Longfic - / Believe in Me (Parte 7)

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Capítulo 07 - E então nós rimos até chorar

SeuNome P.O.V's

Não poderia dizer como estava me sentindo, aquilo não era mal mas também não era bom. A noite passada havia sido a melhor e mais idiota que eu já passei, me peguei sonhando acordada no trabalho naquela manhã diversas vezes lembrando daqueles lábios nos meus. Eu não via a hora de poder vê-lo de novo. Quer dizer, era mais do que isso, quando se está apaixonada nesse 'nível' na qual eu me encontrava aquela febre toda e os calafrios se transformam na vontade de tê-lo sozinho comigo, nem que se for para ficar olhando-o por horas, havia um certa confiança em saber o quanto ele realmente me amava. Sei lá o que foi isso que eu tinha acabado de pensar, mas sentia como se eu fosse uma completa retardada. 
        Chamaram minha atenção por diversas vezes, eu estava meio distraída naquela manhã e aquele trabalho todo parecia interminável. Só queria poder abrir a boca para reclamar de fome, sono e pelo intervalo como eu estava acostumada a fazer todo dia na escola. Mas aquilo era sério. Na metade do turno, vi Helena sair da sala dela levando todas as suas coisas nas mãos mas mesmo passado por mim no corredor ela nem me dirigiu a palavra, o que me fez estranhar completamente. Não me lembrava de estarmos de mal. Decidi não me incomodar com isso e continuar o trabalho, fui tomar um café e pedi a minha assistente que tentasse localizar aquele tal de "J" pelo número e e-mail que eram as únicas coisas que eu tinha dele, mas que mantesse  em segredo, apenas entre nós. Não sabia se podia confiar mas não via escolha. Ela também me avisou que meus pais ligaram dizendo que voltaram do iate, pedi desesperadamente que ela ligasse de volta marcando um almoço na minha casa ainda hoje. Tinha pensado no que Louis me disse, ele tinha razão, eu só precisava consertar tudo. E queria muito ver meus pais, rostos confiáveis, depois de todos esses dias loucos que passei. 

Dei graças a Deus quando meu turno acabou, peguei alguns trabalhos para terminar em casa mais tarde e desci depois de outras pessoas, peguei meu carro e passei em um supermercado tentando lutar contra o tempo e comprar comida menos artificial do que eu tinha em casa até a hora do almoço. Depois fui o mais rápido possível para casa, coloquei aquilo no forno depois de ler na internet como se preparava e fiquei esperando a assistente me ligar de volta. Quando finalmente ela ligou de volta, a comida já estava pronta, falou que meus pais já estavam a caminho e isso me deu um nó no estômago de imaginar que poderiam estar com raiva de mim. 
    Ajeitei com rapidez a bagunça da sala deixada na noite anterior, e logo a campainha toca. Fui atender e dei de cara com...

