Longfic - / Believe in Me (Parte 9)

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Capítulo 09 - Eternal Flame

SeuNome P.O.V's

Talvez eu estivesse precisando mesmo de algumas noites de sono, de uma bebida, ou pelo menos descansar um pouco. Mas eu tinha certeza de uma coisa, de que eu ainda não estava delirando. Meus olhos se arregalaram enquanto meu coração acelerava violentamente dentro do meu peito, eu podia jurar que a temperatura do meu corpo tinha baixado ao acabar de ouvir aquelas palavras daquele cara alto, moreno e com sorriso convencido nos lábios.

- V-você...é melhor sair ou eu vou chamar a polícia. -ele levantou a sobrancelha fingindo surpresa, e então começou a rir.
- Que é isso, SeuNome? Eu sou a polícia, gata. -sim, ele estava vestido de policial, mas era uma fantasia. E uma fantasia curta, cheia de aberturas como naqueles filmes pornô. Eu poderia até rir se não estivesse tão assustada. -Vim te dar o meu presente para a noiva queridinha do corno, vamos balançar um pouco a sua cama.
- Então você é Jonathan.
- Você se drogou por acaso?-riu. -Amor, é claro que sou eu. -se aproximou na mesma velocidade que eu recuava. -Sabe, você foi uma garota muito má em não me responder, onde foi que aprendeu a deixar um cara tão louco? Porque sinceramente, foi assim que você me deixou nessas últimas semanas. Eu achei que estivesse brava comigo, nem me convidou para o seu noivado, ficou com medo que eu fosse te provocar em público, né?-seu rosto estava perto, e eu estava encurralada por dois móveis a minha volta.
- Eu não quero machucar você, se afasta.
- Uow, que garota má. -riu. -Agora que tá noiva vai se fazer de difícil pra mim? Assim que eu gosto. -segurou meus braços.
- Não encosta em mim, você é muito sujo!-empurrei seu corpo, ele suspirou entediado. -Aquelas suas mensagens são repugnantes, não consegue aceitar que eu estou feliz com o Louis, que eu o amo e quero ficar com ele?
- Se eu sou sujo, você é a mal lavada!-uma onda de ódio atravessou meu corpo. -Até parece que não se lembra que foi você mesma que deu em cima de mim, que me ligava para resolver os seus probleminhas de fama e brigas com seu namoradinho na cama com o "sujo" aqui. -se aproximava novamente, eu estava trincando os dentes de raiva só de imaginar que aquilo provavelmente era verdade. -Sempre estressada com a sua vida, sempre nervosinha. E sabe porquê? Quando uma garota não fica satisfeita na cama ela fica nervosa. E todos sabemos que o Tomlinson não tem capacidade pa...-a palma da minha mão acertou em cheio seu rosto com toda minha força. -Filha da mãe!
- Some daqui agora seu desgraçado!-ele alisava a marca vermelha que deixei. -E nunca mais lembra que eu existo.
- Ah é?-veio até mim me empurrando brutalmente para o sofá e comecei a gritar lembrando que deixei o taco de basebol e o celular na cozinha, eu precisava alcançar algo. -Você não pode fazer isso comigo garota. -abriu minha blusa enquanto eu lutava para tira-lo de cima de mim, cuspi em seu rosto mas mesmo assim não o parei, gritei mais, mais alto mas ninguém parecia ouvir.
- Me solta agora!-quase berrei socando seu pescoço e rosto. Tirei uma das minhas mãos esticando-a até a mesa de centro enquanto ele alisava minhas coxas e pernas e me segurava firme, fiz grande esforço para finalmente conseguir alcançar um vaso e quando o segurei firme, joguei com força em sua cabeça o ouvindo berrar bem perto de mim e ir para trás. Me levantei do sofá trêmula e alcancei o telefone convencional discando para a polícia. Ele se levantou meio tonto com as mãos na cabeça que sangrava.
- Não! Não faz isso, SeuApelido!
- Eu vou apertar esse botão e você já era...
- Por favor!
- SOME DAQUI!-gritei com meu coração ainda disparado. -AGORA!-seu olhar era de raiva para mim, mas eu não estava com medo, e sim ódio daquilo tudo. O vi concordar com cautela e pegar uma calça no chão que eu nem tinha reparado, após vesti-la pegou o casaco. -SE EU TE VER NOVAMENTE OU SEQUER RECEBER ALGUMA MALDITA MENSAGEM...-senti meus olhos arderem. Ele concordou rapidamente com a cabeça.
- E-eu prometo, mas...
- CAI FORA!-com meu ultimo berro ele passou por mim em direção a porta agora com tanta calma como se fosse para fazer eu me arrepender do que tinha dito.

