Longfic - / Believe in Me (Parte 10)

| | |
Capítulo 10 - A tempestade perfeita

Louis Tomlinson P.O.V's

Dei a milésima volta no corredor do hospital me sentindo angustiado, nada do médico voltar como prometeu. Eu queria toda a ajuda possível, eles sabiam por acaso quem eu era? Aquele hospital caríssimo deixa os pacientes esperando? Absurdo. Estava muito preocupado para não ser convencido, meu coração batia violentamente dentro de mim. Ao meu lado estavam a fileira de bancos onde a SeuNome estava sentada com as pernas para cima como mandaram, junto com uma enfermeira que terminava de tirar a sua pressão. Olhei para ela a examinando rapidamente e percebi o quanto estava branca e parecia fraca. Aí me veio um rio de culpa completo que parecia ferver junto com meus batimentos. Isso não teria acontecido se eu não tivesse brigado, me deixado levar pelo ciume doentio que eu senti naquela hora e só queria não ter feito...mas já era tarde agora. Parei de andar impaciente quando vi o médico se aproximar de nós com uma prancheta de madeira.

- Está se sentindo melhor, ahm...-olhou um dos papéis enquanto ela colocava as pernas no chão. -SeuNome?
- Eu...sim. -anunciou- Estou melhor.
- Que bom. -a enfermeira se levantou do lado da SeuNome mostrando o aparelho para o médico. -Exatamente o que esperava, pressão baixa.
- O que aconteceu? Geralmente acontece mais nos dias de calor...-a enfermeira se meteu.
- Uma briga, mas está tudo bem agora, certo doutor?-pedi preocupado.
- Sim, ela vai ficar bem. -olhou-a. -Sentiu algum sintoma de tontura, fraqueza, boca seca, sonolência ou visão turva nas ultimas horas?
- Sim, praticamente todas. -SeuNome respondeu, olhando para os dois um de cada vez. Haviam pessoas passando por ali a todo momento.
- Ela anda meio estressada nas últimas semanas...-expliquei.
- Sei, mas tente não se cansar demais nas próximas horas, ok?-disse ele e SeuNome anuiu em seguida. -Qualquer coisa vocês podem voltar e medimos a pressão.
Eles saíram, primeiro ele após nos direcionar um sorriso e ela em seguida ajeitando os aparelhos em seu colo e nos dando um cumprimento com a cabeça. Eu suspirei cansado e sentei ao lado de SeuNome que encarava o nada pensativa.
- SeuApelido, me desculpa.


- Esquece Louis, está tudo bem.
- Mas...não está!-a olhei. -Acha que é fácil te ver assim e saber que a culpa é minha? Não é, droga!
- Nós podemos pular a parte do drama agora, só quero ir para casa. Ou melhor...quero voltar para a escavação, depois que você me trouxe pra cá os trabalhadores devem ter ficado confusos sobre o que aconteceu.
- Não! De jeito nenhum, aquilo pode esperar e você precisa de descanso.
- Mas eu estou bem agora. -concluiu saudosa, mas eu não estava totalmente convencido.
- Por mim, me deixa levar você para casa. E não a nossa futura, a sua.


- "Por você"?-repetiu- E por mim? Você por acaso parou de bater no Mark por mim quando eu pedi? Você se conteu? Já pensou se tivesse algum paparazzo espertinho lá, imagina o que não teria conseguido vender, uma ótima história sobre como Louis Tomlinson perdeu a cabeça!
- Eu achei que eu não fosse "Louis Tomlinson o famoso" pra você, achei que eu fosse só o Louis, o seu amor, namorado, amante, noivo e melhor amigo.
- Você é! -murmurei certa- Eu sempre te vi dessa maneira. Mas eles não.
- Se eu pudesse voltar no tempo eu não teria feito... 
- Mas não pode! Você não pode! Dá pra entender isso?-suas pernas pararam de sacudir e ela se levantou parecendo um pouco melhor mas seu rosto ainda estava branco feito papel. Um impulso de abraça-la e dizer que tudo ia melhorar surgiu em mim, mas o contive. -Vamos, por favor. 