- Mark? -ele me olhava sério, com uma das mãos para trás. Nem preciso dizer o que me lembrou.
- Oi, tenho um compromisso daqui uns minutos então passei aqui bem rápido. Só quer...
- O que tem aí?-pedi animada apontando para sua mão escondida. Ele revirou os olhos.
- Você, sempre com a mesma atitude. -sorri sinceramente. -Eu soube na internet que você vai se casar com o seu noivo. -consenti.
- É, parece loucura né?-cruzei os braços com o mesmo sorriso.
- É, mas, eu trouxe uma coisa. -fiz uma cara estranha, os presentes dele era...sinistros. Mas aí de sua mão surgiu uma caixa de chocolate. Dos bons. -Deve ser estressante esse negócio de casamento e ainda mais com fama envolvida então resolvi deixar um presente pra esfriar sua cabeça pelo menos por uns minutos. -riu. -Quer dizer, você deve ter chocolate a hora que quiser mas...ah, sei lá. Pega logo!
- Mas é diferente vindo de você. Obrigada. -sorri, ele fez um sinal e andou até seu carro. -Espera Mark!-ele olhou. -Se você veio aqui é porque me desculpou, certo?
Ele ficou em silencio por alguns segundos, segurando a porta do carro nas mãos.
- Não. Esse chocolate é uma vingança por causa daquilo que você fez, é pra você engordar bastante e não caber no vestido de noiva. -eu gargalhei.
- Estou falando sério!-quase deixei a caixa cair ao tentar segurar a porta que ia bater.
- Tá, mais ou menos. Talvez.
- Valeu, você é demais.
- Não sou demais, sou só um bom amigo. -seus olhos pareciam sinceros, assenti e ele entrou no carro. Logo percebi outro, na cor vermelha se aproximando da frente da minha casa. Fui para dentro e continuei a olhar da janela, na mosca! Aquele era o carro em que meus pais chegavam, esperei a campainha tocar novamente e respirei fundo tomando coragem para enfrentá-los, e então abri a porta. Ali estavam eles, exatamente como vi na foto do porta retrato, estavam bem mais velhos mas ainda sim eram eles, meu pai com o mesmo estilo de roupas com uma expressão diferente do que eu já tinha visto em seu rosto, e minha mãe ainda tinha o mesmo sorriso. Eles aparentavam estarem confortáveis consigo mesmos.
- Mãe! Pai!-os abracei ao mesmo tempo, envolvendo cada um com um braço. Eles estranharam mas após alguns segundos retribuíram.
- Oi querida. -disse minha mãe. -Está tudo bem?-os soltei.
- Sim, tudo ótimo. -tentei sorrir e acho que funcionou. -E com vocês?
- Estamos bem, querida. -meu pai fez carinho no meu braço, ele me olhava como se fosse uma completa surpresa me ver naquele momento. -Ficamos tão surpresos quando sua assistente ligou dizendo que você estava nos convidando para almoçar, foi...
- Em cima da hora. -completou minha mãe.
- Vocês tinham outra coisa para fazer?
- Estávamos indo desfazer as malas quando o telefone tocou. Ficamos tão felizes que você ligou! Estávamos morrendo de saudade, bebê. -esse apelido idiota que antes parecia vergonhoso agora soava perfeitamente, e eu não sabia porquê.
- Que isso. Ahm...o almoço já está pronto. -falei animada caminhando até a cozinha enquanto ambos me acompanhavam olhando em volta. -Podem sentar, vou servir os pratos.
- Nossa, nem parece você. -sorriu ela.
- Sua casa é maravilhosa, meu anjo. - murmurou meu pai e eu tirava a comida do forno.
- Por favor, me digam que já vieram aqui!-ela riu.
- É claro que sim filha, mas você pelo visto mudou a decoração. -coloquei a caixa de chocolates em cima da pia e minha mãe me olhou torto. -Comendo chocolate antes do almoço, SeuNome? Você não perde esse costume!
- Não estava comendo, o Mark que me deu como presente. -ela parecia confusa. -Mark, mãe, você o conhece. Da minha escola, ele virou meu vizinho.
- Não consigo lembrar. Você nunca nos apresentou.
Droga, é verdade. Eu costumava ter vergonha dele, pensei.
- Tudo bem, deixa. -dei de ombros e mostrei a caixa pra ela. -Tá aqui a prova, eu nem abri ainda. HÁ!
Ela riu, comecei a colocar os pratos, copos e talheres em frente a eles enquanto me olhavam. Eu estava sorrindo, era tão estranhamente bom vê-los.
- Tem alguma coisa diferente em você SeuNome. -ela me olhava. -Não sei ao certo o que é, no seu jeito de agir e falar. Está tão...diferente.
- Eu continuo eu mesma!
Terminei de nos servir e sentei, na frente dos dois de modo que eu pudesse olha-los enquanto conversávamos. Eu sentia que queria dizer tantas coisas mas não sabia exatamente o que era.

