Longfic - / Believe in Me (Parte 6)

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Capítulo 06 - Eu tenho que te dizer a verdade

SeuNome P.O.V's

Coloquei um cd antigo da 1D para tocar enquanto terminava de me arrumar, eu acho que nunca senti tanta a falta de Louis antes, e ouvir sua voz naqueles solos me deixava menos nervosa. Muitas pessoas iam estar lá, mais gente que eu teria que enfrentar. Mas eu estava animada. Talvez eu tivesse que parar de ver tudo como um desafio mas isso simplesmente não saía da minha mente. Terminei de arrumar minha bolsa, coloquei meu anel de noivado me sentindo confiante, ajeitei meus cabelos e maquiagem depois de terminar de falar com a Helena que perguntava com que roupa eu iria. Dei uma arrumada no meu quarto com um pouquinho de tempo de sobra, quem diria que hoje pela primeira vez eu não chegaria atrasada em algum lugar. A noite estava muito agradável, peguei meu carro na garagem e me animei completamente ao ouvir o motor forte ao liga-lo. Dei partida e liguei o rádio ao deixar a minha rua, tinha arrumado o cabelo mas não estava nem aí, deixei a capota aberta para sentir aquele vento gélido e maravilhoso batendo no meu rosto e esfriando meu corpo enquanto eu estava na estrada, bagunçando meus cabelos como uma dança, eu estava sentindo uma ótima sensação, misturada com a liberdade de poder ir onde quer que eu decidisse. Tocava uma música maravilhosa que combinava com o que eu estava sentindo, girei o botão tentando apreciar a letra que dizia coisas como "Se você sentir que seu sonho está morrendo, segure-se firme. Você tem a música em você, só falta a dança." e "Esse mundo vai sobreviver, não desista, você tem uma razão para viver. Não esqueça, você só recebe o que dá". Com essas frases na cabeça, cheguei ao prédio na qual trabalhava, haviam muitas fileiras de carros por todos os lados, estacionei com todo o cuidado do mundo pensando na razão de meu carro ir para o concerto, e isso me fez rir sozinha. 
              Na porta não consegui localizar ninguém conhecido de primeira, cumprimentei algumas pessoas ali que aparentemente me conheciam e fingi que lembrava também os conhecer, depois peguei uma taça de champanhe da bandeja de um garçom que passava servindo a todos e continuei andando. Logo Helena veio até mim e me abraçou rapidamente, nós trocamos rápidos elogios pelas roupas e ela me arrastou até um grupo de gente importe da revista que conversavam com descontração. 

