acabar com essa cor de lagartixa morta, mas isso não vem ao caso).

— Você não é a irmã do Josh Devine, aquele baterista do One Direction?

A água parou de cair automaticamente, enquanto eu praticamente estava na mesma posição que fiquei quando ouvi o grito agudo dela. A loira, ainda com seus olhos arregalados, parecia esperar uma resposta minha e eu não sabia o que dizer. Não tinha ideia se eu devia mentir ou falar a verdade, já que nunca ninguém havia me perguntado isso, mesmo me olhando estranho na rua (provavelmente me reconhecendo das capas de revistas e sites em que apareci com Zayn idiota Malik). Tudo o que eu menos queria nesse lugar era ser reconhecida como a-irmã-do-baterista-do-One-Direction, mas parece que dessa vez eu não vou escapar.

— Ahn, erm... 
— Eu te vi entrando saindo do carro dele aqui na frente. - okay, não tinha como mentir.
— É, sim... Sim. Eu sou irmã dele.

O olhar que ela me lançou no momento seguinte me fez entender que ela queria me abraçar pelo simples fato de eu ser irmã do baterista de uma banda que ela provavelmente gosta, mas se segurou porque talvez pensou que poderia ser estranho. Ah, querida, não se preocupe. Essa situação como um todo já é completamente estranho e constrangedor. A morena, que estava do lado dela, estava vermelha como um pimentão, como se estivesse com vergonha da cena que acabara de presenciar.

E então, um brilho invadiu minha mente. 

Me lembro de quando eu estava no banheiro daquela lanchonete maldita logo quando cheguei aqui, quando houve toda aquela confusão com Malik, Pedro e eu fui fazer xixi de nervosismo. Haviam duas meninas falando de mim do lado de fora da cabine onde eu estava praticamente nua e, depois e ouvir a voz dessa loira eu juntei os pontos e TCHARAM!, são elas.

— Ah, me desculpe. - ela sorriu, agora com sua voz normal e deixando seus olhos saírem do modo "psicopata" para o modo "normal". - Sou a Chloe Morrison. Essa aqui é a minha amiga, Emma Jones.
— Dora Devine. Legal conhecer vocês.
— Olha, me desculpe por esse ataque ridículo da Chloe. - disse a tal da Emma - É que ela tem essa mania de dar fangirl toda vez que se depara com alguma coisa ou pessoa que esteja relacionado a One Direction.
— Não, tudo bem, isso é normal. - eu disse jogando minha bolsa nos ombros - Se me dão licença, eu tenho mesmo que ir pra aula.
— Pra qual dos prédios você vai? - Chloe disse me seguindo por afora.
— Bom, eu não sei... 
— Qual faculdade você veio fazer?
— Eu vim fazer...
— Teatro?
— Não, não. Eu vim...
— Fotografia? 
— Não, eu vim fazer...
— Artes? Design?
— Chloe, deixa a menina falar!

Eu não aguentei e comecei a rir fazendo com que as duas me olhassem como se eu fosse uma retardada, que na realidade eu era. Chloe abriu um sorriso grande pra mim e começou a rir junto, logo trazendo Emma pra brincadeira. Logo as três estavam rindo, fazendo papel de palhaço de circo no meio daquela gente toda. Depois de muito tempo, aos poucos, fomos parando de rir.

— Tudo bem, acho que agora você pode falar. - Chloe disse me encarando. Assenti.
— Obrigada. - respondi - Eu vim fazer Design de Moda.
— Ah, é no mesmo prédio que o nosso. Vem, vamos te mostrar!


*** ***
"Ave Maria, como pode esse ser humano estar mais gostoso a cada dia que passa? Sinceramente, se eu pudesse me teletransportaria 'praí pra agarrar esse homem e não largar nunca mais. E obrigada pela foto, depois lhe pago uma coxinha."

Como eu disse, Giovanna não via defeitos em Josh. Eu poderia mandar pra ela uma foto dele fazendo suas necessidades fisiológicas que ela acharia a coisa mais fofa do mundo. O que o amor não faz com a gente, huh? A sorte dela é que Josh está longe de ser um cafajeste como Pedro é, então ela não precisaria desmatar a Amazônia inteira pra fazer esse papel de trouxa que eu fiz por tantos anos. 

— Com quem está conversando? - Emma perguntou quando me viu rir sozinha, com os olhos presos no celular ao ler a mensagem de Giovanna.
— Com uma amiga minha do Brasil. - eu respondi guardando o celular na bolsa e seguindo pelo corredor ao lado delas, passando por pessoas apressadas correndo pra sair.
— Faz muito tempo que vocês não se veem, não é? - Chloe questionou mastigando uma rosquinha enorme que havia acabado de comprar.
— Sim, tipo uns cinco meses. 

No mesmo instante em que respondi a pergunta de Chloe, uma garota desesperada passou entre Emma e eu no corredor, esbarrando em meu ombro e voltar a correr sem se preocupar em ao menos me pedir desculpa. Fiquei olhando pra onde ela ia com tanto afobamento e percebi que praticamente a universidade inteira estava lá fora.

— O que está acontecendo lá fora? - eu perguntei juntando as sobrancelhas.
— Só vamos saber se nos enfiarmos lá também.

Emma me puxou pelo braço e fomos correndo até o meio da multidão, passando entre as pessoas, pisando em seus pés, pedindo desculpas e seguindo caminho até que nossos olhos conseguissem enxergar o que havia de tão importante do lado de fora daquela universidade. E foi aí que eu vi minha reputação nesse colégio ir mesmo por água abaixo. A coisa foi tão intensa que Chloe deixou sua rosquinha cair no chão e seus olhos se arregalarem de uma forma pior de quando me viu.

— A-aquele ali é.. É o Zayn?

Eu, infelizmente, tive que confirmar. Ali, dentro da Range Rover do Harry, Zayn Malik estava parado na frente da universidade e claramente era o motivo de toda aquela comoção. E naquele momento eu soube exatamente do que isso se tratava. Josh Devine estava se vingando de mim da pior forma possível. Por causa de vinte euros e uma pizza. 



Eu sei que demorei praticamente uma década pra postar, quer dizer, eu sempre demoro, mas dessa vez eu exagerei um pouco, PORÉM, tenho dois motivos muito válidos: 1° Eu estava pesquisando um pouco sobre a Central Saint Martins (sim, ela existe de verdade) e acabei demorando mais do que o esperado e 2° Os capítulos anteriores estavam todos escritos, era só postar, mas esse e os seguintes eu terei que escrever ainda, por isso vou demorar solo un poquito mas, okay? Ah, me desculpem pelas onomatopeias desse capítulo, eu me empolguei um pouquinho hahahaha Deixem aí embaixo o que acharam do capítulo, sugestões, conselhos, xingamentos, o que quiser, certo? 
See you soon! xoxo

8 comentários:

  1. eeeeita porra continuaaaaaaa, bem na parte boa oh droga kkk, faz mais capítulos grandes <3 xoxo

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    1. Isso aí faz parte do plano, cara lkjdkfsfrg Mas eu vou postar logo, tá?

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  2. Continua... Agora to curiosa a fic ta perfeita

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    1. Obrigada pelo elogio, babe, e eu vou postar sim, pode deixar! ♥

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  3. carai que foda! continua please <3 ta muito prft

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    1. Obrigada, meu amor ♥ e eu já postei, tá? A continuação já está disponível!

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