- A comida está ótima! Você mesma que fez?-consenti. -Mesmo?
- Mãe! Você tem que duvidar de mim em tudo? Esse era um dos nossos problemas.
- Desculpe, é que você geralmente só tem coisa artificial em casa. Estou feliz. -dei de ombros tentando não brigar com ela.
- Ahm...e como foi na viagem de iate? Espero que tenham se divertido, eu sei quanto queriam fazer algo assim mas não tinham tempo nem dinheiro...
- É, você sabe, as coisas melhoraram. A viagem foi maravilhosa, visitamos tantos lugares!-ela parecia tão feliz em falar cada detalhe. -Tiramos centenas de fotos, jantamos e encaramos a vista, seu pai até criou coragem para pescar!-rimos e ele assentiu. -Não gostaria que tivesse sido diferente, foi perfeito. É bom fazer algo assim na velhice para descansar a cabeça dos problemas.
- Mas, vocês não são velhos. E...
- Olhe para nós, filha. -mexeu a comida no prato. -Tudo bem! Nós estamos felizes. Só queríamos te ver com mais frequência.
- Eu gostaria de ter ido com vocês mas...-mexi a cabeça. -As coisas estão confusas. É só difícil ser adulta. -eles concordaram.
- Ver um filho ficar adulto, é mais difícil. -argumentou meu pai. -Nós nos acostumamos, e você parece muito bem. Está passando por muitas coisas e ainda sim está linda.
- Obrigada, mas vocês não precisam ser legais, sei que tenho sido uma filha terrível. -murmurei. -Eu queria pedir desculpas por tudo que fiz, e tudo que eu falei. -os olhei por cima dos copos, pareciam levemente tristes. -Eu ouvi a mensagem de voz, mamãe.
- Esquece isso, filha. Nós também falamos o que não queríamos para você e no final das contas nada daquilo era verdade, e nos ligar convidando-nos para vir aqui conversar foi um ótimo gesto da sua parte. Acima de tudo, sabe que temos orgulho da mulher que você se tornou.
- Sim, eu sei. Obrigada gente, eu amo vocês.
- Também te amamos. -disse meu pai. -E nós também...er, recebemos o convite para o seu casamento. -quase me engasguei. Era realmente estranho isso sair da boca do seu pai.
- É, achamos que quando chegasse o dia você nem sequer ia nos convidar. -bebericou de seu suco. -Foi uma surpresa!
- E...não vão brigar comigo por isso? Ou com o Louis? -meu pai fez uma expressão como se sentisse culpado.
- É difícil pra nós...-olhou minha mãe que levantou as mãos. -Pra mim, aceitar que você vai se casar. Eu sei que já é adulta e tem suas escolhas mas ainda te acho muito nova minha filha. E esse cara...ele não tem nada a ver com você.
- Pai eu entendo que seja difícil ver a sua garotinha crescer, saber que ela vai se casar, você está assustado e isso também me assusta. Mas eu só queria o apoio de vocês, eu preciso dele. -os encarei, depois de alguns minutos de silencio minha mãe concordou com a cabeça e pegou na minha mãe murmurando "Sim, eu te apoio", olhou para o meu pai que ainda estava em silencio.
- Querido?
- Pai?- continuou sem responder. -Eu sei o que houve no nosso noivado, todo o vexame, as brigas. Louis acha que nunca conseguiu agradar você, e eu sei que ele tentou. Pai, você estragou o meu noivado. -ele estava sério, largou o copo em sua mão.
- Bebê, desculpa. -minha mãe tentou consertar. Eu o olhei.
- O que foi? Não, eu não vou pedir desculpas. Aquele imbecil que você chama de noivo me provocou, ele mereceu.
- Mas eu não mereci pai, era um dia importante. Por que não pode aceitar como a mamãe?
- Nunca! E por mais que te desculpamos, você nos humilhou na frente de todos, SeuNome. Eu e sua mãe, que te colocamos no mundo, fizemos sacrifícios por você e te amamos quando ele nem sabia que você existia. E você disse que não queria mais nos ver na frente de todos...não me importa quem ele é, o que ele tem, esse babaca fez a sua cabeça para se afastar de nós. -me levantei com muita raiva acumulada pelas ultimas palavras, eu queria explodir em lágrimas e gritos.
