Still Sane — Prólogo

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  “As melhores pessoas sempre carregam alguma cicatriz.”

Prólogo

As pessoas dizem que nos definimos por nossas escolhas; algumas delas são fáceis, breves, enquanto outras são mais difíceis. Estas últimas são aquelas que nos deixam acordados à noite, que nos forçam a pesar os prós e os contras, a examinar o que é certo e o que é errado. Elas exigem que analisemos as opções, as possibilidades e suas consequências. Mas e a escolha que se faz em uma fração de segundo? E aquela que se faz pela intuição em vez da razão? Ela fala mais alto para quem realmente somos? 
A garota de olhos azuis refletia sobre isso enquanto estava sentada sobre a sua cama e tocava com os dedos longos a capa de um livro surrado do qual não se lembrava o nome. Chamava-se Skyler, mas o que se via nela primeiro eram os olhos. Era pálida, esguia e tão elegante quanto mal-intencionada. Ela passou toda a sua infância e grande parte da juventude acreditando que todos à sua volta eram a soma de suas próprias decisões e escolhas. Existem pessoas que são infelizes porque tem um câncer. E outras são infelizes porque cultivam uma preguiça existencial. As que têm câncer não têm sorte. Mas as outras, têm a sorte a optar. E estas, só continuam infelizes se assim escolherem.
Seu pai, Steve, um escritor premiado e conhecido na cidade de Tucson, no Arizona, acreditava que o homem é bom por natureza. Ele argumentava que qualquer um que visse uma criança cair em um poço ficaria imediatamente em choque e em alerta, e que esse impulso, essa capacidade universal de compaixão, era a prova de que a bondade é inerente ao homem. Mas e quanto ao homem que nada sente? E quanto ao homem que fica à beira do poço e nada faz? Quem é ele? Um dia, há muito tempo, Skyler tomou uma decisão em uma fração de segundo que, a partir de então, todos os dias, esse instante, esse terrível momento, persegue-a vez e outra.
Skyler Gremmer não é uma garota má, mas ás vezes até ela mesma fica na dúvida.
O livro foi fechado e a garota apagou a luz na última noite de primavera. A claridade fraca e pálida vinda da lua invadia o seu quarto através da janela e deixava seus olhos acinzentados. Quando menos esperou, sua visão já havia se concentrado no retrato — que ficava sobre o criado-mudo, ao lado de sua cama — onde havia uma foto de sua mãe, Lena, com ela e seu irmão mais novo. Logo, seu coração se completou com a mesma frieza de quando a viu com outro homem.
Para ela, sua mãe ter ido morar com outra pessoa foi umas das poucas coisas que definitivamente mudou em sua vida. Em Tucson, as coisas raramente mudavam — pelo menos para ela. Os vizinhos ficavam de guarda nas varandas no calor insuportável, sofrendo e suando à vista de todos. Mas não havia sentido. Amanhã seria mais outro dia comum, e ela já poderia imaginar tudo o que iria acontecer: aonde iria, com quem falaria, as piadas, os garotos, as ligações que não seriam atendidas de sua mãe. Não havia surpresas em sua vida.
Só que ela não poderia estar mais errada.                            
Nunca sequer pode imaginar o que aconteceria nos próximos dias.


Oi! Bem, voltei com uma fanfic diferente desta vez. Queria perguntar se vocês acham que eu devo postar os personagens, afinal, é sempre legal saber mais sobre os personagens da fic, além disso, critiquem, deem opiniões e ideias ♥ Tenho alguns capítulos prontos e postarei o primeiro em breve. Até mais O/

3 comentários:

  1. Eu gostaria mesmo q vc postasse os personagens, como vc disse e sempre bom conhecer mais os personagens, e gnt eu a amo a Jennifer <3 e já to amando a fic tbm, continua

    xoxo Duda

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  2. Pode postar os personagens sim.. Vai ser ótimo vou aguardar ansiosa pelo próximo capítulo!!!!!!!!!!!!!
    -Lúh

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