Longfic - / Believe in Me (Parte 12) FINAL

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Capítulo 12 - Nada como o começo de uma festa feliz

SeuNome P.O.V's

Meus olhos se abriram no mesmo momento em que um barulho alto de sino de escola começou a tocar. Eu olhei em volta ainda anestesiada e...é, eu estava em uma escola, e era a minha. Fiquei vendo petrificada dezenas de adolescentes passarem apressados por todos os lados no corredor a minha volta sem saber o que fazer. Eu...tinha voltado. Era isso, eu tinha dezesseis anos de novo! Olhei o meu próprio reflexo em uma porta de vidro da sala dos professores, me rosto estava mais jovem e mais fino exatamente como eu me lembrava, mal podia me mexer e acreditar. Deu certo. Uma corrente de tranquilidade atravessou todo meu corpo ao perceber que eu não precisava mais ser uma adulta, agir como uma. Meu olhos encontraram o relógio de ponteiro em cima dos armários que marcava o início da última aula. Pera aí, estava certo, tinha que estar. De repente uma ideia me surgiu, talvez eu tivesse sido mandada nesse exato momento para terminar de ajeitar as coisas, e eu podia. Suspirei antes de entrar na minha sala de história junto com outros alunos, eu fui uma das últimas a entrar e procurar uma carteira, passei pelas garotas, Megan e Helena piscaram pra mim e Meg esticou a mão, eu bati em um cumprimento antes de me sentar. A falação diminuiu quando o professor entrou com vários papéis na mão, todos estavam esperando por essa aula e eu me lembrava, iam recolher os votos para presidente de organização da formatura.
As pessoas mais populares faziam indicações o tempo inteiro e aqueles alunos imbecis sem vontade própria votavam em quem os populares pediam. E dos populares, eu era a única com quem Mark falava, porque minhas "amigas" o odiavam. Lembrava claramente que tinha me pedido mais cedo para que eu o indicasse, já que precisava ser presidente da organização da maldita formatura para conseguir colocar no currículo e entrar em um curso depois do colegial que precisava de trabalhos extra curriculares, seu futuro dependia disso. E eu tinha arruinado.
A aula correu normalmente chata, e faltando alguns minutos para o final, os alunos começaram a ir lá na frente falar. Esperei apreensiva os populares fazerem suas indicações, me lembrava perfeitamente daquela cena. De cada palavra, de seus gestos e tudo mais. Olhei para trás e lá estava Mark sentado no fundo da sala, ele estava tão nervoso quanto eu me lembrava mas agora eu tinha a chance de viver aquele momento de novo e não ia fazer burrada. "Vai dar tudo certo", eu sussurrei esperando que ele lesse meus lábios e Mark entendeu balançando a cabeça. Já sabia de cor a hora que iam me dar a vez de falar então levantei antes. A classe ficou me olhando, esperando quem eu indicaria. Na primeira vez, eu simplesmente não consegui dizer para os populares e minhas amigas votassem no nerd. As palavras não saíram e quando consegui dizer, falei merda, algo que prejudicou o futuro do meu amigo e pelo que? Para fazer charme na frente daqueles alunos filhos da puta que cresceram e se tornaram péssimas pessoas? Enquanto meu amigo teve que se virar sem a minha ajuda, quando eu poderia ter lhe ajudado e lhe dei as costas? Foi patético. Mas eu sabia o que tinha que fazer agora, terminar de tirar o veneno da minha vida.

- Votem no Mark Johnson, ele merece mais do que ninguém ganhar a votação. -o vi sorrir pra mim enquanto todos estavam completamente surpresos com a minha indicação, principalmente é claro as minhas amigas. -E Mark, desculpa se eu demorei para fazer isso. Você é o amigo mais chato e que eu não vivo sem que eu poderia querer.
- Ok SeuNome, já está bom...-professor me tocou gentilmente da frente da sala mas eu voltei.
-É isso, votem nele seus imbecis.

O sinal tocou alto e todos começaram a se levantar com os materiais enquanto conversavam aleatoriamente e eu não podia entender, só torcia para que desse certo. Mark veio até mim me abraçar e agradecer várias vezes, e quando digo várias, são muitas mesmo. Nem percebi quando uma nuvem rosa e azul jeans se aproximou de mim, e na frente de todas estava a Helena com a cara mais brava que seu rosto conseguia fazer.