- Foi esse BABACA que não concordou com o que eu fiz, esse babaca que insistiu que eu conversasse com vocês, que eu me redimisse, esse babaca que está tentando consertar as coisas. Nós nos amamos, vocês não enxergam?
- Chega. -ele se levantou também. -Não sou obrigado a ouvir isso. E nem a aceitar isso. -minha mãe o acompanhou com uma expressão triste e sussurrou "desculpe" para mim antes que saísse atrás dele. Eu não fui atrás, eles conheciam a saída. Depois de alguns segundos ouvi a porta da sala bater, com isso me sentei novamente na minha cadeira, passando a mão na cabeça. Que desastre, eu queria me desculpar e nem consigo fazer isso direito sem arrumar mais brigas. Adolescente ou adulta, vai sempre ser assim meu relacionamento com eles? Como ele pôde? Depois de tudo ainda dizer que Louis nem sabia que eu existia, dizer que eu os humilhei.
No fundo, era destrutivo saber que a culpa era toda minha.
Fiquei quieta pensando por alguns minutos naquele pleno silencio, depois levantei para guardar aquela comida toda, eu já tinha perdido completamente a fome para terminar de comer. Então suspirei no mesmo instante que Helena avisou que estava vindo para a minha casa, e eu pensando que ela estivesse brava comigo. Ela era estranha as vezes.
Fui assistir tv enquanto esperava-a chegar, não estava nem um pouco afim de abrir as pastas com o trabalho para terminar naquela hora. Ouvi um barulho vindo de fora e fui até a janela ao lado da porta vendo que Helena acabava de tropeçar no degrau e Louis estava a ajudando e rindo. Abri a porta antes que tocassem a campainha.
- Oi Helena, e Louis. -disse confusa. -O que veio fazer aqui?
- Bom te ver também amor. -ele abriu seu melhor sorriso. -Estava vindo para a sua casa e encontrei a Helena pelo caminho, aí ofereci uma carona.
- Ah, que bonitinho. -tentei esconder o ciume mas sei que soei irônica. Pedi que entrassem. -Lena, te vi saindo do trabalho hoje.
- É, eu pedi a conta.
- Sinto muito. -a abracei. -Achei que ia se despedir ou pelo menos me dar um 'oi' hoje, mas você passou reto. Achei até que estivesse brava. -ela revirou os olhos.
- SeuNome, cresce, a gente não está mais no colegial. Somos adultas. E eu não estava afim de falar com ninguém naquela hora. -assenti e fui até a cozinha sendo seguida por ela, eu estava me sentindo tão mal. Peguei a caixa de chocolates e comecei a comer.
- Ei, ei! Você tá querendo engordar até o casamento?-tirou da minha mão. -Não vou deixar, esqueceu que sou sua madrinha?-tampei sua boca.
- Shh! Cala a boca, Louis vai ouvir. -olhei pela porta da cozinha e ele estava no sofá da sala. -Ele ainda acha que é a Eleanor. -sussurrei.
- Isso não importa, por que comprou isso?
- Não comprei, foi o Mark Johnson que me deu de presente.
- Mark Johnson?-arregalou os olhos. -O nerd do ultimo ano?-revirei os olhos.
- Pelo amor de Deus, Helena. Olha só quem não cresceu, esquece essa merda de rótulo.
- Você está por cima SeuNome, ele é um completo perdedor dentro e fora da escola, e você não devia tentar falar com ele. -andou em círculos. -Não acredito que vocês ainda tem contato. Espero que ele não apareça no casamento para nos envergonhar!-pôs a mão na cabeça.
- Eu queria dizer que não estou te reconhecendo Lena, mas infelizmente o pior é saber que eu estou.
- SeuApelido, sou sua amiga e por isso é melhor eu te dizer quem é legal ou não.
- Você? Eu sei controlar a minha própria vida. -ela riu.
- Mas não parece. Nos últimos dias 'tá parecendo que está de pernas para o ar, prestes a ter um piti. Eu sou sua amiga, ajudo no que precisar mas não vou deixar que você envergonhe nós duas levando aquele nerd.
- É o meu casamento!-esbravejei. Algo no meu bolso apitou exatamente na hora em que Louis entrou na cozinha. Senti meu corpo inteiro gelar e peguei meu celular, lendo a mensagem daquela pessoa que eu até já imaginava. Queria poder controlar minha ansiedade e pavor de transparecer preocupação mas não sabia se conseguia.
- Não me diga que é ele! -bufou Lena.
- Ele quem?-Louis se intrometeu.