- Aí estão vocês! Olhem só essas roupas...-Bill disse animado. -Dignas de serem duas deusas da moda. -nós rimos e ele cumprimentou as pessoas ali. -Você está maravilhosa SeuNome. E você também Helena. 
- Que isso, são seus olhos Bill. -disse ela. 
- Bem pessoal, a festa ficou maravilhosa graças a essas duas que ajudaram no comitê. Aproveitem. -ele disse e nos guiou até outras pessoas, eu olhava em volta mas não reconhecia ninguém, e mesmo assim não conseguia me sentir indiferente ali, o clima estava muito agradável. Só queria que Louis pudesse ter vindo. Bebemos e conversamos, aquela festa era muito mais madura do que eu estava acostumada, eles falavam que a revista estava melhor que nunca, tivemos as vendas triplicadas nos últimos meses e isso era perfeito. Quando eu via a Lena falando me dava um nó no estômago de saber provavelmente amanhã ela já ia pedir demissão e eu não teria mais nenhuma amiga no trabalho. 
- Eu vou daqui a duas semanas e meia para Milão, uma amiga quer que eu desfile. Não é loucura?-eles riram.
- Meu Deus, é maravilhoso!- um cara disse, Helena me olhou estranho, como se estivesse com um pingo de inveja. 
- Vai ser. -disse. Senti batidinhas no meu ombro e virei, vendo a garota da foto do Facebook com um sorriso de ponta a ponta ao lado de um cara.
- SeuNome! Aí está você!-me abraçou. -Esse é o meu novo namorado, Diego. Eu o conheci no Peru, te falei, lembra? Você recebeu minha mensagem de voz?
- Sim! Ah oi!-apertei a mão dele. -Que bom que vieram. -sorriram e percebi algumas pessoas me chamando numa mesa adiante. -Com licença. Aproveitem, depois a gente se fala. -ela assentiu e eu fui até a mesa passando por toda aquela gente, ouvindo a música animada e ver tantas pessoas sorrindo. Uma garota de aparentemente uns 25 anos no máximo fez um sinal para mim sentar ao lado dela. 
- SeuNome, você está linda, fabulosa!-eu ri. 
- Não sou fabulosa, mas obrigada. Talvez linda. Uhm, talvez fabulosa também. -dei de ombros a fazendo rir e olhei em volta. -Você também está linda. 
- Eu fiquei feliz que me convidou. A última vez que nos vimos foi naquela festa em Vancouver, lembra-se?
- Claro!-sorri, lembrando da foto que vi. Ela olhava demais para um canto do salão. -Uhm...está de olho em alguém?
- Na verdade eu...estou. -disse baixo apontando para um cara discretamente. -Nós nos gostamos a meses mas acho que ele nunca vai querer nada. -balancei a cabeça, sorrindo para baixo. 
- Nada disso, escuta. -ela me olhou. -O garoto gosta de você, você gosta do garoto. Sexo. -levantei a sobrancelha com um ar malicioso. 
- Você é demais, SeuNome -ela riu.
- Olha lá discretamente, ele está olhando pra cá. -ela sorriu e bebeu em apenas um gole todo o liquido de seu copo. -Deixa eu ver...-fiz ela me olhar e arrumei seu cabelo, tirando de seu rosto. -Está linda, vai lá. Agarra o seu homem. -ela gargalhou e se levantou, eu fiquei discretamente olhando-a caminhar até lá e começar a conversar com ele. Eles se gostavam, estava na cara para quem quisesse ver. A sensação de ajudar alguém era tão boa, eu devia fazer mais isso. Não que isso concertasse as coisas ruins que fiz. Mais pessoas começaram a conversar comigo sobre a revista, cumprimentei muitos, então em cerca de meia hora começamos a pedir o jantar, aqueles amigos que convidei mal falavam comigo, na verdade só ficaram para tirar fotos e perguntar da minha vida, depois se mandavam. Ótimo, mais pessoas falsas era tudo que eu precisava. Bebi meu champanhe vendo que todos já estavam deixando as mesas, dançando e conversando novamente em todos os cantos. Eu ia para a parte aberta do salão tomar um ar quando vi que a minha assistente apareceu, disse que tinha alguém que tinha acabado de chegar e estava me procurando. Apontou para perto da entrada e agradeci, indo até lá. Quando me aproximei meu coração disparou.

- Louis. 
 

- Oi SeuNome. -sorriu. Ele trajava um terno preto perfeitamente passado, seu cabelo estava para cima e me olhava curioso com as duas mãos no bolso. Fiquei imaginando que seria assim no dia do casamento também, e isso me fez sentir um incômodo frio na barriga. Eu sorri, feliz por ele estar ali mesmo depois de ter avisado que não poderia. Olhei em volta e me aproximei o abraçando. -Você está...linda. Meu Deus como pôde sair de casa assim? Só para outros se apaixonarem pela minha garota?-seus braços me entrelaçaram e eu ri. 
- Eu achei que você não viria!
- Também achei, mas corri para chegar em Londres a tempo de pegar pelo menos uma parte da festa. Sei que o seu trabalho é importante pra você e...
- Você é demais. 
- Eu faço tudo por você, sabe não é?-balancei a cabeça em afirmação sem conseguir conter um sorriso. 
- Que bom que está aqui. Você perdeu o jantar. -seu braço acariciou minhas costas. 
- Já jantei, amor. -olhei em volta e a festa estava bem ainda ainda. -Estou orgulhoso de você, conseguiu fazer tantas coisas em pouco tempo e ainda trabalhar...Parece demais pra mim.
- Isso porque você é preguiçoso. -Louis fez uma cara engraçada confirmando.
- É, você me conhece bem. -olhei para as portas de vidro que davam para a parte aberta. 
- Eu estava indo lá para fora, você vem? -Louis assentiu e colocou a mão na minha cintura, me guiando até lá. Umas pessoas acabavam de sair, deixando o lugar tranquilo apenas para nós, as flores enfeitavam os cantos, tinham algumas mesas e lâmpadas coloridas e fracas por todo lado. A decoração estava maravilhosa depois de tanto esforço daquelas pessoas...e ainda levei o crédito sem ter feito nada. Que tipo de pessoa eu era? Acontece que, tinha cansado de me fazer essa pergunta e não gostar da resposta. Andamos até o parapeito que eu me encostei sentindo aquele ar agradável, a vista do topo do prédio era esplendida, dava para de cima milhares de luzes da cidade. Eu queria ficar ali para sempre. 
- Se quiser conversar mais sobre o casamento...-deixou a frase morrer no ar enquanto olhava a vista. Eu peguei em sua mão por cima do parapeito. 
- Eu sei o que eu quero. -disse certa e ele olhou para nossas mãos. 
- Esse anel não ficaria desse jeito em mais ninguém. -olhei para baixo, rezando para não estar vermelha.
-Tem tantas preocupações, tantas coisas que precisamos fazer o dia todo e tão pouco descanso, eu não quero mais discutir e ficar andando em círculos. -Louis subiu num pulo no parapeitos, sentando. Ele gesticulou os lábios várias vezes a procura de palavras.
- Eu fico mais tranquilo de saber que você está certa disso. Porque eu estou. -sorriu, e em sua expressão eu podia notar sua adoração por mim. Aqueles olhos iluminados com cuidado pela luz da lua, tão enfeitiçados. Aquilo me fez cair aos pedaços. -Sabe -riu-, eu estava comentando hoje com o Dan, não sei o que faria se seus sentimentos por mim mudassem. 
Me olhou e depois continuou:
- Nós passamos muitas coisas. 
- Eu sei, e te garanto que meus sentimentos estão muito longe de mudar. -peguei duas taças de champanhe que estavam numa bandeja quase vazia em uma mesa intocada ao meu lado e entreguei uma a ele. Louis bebeu um gole. 
- Então, você viu seus amigos hoje?
- Sim, vieram alguns hoje mas com muitos eu mal conversei. -ele olhava para baixo, passando os dedos por sua taça, sentado daquela maneira, estava tão desejável. -A Helena vai pedir demissão.
- Isso é ruim. -disse e eu concordei. -Mas você vai se acostumar, tem outros amigos no trabalho. -olhei para baixo balançando a cabeça e limpei a garganta. Pensei em falar da Eleanor e que a dispensei como madrinha mas resolvi não dizer para estragar aquele clima em que estávamos. Louis desceu do parapeito e sussurrou. -Quer passear?