O olhei friamente ir embora para garantir a mim mesma que agora estava bem. Minha respiração ainda estava bem pesada quando me sentei no sofá para tentar me acalmar, parecia realmente que em cada lugar que eu ia uma bomba explodia e eu saia queimada. Pelo menos agora eu sabia quem ele era, o maldito maníaco sexual traidor com quem eu estava antes, e acho que tinha conseguido resolver o problema ficando na esperança de ele não voltar nunca mais. Meus pensamentos foram brutalmente interrompidos quando ouvi um barulho vindo da cozinha e entrei imediatamente em alerta. Alcancei outro vaso com cuidado e em questão de uns dois segundos vi Louis adentrar a sala com as mãos nos bolsos. Isso me fez deixar o objeto, os pensamentos e qualquer coisa que poderia ter lhe dito antes. Seus olhos foram de mim até o vaso de cristal em estilhaços no chão ao lado do sofá e eu levantei correndo em disparada até ele que mesmo muito confuso me entrelaçou na mesma hora.

- SeuNome...-sussurrou perto e mim.
- Shh!-apertei de leve suas costas e ele me abraçou mais forte como se jamais fosse me soltar, talvez indiretamente percebendo como eu precisava daquilo, naquele momento. Eu mal conseguia pensar mas sabia que ele me conhecia como ninguém, que era capaz de me fazer sentir em casa, protegida e escondida dos meus medos. Havia algo mais que mágica, uma coisa incrível sobre isso.
- O que aconteceu aqui? Você se machucou?
- Eu fui limpar a sala e acabei derrubando o vaso sem querer. -o soltei relutante, agora estando a sua frente me concentrando em olha-lo e guardar aquela imagem na memória.
- Mas amor, você está tremendo. -segurou minha mão. -Por que tá assustada?
- Tá bom seu idiota, eu acho que alguém tentou entrar na casa. -disse percebendo que ele não ia acreditar que eu fiquei tão nervosa só por derrubar um vaso, fora ter corrido em sua direção daquele jeito.
- Meu Deus, quer fazer uma denúncia ou...
- Não!-disse rápido. -Eu nem vi quem era, só ouvi um barulho que me assustou, vai ver era algum vizinho.
- É, acho que sim. -fitou o chão, e em seguida respirou fundo. -Sabe, sobre a gente...

Close your eyes, give me your hand, darling
(Feche os olhos, me dê sua mão, querido)
Do you feel my heart beating?
(Você sente minha batida do coração?)
Do you understand? Do you feel the same?
(Você entende? Você sente o mesmo?)
Or i'm i only dreaming?
(Ou estou apenas sonhando?)
Is this burning an eternal flame?
(Isto que está ardendo é uma chama eterna?)