"Garota você está tentando me enlouquecer. Não sei mais quanto tempo vou aguentar longe de você, só consigo ficar pensando em nós e as coisas que você faz comigo, sinto falta de tudo em você. Me responda logo por favor, senão eu irei até aí para te ver mesmo correndo o risco e vou te fazer me pagar de um jeito muito bom pra mim por todo esse tempo sem respostas, se é que me entende. 
amor, J. "

- Uma mensagem da minha avó! Ah, que saudade dela!-disse fitando a tela do celular.
Eles me olhavam estranho, talvez eu não tivesse fingido tão bem quanto esperava, mas nenhum dos dois disse nada, Louis deu de ombros e pegou um copo d' água na geladeira enquanto Helena balançava a cabeça negativamente de cara feia pra mim. Eu sabia que ela estava pedindo por uma briga, mas sinceramente, eu não tinha a mínima vontade de continuar com esse assunto. Eu tinha coisas piores para resolver.

- Bom garotas, eu já deixei a Helena então tenho mais o que fazer. -nos olhou. -Pelo visto vocês estão querendo conversar sobre coisa de mulher, cor de calcinha, absorvente de enfiar e essas coisas então eu não vou atrapalhar.
- Absorvente de enfiar?! LOUIS SOME DAQUI. -gritei arregalando os olhos o fazendo gargalhar.
- Até mais Lena, e tchau braveza. -disse indo até a porta da cozinha.
- Espera! Volta depois, por favor.
- Não era para o pobre Louis sumir?-fez uma vozinha fina.
- Não me irrita.
- Tá bom, se der para sair mais cedo da coletiva de imprensa eu volto. Te amo. -ouvi a ultima frase mais fraca seguida do clique da porta. Agora era só eu e Helena que agora estava em completo silencio.
- Quem é 'J', SeuNome?-me pediu seca.
- Como é?
- Não se faça de idiota, ouviu muito bem. E não negue, não tenho tempo para ser desperdiçado com mais mentiras suas. Aliás, mentir. É só o que você sabe fazer? Mentir para o Louis, para os seus pais, pra mim, para todo mundo. Mas eu não sou idiota como eles. -jogou o chocolate que segurava no balcão e olhou meu celular. -Era dele a mensagem?
- Era da minha avó, ela estava aceitando o convite para o casamento. -riu.
- Chega de mentir, já está ridículo.
- Por que está fazendo isso? -balancei a cabeça.
- As pastas do Bill, está com elas?
- O que quer diz...
- SIM OU NÃO?!
- POR QUÊ? -disse na mesma altura. O que deu nela?
- Eu tenho vigiado você, aliás, acho que é trabalho de melhores amigas. Mas acima de tudo o melhor é que a gente descobre os podres delas. Eu sei que você se encontra com Jonathan a quase um ano pelas costas do seu querido noivo. Eu ia segurar essa, mais essa pra você, mas agora que eu saí daquele trabalho, vou me vingar do Bill pelos últimos anos que ele me fez de escrava naquela maldita revista e ainda sim dando todo o crédito sempre pra você, eu cansei de ser capacho. Vou pegar as ideias de final de ano que você planejou e vender para uma amiga no exterior que precisa delas. Em troca, não destruo seu casamento contando do seu amante para o Louis. -me encontrei pensativa por menos tempo que imaginava. -Cadê as pastas?-pediu entre dentes. -Pensa rápido, vou ligar para o Louis. -tirou seu celular do bolso.
- Ele não vai acreditar em você.
- Com as provas que eu tenho? consegui grampear seu e-mail a três meses, e você, tem um grande fã sexual. -riu. -Então eu não duvidaria.
- Estão na sala. -desviei os olhos dela e fui até lá, olhei no sofá e estavam as pastas que trouxe do trabalho com o tudo que fiz na ultima semana, tudo que passei noites acordada terminando de pesquisar planejar. Entreguei a ela de má vontade. Helena sorriu vitoriosa, em seguida indo até a porta mas eu segurei seu braço com força. -Se contar alguma coisa...
- Trato é trato. -disse séria e eu assenti do mesmo jeito, soltando seu braço. -Brinca bastante com o Jonathan. -piscou sussurrando e cruzei os braços a vendo ir embora. Suspirei e fechei a porta, subindo para fazer algumas ligações.

[...]

Eu estava no quarto, com dois telefones na mão, suspirava e respirava mais fundo a cada ligação que dava, na pausa entre elas as vezes fazia algumas flexões no tapete e não sei porquê. Aquilo tudo era muito cansativo, e agora eu não tinha mais uma madrinha. E com isso conclui rapidamente que briguei feio com três pessoas que eu mais confiava e acho que os perdi de vez, acho que não estava preparada psicologicamente para isso. Ouvi a buzina lá debaixo e fui olhar pela janela e seu carro estava ali. Fiz questão de olhar no relógio antes de descer para a sala, haviam se passado exatamente cinco horas desde que ele falou que voltaria. Peguei meu celular por estar esperando mais uma ligação em alguns minutos e fui até a sala, me surpreendendo por Louis já estar nela sem que eu abrisse a porta, que agora ele fechava com facilidade como se já estivesse acostumado.