- Eu sinceramente NÃO ESTOU ACREDITANDO que você fez isso!-bateu o pé e eu ri.
- Você é uma vagabunda, Helena. Só me dói saber que eu demorei tanto para perceber. -disse calmamente e ela deu um gritinho de nervosismo. -Porque as pessoas não mudam, elas só se revelam.
- O quê? O que foi que te deu, pirou de vez maluca? Você pediu para a classe inteira votar nesse nerd. -encarou ele. -Você anda comigo para ser popular, aí faz uma coisa dessa e arruína tudo! Quem vai te levar para a festa de fim de ano, seu pôster?
- Qualquer coisa vai ser melhor do que esses marmanjos com quem você se esfrega, piranha.
- O que foi que eu te fiz, garota?
- Tenta descobrir enquanto acha outra pessoa para te dar moral, eu não vou perder mais tempo da minha vida com você. -dei de ombros ironicamente e saí andando. -Vamos Mark.
- ESPERO QUE VOCÊ APODREÇA COM ESSES EXCLUÍDOS!-gritou enquanto eu caminhava felizmente para fora do colégio junto com o restante dos alunos. Era isso, eu estava doida para chegar logo em casa, era meu aniversário.

Eu e Mark pegamos o ônibus, para variar, já que nem eu e nem ele tínhamos um carro. Mas sabe, naquele momento eu não conseguia reclamar, eu só podia estar feliz por ter tido uma segunda chance, por ter vivido meu sonho por um tempo e descoberto a verdade sobre as pessoas que me cercam e que eu estava cega demais para ver. Havia um sentimento bom agora, de que as coisas iam começar a dar certo e eu só podia esperar que a minha intuição estivesse certa. Quando o ônibus parou em frente a minha casa, olhei pela janela e reconheci minha antiga casa, minha casa de verdade. Aquele jardim classe média, uma boa casa diferente das outras da rua e a caixa de correio que eu tinha riscado quando era criança. Era disso que senti falta. Desci após cumprimentar a motorista e corri para dentro, já na entrada pude ver alguns balões de gás helio e cheguei rápido a cozinha onde minha mãe muitos anos mais nova circulava atarefada.

- Mãe!-a abracei forte. -Que saudade mãe, senti tanta sua falta. -ela gargalhou me abraçando também.
- Que isso SeuNome? Foi só a escola, você está agindo como se nós não nos víssemos a muito tempo. -ria.
- Ah, é que sei lá. -dei de ombros percebendo que estava exagerando, eu sempre me fazia de durona com os meus pais e agora estava ali. -Eu só senti sua falta. -vi meu pai adentrar a cozinha e dei um grunhido ao abraçá-lo. -PAI!
- Oi princesa. -disse indiferente quando o abracei forte. -Ué, o que foi que deu nela?-sussurrou para a minha mãe que deu de ombros.
- Pai, você nunca vai deixar eu te afastar não é? Eu vou evitar fazer burradas mas não quero que você se afaste. -ele riu.
- É claro filha, claro, eu prometo. -disse sem entender nada.
- Bom, então é isso!-me afastei ajeitando a mochila no ombro. -Não contem o que aconteceu aqui para ninguém ok?-minha mãe me encarou com uma sobrancelha arqueada. -Brincadeira. -ri e fui em direção as escadas para subir ao meu quarto de adolescente na qual senti tanta falta.

[...]