- Eu sei o que eu falei. -interrompi me afastando um pouco. -Que eu pedi para você se afastar um tempo e talvez tenha sido um pouco dura em relação a isso mas eu estou com medo Louis, com um puta medo. -ouvi sua risada sem humor.
- Mas medo de quê, SeuNome?
- De perder tudo que eu amo, incluindo você. De acabar com a sua vida. -o encarei. -E eu estou bem perto disso. -o vi revirar os olhos.
- Você tá brincando, né? Esse papo de novo?! Achei que tinha esquecido essa bobagem. -engoliu em seco, dando um passo afrente. -Você parece que deu um piti naquele dia, eu...as pessoas não deixam as outras em um segundo após isso, eu sei que algo aconteceu que você não quis me contar. Sei que a nossa vida já é bem complicada, as vezes não é justo...Mas tudo bem, se você quer viajar na semana do nosso casamento, faça isso, eu acho que você deve saber o que está fazendo, se você quer dar um tempo ou cancelar o casamento pra mim também tudo bem, porque eu acho que estou mesmo obcecado por você como diz o maldito psicólogo que o Sean me mandou. Não sei como isso aconteceu, mas preciso reverter. -continuou- Eu vou tentar ser maduro pela primeira vez e respeitar o que você quer e esquecer o meu maldito vicio por você. Mas sabe, o pior de tudo é achar que você confiava em mim, nós não temos tempo para segredos e mentiras, eu achei que éramos amigos acima de qualquer coisa.
- Droga, que porra, eu...
- Não, eu não vim para brigar.

I believe it's meant to be, darling
(Eu acredito que é destinado a ser, querido)
I watch when you are sleeping
(Eu vejo quando você está dormindo)
You belong with me
(Você pertence a mim)
Do you feel the same?
(Você sente o mesmo?)
Or i'm i only dreaming?
(Ou estou apenas sonhando?)

- Louis, eu estou confusa demais. -ele se aproximou. -Não fala essas coisas, droga! Eu te amo muito, você não faz ideia do quanto, mas você não entenderia. Eu confio em você, quero muito isso também mas talvez seja preciso a gente tomar uma providencia.
- Você que não entende!-acariciou minha mão. -Nós dois somos loucos. -sorriu, eu podia ver algo enfeitiçado em seus olhos, mas era tão real. -E eu não quero ficar sem você nunca mais.
- E-eu não sei o que fazer.
- Pode começar dizendo que também quer ficar sempre comigo, que vai esquecer os problemas. -ri.
- Do que você está falando?!
- Sabe muito bem do que eu estou falando. -seus olhos esverdeados pareciam brilhar com uma cor que eu jamais tinha visto, eu só queria congelar aquilo para sempre. -Não aja como se você não me amasse o suficiente para fazer acontecer e para esquecer o resto. É uma merda, é cansativo, eu sei. -disse em tom engraçado. -Mas você é tudo que eu tenho e tudo que eu quero, talvez seja mesmo melhor nós dois vivermos separados e terminarmos agora mesmo. -nossos olhares estavam nivelados. -Mas se você quiser...nós podemos ser únicos como sempre fomos. Eu preciso saber se você quer o mesmo que eu. -meu olhar que estava nas minhas mãos subiu para seu rosto novamente, ele estava falando sério com seu humor de sempre de modo que eu conseguia entender melhor que qualquer um. Senti meu rosto esquentar e meus olhos se encherem de ternura, então balancei a cabeça positivamente incapaz de proferir qualquer palavra. Ele me encarou e abriu o sorriso mais lindo que eu já tinha visto.

Say my name the sun shines through the rain
(Diga meu nome, o sol brilha através da chuva)
A whole life so lonely

(Uma vida toda tão solitária)
And then you come and ease the pain
(E então você chega e alivia a dor)
I don't want to lose this feeling
(Eu não quero perder este sentimento)
Oh, oh
(Oh, oh)