- Amor?
- Ei! -tentei sorrir e ele riu.
Louis deu uma boa olhada em mim e se aproximou, me dando um selinho demorado.
- Não quero te assustar mas parece que você rolou de uma montanha, amor.
- Que bom que você notou o óbvio. -disse com ironia ao ver no espelho redondo da parede meu cabelo totalmente desarrumado, a maquiagem dos meus olhos borrada e minha total cara de cansada. Esse negócio de organizar preparativos, ligar para trinta pessoas, agendar lugares, ainda ligar para minha assistente e ouvir que ela ainda não conseguiu localizar aquele cara, isso era realmente estressante. -Como você entrou?
- Tenho uma cópia da chave, lembra? Eu não gosto de usar e entrar sem tocar a campainha mas queria fazer uma surpresa. -sorri. - Então, porque você não larga um pouco esse celular?-pediu com uma voz calma, o que era estranho.
- Não vai dar, eu estou esperando uma ligação sobre os convites e...-Louis tirou da minha mão e jogou no sofá.
- Tenta relaxar um pouco, esquece os preparativos.
- É tão bom ouvir isso!-suspirei pesadamente. -Está tão frio, quer um chá?-Louis assentiu e me seguiu, ficamos na cozinha conversando enquanto eu terminava de preparar o chá pra nós dois, eu queria mesmo relaxar e nenhuma bebida me deixava mais calma.
- Como você está?-o olhei nervosa. -Não parece bem, e eu não queria dizer isso, mas estou ficando preocupado. É que nos últimos dias você tem agido como se não estivesse nada bem. -se debruçou no balcão. -Só espero que a culpa não seja minha. Eba, chocolate!-disse rápido vendo a caixa aberta.
- Eu...já te disse, só estou cansada mesmo. -sorri. -Se quer saber, pensei no que disse e chamei meus pais para almoçar.
- E como foi?
- Péssimo. -dei uma olhada na chaleira. -Quer dizer, no começo achei que tudo ia dar certo mas depois meu pai saiu do controle e brigamos.
- Tem certeza que não provocou?-o olhei feio.
- Louis, tá com cera no ouvido? Eu comprei comida saudável, quase me matei pra preparar tudo a tempo e pedi desculpas por coisas que nem me lembro, mas ele não quer aceitar que eu vou me casar.
- Sinto muito, SeuNome.
- O pior é saber que ele não vai entrar comigo na igreja. -coloquei o chá na mesa, servindo duas xícaras e em seguida lhe empurrei com cuidado uma.
- Está complicado. -disse Louis pegando sua xícara e começando a beber.
- É. -concordei e fiquei lhe olhando beber. -Para piorar também consegui brigar com a Helena depois que você saiu.
- Você é uma garota encrenqueira. -arqueei a sobrancelha. Eu estava tensa e Louis começa a fazer graça -Mas duvido que já tenha mostrado a bunda para o diretor da escola. -ri.
- Vai se sentir melhor se eu disser que não?-ele me olhou horrorizado após minha provocação.
- Não acredito SeuNome! Que vad...
- Olha a boca! -gargalhei.
- Eu posso ser xingado de tudo por você né?-deixou sua xícara na mesa.
- Sim, porque era tudo verdade. -dei de ombros me sentindo melhor. -Já você não pode me xingar de nada porque EU SOU UMA DAMA DELICADA. -gritei forçando uma voz grossa.
- Que machona. -gargalhou.
- Que viado.
- Somos o casal perfeito. -deu de ombros.
- Você só sabe fazer graça?-joguei nele o pano de prato.
- É a segunda coisa que eu faço de melhor amor. A primeira é na cama, você sabe. -olhei para baixo tentando não corar. Acho que o melhor de tudo em estar com o Louis era ser sua melhor amiga, isso as vezes até me fazia esquecer que estávamos juntos de verdade. -Sinto sua falta o tempo todo, isso é normal?
- Eu não sei. -olhei para baixo, encostando a cintura na beira da pia.
- Ei sua chata!-o olhei levantando a cabeça. -Está cumprindo a promessa que me fez, né?
- Estou.
- Acho bom!-me analisou. -Essa carinha triste, pensativa que você está fazendo deve ser fofa pra muita gente mas eu não gosto de fofura, quero ver um sorriso aí. Daqueles bem grande de explodir o rosto, acaba com essa fofura que está feio. -eu gargalhei de suas palavras e abri um sorriso bem grande.