- Que horas são, querido?- minha mãe quase gritava da cozinha.
- Quase dez, amor. - respondeu no mesmo tom da sala e minha mãe tirou o bolo encomendado da geladeira, era maduro o suficiente para o meu gosto, sem aquelas palhaçadas que ela as vezes inventava. Estava perfeito.
- E aquela sua amiga...como é o nome, Helena?
- Não é minha amiga, ECA. -fiz careta- É só uma vagabunda que eu conheci. -abri meu melhor sorriso levantando da mesa.
- Que modos são esses garota?
- Desculpa mãe!-ri diante da sua cara feia e meu pai se aproximou de nós com as mãos para trás das costas. Se eu me lembrava bem, iria ganhar uma bicicleta em alguns minutos, então o que aquilo podia ser? Algo pior? Não podia ser possível.
- Minha princesa vai fazer dezesseis, eu nem acredito!-me encarou como se quisesse guardar aquele momento na memória. Eu conhecia bem essa expressão. -Eu acho que você não esperava por isso mas...-mexeu a mão e minha mãe parou o que estava fazendo para olhar minha reação, agora eu estava realmente curiosa.
- Mas o quê?!
- Bom, eu sei que me pediu o ano inteiro para ir a esse show mas os ingressos estavam esgotados, filha, sinto muito. -balancei a cabeça decepcionada mesmo já sabendo da notícia. -Mas sabe, em compensação, acho que...alguém vai no Meet & Greet da One Direction. -falou naturalmente trazendo o ingresso a minha visão.
- O...o quê?-estreitei o olhar sentindo aquela emoção horrível e maravilhosa me invadir. Aquele sentimento que só uma verdadeira fã já sentiu. Eu queria chorar e rir, gritar e encarar o ingresso calada, mas tudo que fiz foi pular do banco da cozinha e agarrar aquele papel e abraçar meu pai.
- Quantos abraços hoje!-minha mãe riu.
- Meu Deus, eu nem sei como agradecer vocês e...-ouvi meu celular apitar, tirei-o do bolso e era uma mensagem da Helena mas nem fiz questão de ler e apaguei. Fiquei um tempão agradecendo meus pais e tentando conter a alegria em que eu estava, aí que percebi o quanto o destino era irônico, eu iria rever o Louis. Mas dessa vez, como deveria ser. Esse pensamento me trouxe uma tristeza do fundo do meu peito e foi abafada com o toque da campainha. Atendi rapidamente vendo Mark com um belo sorriso.
- Hey coroa.
- Assim você magoa a garota que ajudou você a ganhar as votações. -cruzei os braços.
- Ah, falando nisso todos estavam comentando e acho que já tenho votos o suficiente para ganhar semana que vem. -sorri.
- Isso é ótimo! Eu sei que você vai ganhar.
- FILHA, PARA DE CONVERSAR NA PORTA E MANDA O RAPAZ ENTRAR!- minha mãe gritou me irritando. Percebi que Mark tinha algo atrás das costas que não me deixava ver. 
- O que é isso ai?- pedi já sabendo a resposta.
- Um presentinho, não é todo dia que se faz 16 anos. -disse exatamente como eu lembrava. 
- Nem todo dia que se faz 17, e você não quis presente no seu. - ele deu de ombros e mostrou o que escondia, uma caixinha cor-de-rosa. 
- Diz que não são velas, por favor!-ele riu.
- Por quê? Não gosta de velas?
- É tipo amor e ódio. 
- Bom, não são. Feliz aniversário, SeuNome. -abri vendo que eram meias pintadas por alguém que deveria ter cinco anos. 
- Meias Mark? Sério?-o encarei. Ele sempre com esses presentes estranhos. -Seu irmãozinho que fez?
- Não, fui eu mesmo!-rimos e agradeci, em seguida o deixei entrar para participar da minha pequena comemoração em família. Eu realmente não poderia querer algo melhor que isso, não existia. Assim como não parava de pensar na próxima semana, em que eu realmente ganharia meu presente de aniversário. E na hora de fazer um desejo, eu só desejaria exatamente isso. 

Narrador On. 

Ela o amou, disso não há dúvidas. Há alguns meses ela sabia que poderia mesmo parecer estranho amar alguém que nunca vira e saber tanto sobre ele. Saber tudo que podia, como se fosse um modo de ficar mais perto dele e talvez fosse mesmo. Sabia sua cor preferida, seus medos e seus modos de agir. Sabia o tom exato da sua voz e sabia que nunca amaria alguém como o amava. Ele não sabia que ela existia, infelizmente. Não sabia seu nome e muito menos sabia as coisas que ela faria por ele. Algo estranho aconteceu na noite de seu décimo sexto aniversário, alguns podem chamar de destino, loucura ou magia e ela mesma nunca saberá. E era isso em que pensava enquanto controlava o suor de suas mãos e as batidas violentas de seu coração do lado de fora do Meet and Greet ao esperar sua vez, em uma sala iluminada e extensa cheia de garotas e alguns garotos de todas as idades imagináveis.
Quando chegou sua vez e a mandaram entrar, a emoção cresceu e a angustia piorou. Em uma nova sala, havia um painel enorme com um fundo preto onde no topo estava o nome da banda. E eles estavam na frente conversando provavelmente na espera da próxima pessoa ou grupo para a foto. SeuNome sentiu as pernas bambas mas se aproximou sentindo que se não tivesse os visto antes seria muito pior. E ela já tinha, não ia conhece-los. Ia revê-los, e essa palavra martelava em sua mente a deixando realmente anestesiada com o momento. Louis ouviu os passos percebendo que a próxima fã havia chegado e se virou deixando de falar com Liam que sorriu. os olhos de Louis brilharam em surpresa para SeuNome, ele não sabia o que tinha sentido naquela hora, era algo realmente estranho, diferente de tudo. SeuNome abraçou todos com força tentando guardar aquele seu último momento com eles na memória, seus cheiros, suas vozes. Enquanto isso Louis tentava achar o motivo e de onde vinha aquela sensação.