- Louis, eu...-suas mãos foram firmes ao segurar meu rosto e me puxar para si roubando-me um beijo calmo, minha mão apertou sua nuca dando intensidade aquela surpresa e a sincronia em que nossas línguas estavam explorando cada canto de nossas bocas como um vicio. Aquilo era tão bom, tão intenso e verdadeiro pra mim. não podia acreditar que havia algo ao contrário disso envolvido no momento em que cada célula do meu corpo pedia por contato explodindo dentro de mim. Eu sorri entre o beijo enquanto Louis buscava for ar e em seguida mordeu meus lábios trazendo-os de volta para o seus e nos mergulhando de volta naquela sensação. Com a mão ainda no meu pescoço ele afastou sua boca e me jogou para baixo com a outra segurando minhas costas como se tivéssemos dançando e não pude conter a risada, até que Louis me colocou novamente em pé e me selou.
- Amor...-interrompi.
- Oi linda.
- Eu não sabia que você viria então programei minha tarde e noite para terminar o trabalho lá da revista, meu chefe me mata se não tiver na mesa dele até amanhã. -ele fez bico. -Eu vou ter que refazer porque...acabei perdendo. -só de lembrar da Helena podia sentir a raiva roçar como um canivete dentro de mim.
- Não sei porquê você continua nesse trabalho, só te escravizam e acho que merece coisa melhor. -lhe dei um leve empurrão. -Você sabe que nem precisa trabalhar.
- Eu gosto, você sabe. -falei rápido. -Mas talvez eu leve a conta amanhã. -fui até a mesa enquanto Louis se atirava de qualquer jeito no sofá me fazendo lembrar dos cacos de vidro ali perto.
- Por quê?
- Merda, tenho que limpar isso. -Louis olhou para o chão.
- Não, deixa que eu limpo.
- Não precisa!-retruquei e ele fez careta.
- Agora que eu vou mesmo. -foi para a cozinha enquanto eu ligava meu computador e esperava atualizar e lembrava daquelas malditas velas pensando no que poderia fazer para recupera-las. Louis voltou com uma vassoura e um saco plástico começando a juntar aquilo com cuidado.
- Isso, continua, você fica lindo assim de bunda para cima. -Louis me direcionou uma cara bem feia e eu gargalhei.
- Não sou objeto não querida, você me trata como um pedaço de carne. 
- Raw!-fiz garra de tigre e ele riu ainda mais. -Se eu sou ogra gorda você é um pedaço de carne sim. 
- Tem razão. -tossiu. -Mas tá tudo certo, eu sei que sou gostoso. 
- Você é um convencido, isso sim. -brinquei. 
- Pensei bem e adorei "pedaço de carne". -fez uma cara engraçada. - Mas o que você estava falando, sobre ser demitida?
- Nada, não vale a pena. Eu acho que consigo terminar o trabalho. -ele assentiu e voltei ao notebook para fazer aquelas pesquisas, peguei as pastas novas com um pouco do que já tinha feito e tentei me concentrar, claro que sempre dava uma espiada básica na bunda de Louis apertada naquela calça enquanto ele terminava de juntar os cacos. Depois ele fuçou nas minhas coisas achando outro notebook meu e começou a responder Tweets e perguntas de fãs.

Deixei um pouco de lado meu trabalho quando cheguei a metade e joguei a antiga rua da Helena no Google tentando descobrir se a casa do vizinho dela ainda tinha daquele dono, segundo a mulher maluca que fui ver, ela disse "sentir" ou algo assim que a caixa de velas ainda estavam no mesmo lugar que foram jogadas. Mas eu simplesmente não podia ir até lá e dizer para o proprietário "Posso cavar no seu jardim? A oito anos perdi minhas velas aí". Só de pensar isso, eu já me sentia completamente maluca. Procurei pela casa no Maps, e consegui acha-la com número, nome da rua e etc. Depois de algumas pesquisas e goles de energético acabei achando-a num anuncio de compra e venda de imóveis em Londres. Para vender á quinze meses. Isso! Peguei o telefone e passei por Louis animado ali no computador em sua Twitcam e fui para o meu quarto discar o número rezando para que me atendessem o mais rápido possível.
Quando finalmente me atenderam e falei que estava interessada em comprar a antiga casa dos Robison, me passaram as informações e eu disse que queria compra-la o mais rápido possível mas o máximo que podiam fazer era em um mês por causa da documentação. Mesmo falando que dinheiro não era problema não consegui atingir meu objetivo para antes da viajem e do casamento, disse que ligava depois. Então desci e encontrei Louis fazendo palhaçada ali.