Apenas consegui concordar com a cabeça. Terminei de beber meu champanhe vendo que o copo de Louis já estava vazio, deixamos os dois com um garçom e de volta dentro do salão na qual estava mais vazio agora, algumas pessoas se aproximaram para se despedirem de mim ou para cumprimentar Louis. Falamos rapidamente com aquele pessoal e eu percebi como ele era simpático com as pessoas, parecia que todos o adoravam. Eu gostaria de conseguir pensar que tinha sorte. Louis e eu saímos do prédio com o meu carro, ele me elogiou ou algo assim pelo jeito que estava dirigindo, depois quando parei no posto de gasolina tivemos que trocar de lugar já que ele queria me fazer uma surpresa. Depois, ele dirigiu pela Westminster por um longo período enquanto ouvíamos música e eu olhava maravilhada a cidade pela janela. Entramos no drive-tru do McDonald's para comprar dois sorvetes, eu estava rindo por estarmos fazendo isso, está aí uma cena que nunca imaginei. Depois passamos por outros bairros muito movimentados como Covent Garden e Strand, ele contava umas piadas sem graça que eu não entendia o porque de me fazer rir tão verdadeiramente. Talvez fosse porque eu era outra, completa idiota. Aquilo tudo, sons, luzes e sabores misturados as risadas que eu estava dando tornava um passeio tão simples perfeito. 
           Quando chegamos perto daquela famosa ponte, a London Bridge, Louis deu um jeito de estacionar o carro perto de um bar, claro que xingou um monte por tentarem entrar na frente dele na fila de carros, eu quase me engasguei com o sorvete. Descemos cada um com seu sorvete pela metade e fomos caminhando até chegar as margens da ponte, onde naquele pouco espaço pessoas andavam de bicicleta e caminhavam. O vento começou a bater um pouco mais forte contra nós e eu fiquei irritada pelo meu sorvete derreter, enquanto isso é claro que Louis ria de mim, mas nada de tentar me ajudar. Tive que ficar lambendo minhas mãos já que tinham se sujado, joguei a casquinha em um lixo e Louis ainda ria. O mandei calar a boca alto, e não adiantou nada. Então comecei a correr dele pela ponte, passando por muitas pessoas, correndo como se minha vida dependesse disso enquanto o vento se chocava com força contra mim, eu carregava um sentimento que não conseguia explicar no peito. Olhava para trás de vez em quando, Louis estava tentando me alcançar e então eu corri mais, só que agora voltando, passei por ele que ficou confuso e eu ri por ele ter que correr de volta, ergui meus braços sentindo aquela sensação quando fui tomada por braços urgentes me fazendo parar e dar um gritinho.