- Eu te conheço de algum lugar?-Louis pediu e ela sentiu seu coração em pedaços.
- Não. -seu peito ardeu ao ter que mentir. Mas os olhos dele demonstravam que Louis sabia que, no fundo, já tinha a visto antes.
- Ahm, estranho.
- Não viaja Louis, a garota deve estar querendo tirar a foto!-Harry riu e a abraçou de lado, deixando SeuNome no meio deles fazendo uma pose louca para a câmera que acabava de disparar o flash sobre eles.
- Eu amo tanto vocês, obrigada por existirem e estarem na minha vida.
- Nós também te amamos, não se esqueça que você é perfeita!-Niall a abraçou.
- Hoje é meu aniversário, vir aqui foi o meu presente. -riu sentindo as lágrimas descerem de seus olhos, ela queria conversar com eles o máximo que desse e sobre qualquer coisa que viesse a sua mente.
- Nesse caso, parabéns linda!- Zayn lhe deu um beijo na cabeça.
- Eu não acredito que gastou seu presente maravilhoso de sweet sixteen com idiotas como nós!-Louis riu procurando algo no rosto dela. -Ei, vem cá. Não chora linda. -ele abriu seu típico sorriso adorável com os olhos apertados e esverdeados. SeuNome se aconchegou em seu peito lembrando de seus abraços, de seus beijos, de suas brincadeiras idiotas. Sabia que seria horrível a dor de perdê-lo em todo lugar que fosse mas ia seguir em frente porque foi isso que escolheu e por mais que desse um aperto no coração para voltar atrás ela não faria mesmo que pudesse. Após suspirar, SeuNome percebeu que o pior de tudo era estar tão perto e ter tanto a dizer, mas simplesmente não conseguia. E bom, também tinha algo estranho em tudo aquilo de estar engolindo o choro novamente nos braços de Louis. Era como se não pudesse ser mais feliz do que já estava.

E desde o começo, tinha que ser assim. Eles se reencontraram no M&G, pois já se conheciam, embora só ela soubesse disso. Ele a viu chorando, a abraçou forte e disse a ela que a amava.
Dez minutos depois ele se esqueceu disso.
Dez anos depois ela ainda lembrava claramente de cada detalhe.


FIM
The end. 
Para quem estava comentando com pedidos para fazer algo mais melodramático e deixar de lado aquela minha zoeira natural de jegue (kkkk vcs estão certas), eu espero que gostem de verdade, eu estava meio insegura com o final mas acho que deveria ser assim. Não sei, acho que combinou com o enredo no final das contas. Obrigada por acompanharem até aqui, se quiserem em breve posto uma nova longfic.

10 comentários:

  1. CHOREI, CHOREI! Não encontro palavras que descrevam o que eu to sentindo. Estou chorando por causa desse final e de toda essa longifc maravilhosa que eu não quero que acabe. A história foi única e original, e EU AINDA TO CHORANDO! ESSE FINAL, ESTÁ DOENDO! Uma das fanfics mais lindas e acredite se quiser, com todo esse negócio de magia, mais realista!
    Te amamos!
    xxx
    xxx

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  2. continuaaaaaaaaaaaaaaaaa

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  3. Respostas
    1. Debby teria como vc escrever outra fanfic pq eu amei Fucking
      -Lúh

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  4. Meu Deus, esse final foi lindo e incrível, de verdade!
    Você merece Palmas, Tocantins, o Brasil inteiro por esta história, de verdade ♥

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  5. Eu amei essa longfic, ficou incrível, vc deixou os meus olhos marejando com esse final bom come eu digo se vc escrevesse um livro com certeza eu compraria, te amo e amo as suas fanfics e longfics e imagines, bjssssssssssssss
    -Lúh

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  6. Lindo, emocionante, perfeito e surpreendente!
    Não tinha como ser melhor, vc arrasou

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  7. GENTE PQP . QUE IMAGINE EXTRAORDINARIO
    Principalmente o final , se eles tivessem ficado juntos seria top , mas seria como qualquer outro final de fanfic . Parabens . Serio . Sei q demorei uns meses pra ler dps da postagem kkkk Mas sei o quanto é importante ler comentarios sobre oq a gnt escreve pq esperamos q as pessoas gostem . Eu ja desisti do meu blog pq ngm dava a minima . Mas parabens serio mesmo . E vc disse q juntou dois filmes e suas ideias . Por acaso esses filmes seriam De repente 30 e aquele de dezesseis anos da Debby Ryan ? Kkk amo esses filmes . Vc soube usar sua criatividade mto bem neles . Q vc continue assim . Vc vai longe ein garota kkk tudo de bom pra vc :D

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