- Hey, olha só quem chegou!-virou para mim que terminava de descer os últimos degraus. -Minha ogra gordinha preferida.
- Eu não sou gorda idiota. -me aproximei olhando para a tela. -Oi pessoal, tudo bem?!-Louis gargalhou tão perto do meu ouvido que quase fiquei surda.
- Elas não podem te responder assim, olha aqui!-apontou a lateral onde várias mensagens de "oi" apareciam aos montes e eram substituídas por outras em segundos.
- Vocês são uns amores!-sorri lendo aquilo. -Principalmente essa que quer me matar. -Louis riu.
- Pega leve gente, eu estou feliz. Vocês são minhas fãs, são tudo pra mim.
- Sim, mas eu não vou roubar ele de vocês, se divirtam. -me afastei batendo no ombro dele que continuou a fazer palhaçadas para elas. Fui tomar algo, depois Louis me chamou de volta e fizemos algumas brincadeiras ali na frente da tela para o mundo todo ver, era estranha a sensação de ser amada e odiada por pessoas que eu nem conhecia. As fãs nos mandaram vários desafios e como aquele cabeça dura é competitivo e adora aparecer é claro que aceitou algumas. Quando acabou, eu ainda tinha sensação doida de divertimento, Louis beijou minha cabeça e sorriu pra mim.
- Amor, eu quero te falar uma coisa.
- Claro chatinha, fala. -se ajeitou ali abaixando o volume da tv que estávamos vendo agora.
- Eu estou pensando em comprar a nossa casa, até já achei a perfeita.
- Ué, achei que íamos escolher uma juntos. -retrucou.
- É, mas nós nem sempre estamos juntos, e você escolheu várias coisas então achei que podia ver a casa. Já está na hora, temos pouco tempo por causa da sua turnê que é logo depois da lua-de-mel.
- Adoro você falando "lua-de-mel"-sorriu malicioso me puxando para um beijo. Me fez cócegas na barriga soltando meus lábios e eu comecei a rir.
- PARA!-ele não parou.
- Que fofa, você...
- Não. Não é fofo, não é engraçado e eu vou chutar a sua cara!-fingi ficar brava e o paralisei por um segundos. Então nós dois caímos na risada quase que ao mesmo tempo.
- Tá, e a casa...-voltou ao assunto. Isso! Eu não queria engana-lo mas estava meio desesperada para recuperar essas velas ou pelo menos uma, e esse era o único jeito.
- Eu liguei para a imobiliária mas se comprarmos agora só vai ser nossa em no mínimo um mês.
- É, nós vamos voltar em três semanas...-parecia pensativo fazendo contas mentalmente.
- Se quiser podemos ir vê-la amanhã, mas...
- É o que você quer?-me olhou e eu assenti. -Mesmo?-fiz careta e assenti de novo. -Ótimo, então vai ser, tem razão e eu já escolhi várias coisas e é a sua vez. Eu vou dar um jeito de conseguir antes, tenho alguns contatos que ajudaram o Zayn a alguns anos quando ele foi comprar uma casa para a mãe e as irmãs.
- Sério?!-pulei em seu colo. -Obrigada, amor!-o vi sorrir com os olhos me dando mais um selinho.
- Tenho que voltar ao trabalho, desculpa. -fui pular para fora do sofá mas fui puxada de volta caindo com a cabeça em seu colo.
- Então...estamos bem?-abri um sorriso mas no fundo estava preocupada.
- Estamos bem. -repeti sentindo seus dedos fazendo carinho em meu cabelo. Eu queria ficar ali para sempre, sentindo ser amada desse jeito. -Meu amor, eu te amo tanto. Sinto muito. -disse bem perto dele pensando em desfazer o feitiço. Ele segurou meu queixo enchendo-me de beijos.
- Não se preocupa com isso, não vamos mais brigar. Tudo bem. -sorriu e eu agradeci por entender dessa maneira. Ele me deu um tapinha na bunda me fazendo rir enquanto me levantava rumo ao trabalho novamente.