Me levantei com cuidado colocando um braço em volta de seu ombro tentando mantê-la firme sobre o chão que pisávamos e caminhamos para fora do hospital, só Deus sabe quanto odeio esses lugares. Cresci vendo minha mãe como enfermeira cuidando de gente doente, as vezes chorava anoite porque em muitas não conseguia ajudar o médico a salvar alguns pacientes. Desfiz rapidamente essas imagens da memória quando notei algumas pessoas com câmeras nos cercarem, segurei o ombro da SeuNome sinalizando a direção do carro e os fotógrafos nos seguiram fazendo várias perguntas como "Por quê o casal felizardo está saindo de um hospital pouco antes do casamento?""Por quê, por quê, por quê?" era tudo que eu ouvia enquanto tentava colocar SeuNome dentro do carro e dar a volta para entrar também, sem responder a ninguém. Até eles saírem da frente do carro demorou uns minutos e não pararam com as perguntas, eu até poderia me irritar se não estivesse acostumado e já não tivesse feito a grande besteira do dia.
Felizardo é um cara com muita sorte, extraordinariamente feliz, pensei naquela frase, enquanto virava uma rua do centro. Isso realmente se aplicava a mim, apesar de tudo. E só me perguntava se para ela também.
No carro, mantivemos o silencio, mas ela deixou que eu pegasse em sua mão quando tentei, então quer dizer que tudo não tinha ido por água abaixo como eu pensava. Ainda tinha jeito, eu não pisei tão feio na bola. A olhei de soslaio tentando arrancar um sorriso de seu rosto com a minha careta preferida mas ela se segurou para não rir de propósito. Não sabia exatamente o que dizer ou se devia então permaneci até chegarmos na casa dela.

- Então...-parei o carro e a olhei. -você vai descansar mesmo não é? Não vai sair daqui para voltar a escavação, não é?
- Sim, Louis.
- Promete?
- Prometo. -vi satisfeito seu sorriso fraco. Ela olhou em volta. -Amor?
- O quê?-sussurrei em resposta enquanto ela se curvava.
- Posso ficar aqui com você um pouco antes de entrar?-eu balancei a cabeça com um sorriso de surpresa.
- É claro chatinha, você pode ficar comigo a hora que quiser. Que pergunta. -ri sem humor e me abaixei no meu banco e ela se mexeu no dela apoiando sua cabeça no meu ombro, assim como ajeitou de um jeito confortável suas pernas em cima das minhas abertas atravessando os nossos bancos. Eu queria que ela decidisse ficar ali e não entrar nunca em casa.
- Por que você não pode me amar?-ouvi sua voz sussurrar.
- Mas eu te amo. -disse confuso.
- Não na realidade.

Sua frase morreu na mesma hora que minha confusão se intensificou, depois de tudo que nós passamos e ela sabia, como podia achar que eu não a amava? E como assim, "não na realidade"? Essa frase me fazia pensar se eu estava fazendo algo de errado, depois de tanto tempo no mesmo relacionamento. Só que porra, eu sou um garoto! Talvez esteja mesmo no meu dna fazer merdas de vez em quando mesmo sabendo que eu talvez esteja doente e obcecado.
    Estávamos trocando carícias, minha mão alisava seus braços tentando aquecer seu corpo naquele silencio confortante, não havia nada de tenso ali, era completamente agradável estar em silencio com a minha garota.

- Sabe, por um momento enquanto você estava desmaiada na garagem eu cheguei a pensar que para nós tudo estava acabado...
- Eu nunca faria isso com você, por mais estúpido que tenha agido. Sabe né?-assenti fazendo um barulho com a boca. Eu queria olha-la mas não conseguia, porra.
- Sabe, nós estamos tanto tempo nesse relacionamento e isso é um tapa na cara de quem duvidou que fosse dar certo, em quem duvidou que a gente se amasse o suficiente.
- Louis é muito estranho ouvir sobre relacionamento da sua voz. -lhe dei uns tapas fracos irritado a fazendo rir da minha cara. -Mas eu gosto.
- ESCUTA a minha voz é ótima, seu bullying comigo que é uma merda sua nojenta. -sua risada parou quando seus lábios tocaram os meus calmamente e a segurei mais forte intensificando o beijo calmo e que começou a me dar tesão. -Que ótima forma de calar a minha boca.
- Você fala demais quando está na defensiva. -tive que concordar, em seguida beijei seu ombro dando uma leve mordida. Ok, éramos um casal estranho, mas a SeuNome gostava das minhas mordidas. Tive que parar porque ela gemeu e não foi nada legal para o meu estado.
- Continuando, a gente nunca esfria...-resolvi dizer um dos meus pensamentos com certa malicia que me fez sorrir e ganhar um soquinho leve no peito onde sua mão estava.
- Nunca esfria porque nós somos idiotas, imbecis, tarados, felizes, tristes, engraçados, implicantes...-eu concordei com uma risada. -Ah, também somos gostosos e humildes.
- E também porque você é a minha melhor amiga. -a olhei e vi seus olhos sorrirem pra mim em consentimento. -Mas concordo na parte toda, principalmente a do ''gostosos".