Louis riu e isso o fez sorrir também. Irritante a forma como ele me fazia mudar de água para o vinho em tão pouco tempo, eu só precisava do seu jeito, das suas palavras idiotas que me cabiam tão perfeitamente. Ele me deu as costas e pegou um rádio que estava escondido atrás da pequena tv ali no balcão e o puxou, ligando-o. Ficou mudando de estação, só tocavam músicas chatas ou deprimentes que não duravam mais de dois segundos antes de Louis reprovar e mudar de novo. Até eu soltar um grito.
- PARA!-ouvi melhor a melodia do começo de uma música que aparentemente acabava de começar. "acordem, crianças. Nós temos a doença dos sonhadores". -LOUIS LEVANTA O VOLUME!
- O quê? Por quê? -era aquela música que estava tocando no rádio noite passada quando eu estava indo para a festa no trabalho. Aquela música que me fez sentir tão viva. Eu não respondi e Louis aumentou o som. A música se instalou por toda a cozinha, eu coloquei a mão na boca com um sorriso lembrando exatamente daquela letra que agora estava tocando.

Frenemies, who when you're down ain't your friend (Amigos, inimigos. Que quando você está pra baixo não são seus amigos)
Every night (Toda noite)
We smash their mercedes-benz (Nós amassamos seus Mercedes-Benz)
First we run (Primeiro nós fugimos)
And then we laugh till we cry (E então nós rimos até chorar)

Louis sorriu e se afastou do rádio, se aproximando de mim e puxou minha mão, eu hesitei negando e ele me fez cócegas por trás deixando-me fácil de segurar sem que me esquivasse novamente, e a música começou a fazer nossos corpos dançares juntos. 


But when the night is falling (Mas quando a noite está chegando)
and you cannot find the light (E você não consegue encontrar a luz)
if you feel your dream is dying (Se você sentir que seu sonho está morrendo)
Hold tight (Segure firme)

Olhei rapidamente durante um giro pela pequena janela em cima da pia vendo a chuva que começava a cair enquanto aquela melodia perfeitamente contagiante fazia Louis rir no meu ouvido, seus braços em volta de mim esquentavam meu corpo frio fazendo-me sentir algo como um pequeno choque térmico, nós pisávamos errado, um nó pé do outro, Louis quase me deixava cair, ele me girava e dançávamos de qualquer jeito, como se o mundo fosse só nosso e ninguém pudesse nos ver. Mas eu podia dizer com toda a sinceridade do mundo que na minha mente naquele momento só havia nós dois, e aquela música. 



You've got the music in you (Você possui a música dentro de si)
dont let go (Não deixe que se vá)
You've got the music in you (Você possui a música dentro de si)
One dance left (Só falta a dança)
This world is gonna pull through (Esse mundo vai sobreviver)
Dont give up (Não desista)
You've got a reason to live (Você tem uma razão para viver)
you only get what you give (Você só recebe aquilo que você dá)



CONTINUA...
Hey amores!
Aí está, ficou grandinho eu acho. Estou gostando de como está desenrolando as coisas, e principalmente do relacionamento deles, assim que eu gosto dos casais: que conversam como melhores amigos, se pegam que nem dois tarados e discutem como casados. KK parei.
Vou tentar postar mais, ok? 
Daqui a pouco posto o BO'M becauseeeeee
EVERYBODY WANNA STEAL MY GIRL EVERYBODY WANNA TAKE HER HEART WAYYY

4 comentários:

  1. Só eu que estou emotiva, gente? Alguém me socorre! Tá perfeito, minha maninha é demais!
    xxx

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  2. SeuNome e Louis é muito amor gente eles não podem se separar <3

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  3. Olá Lizzy amei o capítulo está íncrivel,parabéns menina!!!!!!

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  4. Amei mas poderia atualizar com mais frequência?
    Poderia pedir para a debby continuar a que ela começou?
    E para a stéfane moreira e tbm pra bruna bright?Obg desde já!!!
    - Lú

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