Bufei abrindo novamente aquelas pastas, havia ainda muito o que fazer se eu quisesse chegar de manhã e ainda ter meu trabalho. Eu felizmente estava um pouco mais tranquila por Louis ter aceitado numa boa ir até a casa comigo, se tudo continuasse dando certo assim eu conseguiria consertar tudo a tempo de nada de ruim acontecer de novo. Me foquei ali e nem vi as horas passarem como minutos, eu estava praticamente lutando contra o tempo para acabar rápido e só quando me levantei para ir ao banheiro reparei que já eram duas da manhã e Louis estava dormindo serenamente no sofá com o cabelo todo desgrenhado por causa das nossas brincadeiras durante a Twitcam e ainda de luz acesa por me esperar terminar o trabalho.

Esse pensamento me fez sorrir involuntariamente só de imaginar tudo que ele já devia ter feito por mim e tudo que poderia ser capaz de ainda fazer. Eu me sentia a pior pessoa do mundo mas não tinha escolha, e esperava me convencer com isso. Era tão estranho me sentir tão boba por causa dele, me sentir demais quando o insulto e segura quando estamos juntos, e agora estava ali no meu sofá dormindo como um anjo. Balancei a cabeça desfazendo o sorriso e apaguei as luzes, em seguida subi para pegar um cobertor meu. Quando voltei, ajeitei sua cabeça com cuidado sobre as almofadas e o cobri, pronta para voltar ás pastas.

[...]

                         Na manhã seguinte eu fui enfrentar a fera do meu chefe como primeira missão do dia. Aliás, eu estava praticamente matando um leão por dia e isso infelizmente estava virando costume. Bati duas vezes em sua porta e mesmo ocupado, fez um sinal rápido para que eu entrasse. Com um suspiro de ansiedade, obedeci e me sentei na cadeira a frente de sua mesa esperando que terminasse sua ligação eufórica sobre design de sei lá o quê.

- Oi querida. -disse ao colocar o telefone no gancho. -Desculpa, é que aqui está uma loucura, vocês saem para o almoço e eu fico terminando as coisas. Vai ser a melhor temporada de moda da revista, a melhor coleção, tudo melhor!-disparou diante de mim e arregalei os olhos.
- Nossa!-foi tudo que consegui dizer.
- Sim, mas esse não é ponto. -mexia em alguns catálogos. -Está aqui porque pedi as pastas atrasadas, lembra?
- Olha Bill, senhor, eu...-me atrapalhei e acabei derrubando algumas canetas de sua mesa.
- Estou vendo que está nervosa, respire. -juntei aquilo devolvendo ao lugar. -Vamos lá, respire comigo, nós todos precisamos disso de vez em quando.
- Tá brincando?-ri e ele me encarava sério. -Tá me pedindo para respirar?
- Sim, respirar.
- Ok. -estranhei vendo-o começar a respirar fundo e fazer um sinal para acompanhar. Com uma careta o fiz por alguns segundos quando uma assistente entrou a sala nos vendo naquela cena realmente esquisita. Era uma revista de moda não um psicólogo.
- Bill, o carro chegou. -disse surpresa com aquilo. -Está tudo bem?
- Está tudo ótimo, Marlene, obrigado. Diga que já vou. -ela consentiu e saiu após mais uma certa olhada torta em mim que preferi ignorar.
- Pronto, SeuNome. -juntou as mãos em cima de seu peito mal ajeitado na cadeira. -O que queria me dizer? E as pastas? Estão aqui, certo?-ele era louco? Uma hora me mandava relaxar e depois disparava com essas perguntas.
- Eu sei que me pediu para não lhe decepcionar e nem a revista, eu sei que trabalhei duro na minha parte que segundo o senhor é a mais importante mas aconteceu um imprevisto. -eu não havia conseguido terminar a tempo, mesmo virando a madrugada. Seus olhos pareciam até já adivinhar. -Eu não tenho mais as suas pastas.
- O QUÊ?!-disse se levantando em um impulso. -COMO ASSIM NÃO TEM MAIS?
- Eu as perdi. -menti.
- M-mas como pôde perder? Era o seu melhor trabalho, onde está a sua responsabilidade? Garota, tem noção do prejuízo que me deu contando isso agora? Justo agora, na reta final?!-recolheu algumas coisas da mesa. -Eu estou perdido, a coleção também.
- Mas eu posso me redimir, por favor...-ele passou por mim saindo da sala. -Eu juro que tentei refazer mas não deu tempo.
- Não precisa se explicar, meu bem. -tentei o parar no corredor mas isso só piorou as coisas. -E SeuNome, nem precisa vir trabalhar amanhã. -me encarou pela ultima vez sério e saiu. E por más que eu já esperasse isso, era duro ouvir aquilo sendo que pela primeira vez a culpa não tinha mesmo sido minha.