A puxei levemente ficando por cima de si e lhe dando mais um beijo, foi quando o celular tocou desesperado no meu bolso fazendo-me reclamar. SeuNome se ajeitou sentada com as costas ereta em seu banco, eu peguei o celular revirando os olhos e ela me deu um beijo na bochecha.

- Tchau, boa sorte. -abriu a porta.
- Mas você já vai?
- Não posso ficar muito, já vai escureceu e eu tenho que conseguir o meu emprego de volta. -piscou e a acompanhei com o olhar entrar em casa após me mandar de longe mais um beijo que quase me fez esquecer o barulho do aparelho nas minhas mãos. Quase.
- Alô? dude?
- Finalmente atendeu! Te mandei mensagem, onde você estava?
- Tive que levar a SeuNome no hospital porque...-bati a mão livre no volante. -Esquece.
- É o seguinte, a festa mais louca desse país vai rolar aqui em Doncaster amanhã, o que você tá fazendo aí em Londres ainda meu filho? É o seguinte bro, nem adianta mentir que eu sei que você não tem show. Chega aqui meu irmão! Até a gatinha da Eleanor vem, a gente pode fazer a sua despedida de solteiro, que tal? Isso! Faremos sua despedida de soltei...
- Não vai dar, vou ficar aqui mais uns dias. 
- Puta merda o que tá acontecendo com você bro? Parece aqueles viados apaixonados. 
- Viado apaixonado eu não sei, mas eu vou me casar em sete dias...-pensei na ideia com um suspiro. -Meu Deus, eu vou casar.

SeuNome P.O.V's

Entrei em casa relaxada, apaixonada. Não havia como mudar ou negar isso, por mais que em algum momento eu quisesse. Louis tinha uma essência louca, alguma coisa que não me permitia lhe odiar e isso era irritante. Realmente ainda estava um pouco extasiada com a briga de Louis e Mark, parecia que tudo aconteceu tão rápido...Agora que eu estava melhor precisava pedir desculpas por mim, e pelo Louis já que sabia que ele próprio jamais faria isso. Queria manter essa amizade, já que me custou recuperar depois de adulta e isso não era justo. Eu tentei telefonar para o Mark mas ele via que era eu e desligava, durante várias vezes, que ótimo. Falei também com a minha assistente que ligou do escritório na editora, me falou que as minhas coisas estavam sendo tiradas de lá e eu confirmei a viajem dali a dois dias. Isso era quase surreal pra mim, mas fingi muito bem que não era novidade. Tinha que falar com Louis uma última vez, talvez até avisar meus pais. Ou melhor, minha mãe já que meu pai não parecia querer falar comigo por causa das brigas, e só de pensar sobre isso meu estômago doía. 
Tive que me conter para não voltar para a escavação, mas prometi para Louis que não ia. Mais cedo tinha dado a ordem aos trabalhadores de não pararem até sua hora de ir embora, então eles provavelmente ainda estavam lá e me ligariam se vissem a caixa. Eu sabia que parecia uma maluca, mas a esse ponto, nem ligava mais. Quem sabe eu até, acabasse querendo continuar nessa vida...

[...] 

Acordei com um barulho conhecido, e ao coçar os olhos percebi ser o da abertura do Bob Esponja. Meu celular. Não fazia ideia de quantas horas tinha dormido, mas eu estava jogada na minha cama completamente revirada. Me desenrosquei das cobertas e quase caí da cama para pegar o celular na qual atendi com uma voz forçada e sonolenta.