Eu sabia que não precisava do emprego, sabia que não precisava de emprego nenhum. Mas as pessoas daquela revista iriam se prejudicar e muito por minha causa, por causa de um deslize que eu deixei acontecer. Não queria ficar me culpando porque era a última coisa de que precisava. Só queria voltar logo para casa e ir com Louis de uma vez ver a casa como combinamos. 
                               [...] Era uma terça feira, e lá estava eu terminando de retocar o batom para sair do carro finalmente. Isso mesmo, eu estava estacionada na garagem da casa nova que graças ao Louis consegui comprar. Ele havia ido comigo vê-la e amou o endereço, nem tão no centro para termos privacidade e também não tão escondida, assim como adorou ela por inteiro e concordou em compra-la. Aí fez algumas ligações para seus contatos como prometeu e conseguiu que agilizassem a verificação dos documentos e da transferência de um mês para uma semana. Eu estava tão surpresa e feliz que tinha conseguido, ser famoso é ótimo nessas horas, você conhece as pessoas certas para as horas certas. 
Desci do carro e caminhei para fora da garagem vendo que o sol estava um pouco forte, passei pelo jardim da qual tinha tantas lembranças quando ia a casa da Helena, olhei para cima também vendo o telhado na qual ficamos naquela noite, eu quase podia ouvir aquelas risadas e vozes arrastadas em um pequeno canto da minha mente me relembrando. Passei pelas maquinas e a equipe de escavação que trabalhavam ali. Eu havia os contratado no mesmo dia que peguei a chave e assinei os papéis com a ajuda de Mark para achar mais rápido as velas, parecia uma loucura mas era a única maneira. É claro que os vizinhos estranhavam a moradora nova já estar furando o jardim, mas achavam que eu estava fazendo uma piscina. E além do mais, bom, eu queria que se ferrassem. 