- Alô?
- SeuNome, amiga!-ouvi aquela voz fina e conhecida. -Fazendo o que de bom?
- O que você quer, sua falsa?
- Falsa, eu?-Helena riu. -Não sou eu que fico me encontrando com outros caras quando sou comprometida. Isso sim é falsidade.
- Eu já dei o que você queria, está me ligando porquê? A gente não tem mais nada pra falar. -afastei o celular do rosto para desligar quando sua voz ficou mais alta.
- Opa, opa! Eu não deligaria em uma hora como essas. -minhas mãos pararam e coloquei no viva voz para ouvir melhor.
- Está falando de quê?
- Olha na internet, qualquer site de fofoca que quiser. Olha suas mensagens, com certeza seu querido Louis já deve estar atrás de você nesse exato momento. -liguei o computador rapidamente com as mãos trêmulas continuando com ela no celular, entrei no primeiro site que veio a minha mente e me assustei ao ver meu rosto bem grande na maior matéria. "Email's e vídeos íntimos de SeuNome Completo, noiva de Louis Tomlinson, com outro homem vazam na internet poucos dias antes do casamento de ambos". Minha boca formou um grande 'o' e meu corpo todo começou a suar frio. Eu mal consegui proferir som algum, meus olhos apenas liam e reliam a tela tentando me certificar de que era verdade o que estava acontecendo. Aquilo sim, era a tempestade perfeita.

Continua...
Oeee pessoas lindas da minha vida. 
Eu reescrevi o finalzinho mas vou tentar postar mais rápido pra vocês agora que acabamos de chegar no desfecho. É isso aí, reta final. Mas então, o final ficou bem diferente, eu chorei escrevendo mal posso esperar para que vocês leiam.

9 comentários:

  1. TIVE FEELS COM ESSA PARTE DA LONGFIC!
    Meus deuses! Não tem NENHUM erro ortográfico, você é 10, muito boa! Consegui me entreter, quero cada vez mais! Mesmo numa situação difícil você consegue me fazer rir com frases e atos. Perfeito! Melhor longfic!
    Continua, te amo!
    xxx

    ResponderExcluir
  2. OMG!!!! E agr! ? Não! Tomara q ela reverta essa situação logo
    xoxo Duda

    ResponderExcluir
  3. AI MEU DEUSSS
    LIZZY SUA PERFEITA VOCÊ QUER ME MATAR NÉ?
    Okay, parei de pirar... POR UM TEMPO. Que capítulo perfeito foi esse? Eu estou tão ansiosa para ler o próximo, eu necessito saber a reação de Louis. É incrível como suas fanfics conseguem me fazer rir, gritar, chorar e xingar todos os personagens. Porque na boa, eu adorava Helena agora ela aparece e eu fico pensando em como ela é vadia. E o Mark... Tadinho. Eu super shippo o bromance dele e da SeuNome (eu falo SeuNome mesmo porque fica estranho falar eu). Mas enfim.
    Está super perfeito Lizzy, continua <33
    xxx

    ResponderExcluir
  4. Ainda vou descobrir pq sua vida social é melhor que escrever essa fic Lizzy russo

    ResponderExcluir
  5. CONTINUA VAI DAR MAIS TRETA ADORO!
    Vc é uma diva, continua garota quanto talento tinha que ser filme

    ResponderExcluir
  6. MISERICÓRDIA, ERA ISSO QUE EU ESTAVA ESPERANDO O TEMPO TODO.
    Lizzy de Jesus, continua logo isso, não vou conseguir esperar!

    ResponderExcluir
  7. A CASA CAIU! FODEU GERAL Ç-Ç Ai meu core, Lizzy! Cada vez amo mais essa fic.

    ResponderExcluir
  8. Que filho da puta o meu ex amante eu falei pra ele sumir
    m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o esse capitulo eu espero pro final que eu volte no passado presente e que minha vida seja eu que faço

    ResponderExcluir
  9. Per-fect. Escreve muito bem. Queria mas dicas para organizar o meu Blog se puder me ajudar será ótimo.

    ResponderExcluir