- Alguma coisa?-pedi chegando perto de um dos caras. 
- Ainda nada da tal caixa que falou, moça. -assenti. 
- Ok, precisamos cavar mais fundo. -bati em seu ombro e saí vendo Mark que supervisionava o outro lado como pedi, ele estava sendo um bom amigo pra mim. -Oi!
- Oi, você tá aí, finalmente. Não acha um pouco demais tudo isso?-revirei os olhos. 
- É claro que não, preciso de toda ajuda possível.
- É que talvez você esteja indo longe demais com essa história de feitiço. 
- Eu preciso achar essas malditas velas logo!-retruquei. -Você falou que acreditava em mim. 
- Eu acredito. -olhava em volta. -Mas...
- Ei!-ele me olhou. -Obrigada por me ajudar e por estar aqui. -assentiu com um sorriso e me deu um abraço de lado. Foi quando acabei de perceber o carro de Louis parado ali na rua que antes não tinha notado, e mal tive tempo de pensar, apenas vi o Mark saindo rápido do meu lado e caindo no chão que me fez virar e ver Louis parecendo nervoso, realmente com os nervos a flor da pele. 
- Que merda, você é louco?-mexeu em sua perna que parecia machucada por causa do impacto. 
- Isso é pra você aprender a não mexer com a mulher dos outros, filho da puta!-ele parecia querer voar no pescoço de alguém, todos ali pararam o trabalho para olhar. Eu havia esquecido que Louis estava obcecado por mim por conta do feitiço. 
- CHEGA!
- Tá falando de quê seu babaca, eu não fiz nada!-Mark proferiu.
- NÃO ENCOSTA NELA, NÃO ABRAÇA ELA, QUEM VOCÊ PENSA QUE É?-olhou pra mim. -Quem é esse cara?!
- Louis para, ele é meu amigo do colegial!-o ajudei a se levantar. 
- É, estou vendo que ainda são amiguinhos. -encarou ele. 
- Não briguem, por favor, tem gente olhando!-tentei abaixar o tom. 
- Não ia mesmo discutir com criança imbecil, canalha e playboyzinho como essa bixa. -nunca vi Mark xingar tanto, mas Louis sem pensar duas vezes foi para cima dele e agora estavam se empurrando e trocando ameças de cabeça erguida. 
- O quê você disse?-se aproximou e lhe acertou novamente, dois, três socos sem querer parar. Todos ali só olhavam e não me ajudavam a separar a briga. -VOU TE MOSTRAR QUEM É A BIXA QUANDO VOCÊ ESTIVER ESTICADO NO CHÃO DA MINHA GARAGEM PEDINDO PELA AJUDA DA MINHA GAROTA.
- LOUIS, PARA!
- NOSSA, ENTÃO VEM TOMLINSON. -tentei me meter no meio, puxando a camiseta de Louis mas ele me afastava para poder acertar Mark. -QUERO VER MESMO SE SUA CORAGEM É MAIOR QUE O SEU EGO.
- PAREM POR FAVOR!-empurrei o braço de Louis conseguindo o afastar. -Você está errado!
- Eu estou errado?!-pediu ironicamente. -Quer ficar abraçadinha com esse qualquer aí? Eu sou seu noivo, SeuNome! -continuou- Como é que era mesmo no seu último ano que você me contou?-encarava Mark. -Ele era o fracote que você tinha vergonha de ser amiga e não queria nem apresentar as suas outras amigas?
- LOUIS CALA ESSA BOCA! Não era nada disso!
- Ah, não era? Pois foi o que você me contou um pouco depois de a gente se conhecer, e Mark. -olhou-o novamente. -Nós rimos muito da sua cara enquanto tomávamos champanhe. 
- CHEGA PORRA!-senti meu peito doer ao gritar. -PARA!
- Se amasse ela não a deixaria nervosa dessa maneira por causa de um abraço, eu vou embora, me desculpa SeuNome, mas não posso mais te ajudar. -disse sério e saiu dali o mais rápido que conseguia andar com a perna agora visivelmente machucada. 
- Qual é a droga do seu problema?-encarei Louis nervosa, com o coração acelerado e me sentindo tonta. 
- Ele...-mal percebi quando meu corpo mole caiu ao lado de Louis e quase não consegui olha-lo que agora parecia desesperado tentando me levantar e segurando minha cabeça enquanto gritava por socorro diante da minha visão completamente turva. 


CONTINUA...

8 comentários:

  1. Coooontinua! Ai que perfeição :O
    Cada capítulo tá ficando melhor! <3

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  2. Perfeitooooo que foi isso com o Louis? Scrr continua pelo amor e deus linda

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  3. AIIIIIIIIIII CONTINUA SUA DIVA

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  4. Fiquei sem palavras, comesse capítulo voce se superou gata eu nem sei o que dizer mas tá perfeito, maravilhoso demais merece um OSCAR de melhor longfic!
    Continua por favor? :)

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  5. queeeeeeeeeeeeeeeeeee divo

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  6. O Louis tá muito louco com esse feitiço não tem quem segure mas ele tá muito fofo também não consigo não reler enquanto você não atualiza essa perfeição

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  7. Posta mais? AMEI a briga ficou melhor do que eu esperava voce sempre se supera por isso amo seus fics
    Continua essa e badboy of mine? Rápido por favor eu não aguento espera

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  8. Esse Jonathan era um nojento mds ainda bem que o Louis veio :')
    Tá perfeita continua por favor? AI Não quero que acabe

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