- Droga, você é terrível!-ele ria ofegante me segurando. -Não me lembro de ter te visto correr assim desde que o cara do cartão de crédito apareceu. -sorri largamente contendo o riso. 
- Estou feliz. 
- Posso ver. -beijou minha testa soltando meus braços e pegou minha mão. -Se precisar de alguém para terminar de lamber seus dedos é só falar. -piscou e eu ri.
- Nojento! 
- Ou...eu posso te jogar aqui de cima e você se limpa na água. -olhei para baixo vendo as luzes da ponte refletirem na água. Eu estava distraída e Louis me deu um pequeno empurrão fazendo meu coração pular, mas me segurou em seguida. Eu lhe empurrei para longe. 
- Tá louco, babaca? -Louis ria na cara de pau. 
- Louco por você, gata. -o alcancei para empurrar de novo, e assim fiz umas três vezes fingindo estar brava. -Para que assim você me magoa. -o empurrei. -Isso, continua empurrando, eu sei que você só quer pegar no meu tanquinho. 
- Grande tanquinho esse. -disse com desdém. -Sem tanquinho e com voz de menina, onde foi que eu me meti?
- COM VOCÊ EU NÃO CASO MAIS. -muitas pessoas que passavam por ali olharam e eu escondi o rosto de vergonha. Caminhamos de volta olhando o céu e ele dizia coisas idiotas como que estava muito ofendido e que não ia mais ter casamento, depois me perguntava porquê eu estava rindo tanto. Chegamos até o carro e Louis deu partida, dirigindo agora para um lugar que eu não fazia ideia. Ouvimos umas músicas no rádio e então fiquei surpresa de alguns minutos depois chegarmos a minha rua, Louis diminuiu a velocidade e estacionou na frente da minha casa. Ele largou o volante com um suspiro e descemos, eu corri na frente para abrir a porta e quando ele terminou de trancar o carro parou na mesma enquanto eu já estava na sala. -SeuNome, pode voltar aqui pra fora. -disse e eu fui até ele que estava parado na porta. 
- Sim?
- Sim?-ele me imitou com uma voz irritante. -Tá falando como se eu fosse o entregador de pizza. -continuou- Vem aqui que eu quero te carregar para dentro no colo. -eu levantei a sobrancelha como se perguntasse "sério?" com ironia. -Estou treinando, SeuNome!-choramingou e eu fui até ele que me pegou no colo num impulso. Eu gargalhei enquanto Louis realmente entrava desse jeito comigo, fechei a porta com um chute de leve e fui colocada no chão. -Sabe, senti falta do seu apartamento. Parece que não venho aqui faz uns três meses. Sinto falta das nossas noites...-olhava em volta.
- Uau. -foi o que consegui dizer. -Quer beber alguma coisa?-antes que ele respondesse, sumi para a cozinha. Na geladeira eu tinha visto uma garrafa de vinho. 
- Você não está com vergonha, está?-riu da sala e peguei a garrafa, em seguida mais dois copos. Eu estava sim, só queria que fosse perfeito. Voltei para a sala e liguei o som, tocava "Do You Love", eu aumentei o volume enquanto a música invadia todo o ambiente. 
- Não. -menti. Louis se aproximou servindo os copos, me deu um e começamos dançar de qualquer jeito. Eu não conseguia ter vergonha de dançar perto dele, como se já o conhecesse a anos. Começamos a beber e Louis imitava o cantor fazendo gestos enquanto cantava aquela letra pra mim.
- Do you Love me?- pegou a garrafa imitando um microfone. Eu estava a gargalhar. -I can really move! Ah, do you love? Now, that i can dance. -pulou no sofá como se estivesse fazendo um show. -Watch me now! Hey, work, work! -dos meus olhos estavam saindo lágrimas de tanto que eu ria. Comecei a dançar e cantar com ele, sem me preocupar com a hora ou com o barulho que estávamos fazendo, não pensava em nada mais, tinha esquecido dos problemas naquele momento. Esses momentos idiotas e mágicos...
         A música acabou e nós estávamos já sem os sapatos que deviam estar esparramados em algum lugar do tapete, a gravata de Louis frouxa em seu peito e meu cabelo devia estar uma bagunça. Começou a tocar uma música lenta que eu não conseguia identificar, Louis girou o botão da iluminação diminuindo-a, tirou o copo vazio da minha mão colocando na mesa e puxou minha mão trazendo meu corpo para perto de si e eu estremeci de estarmos tão perto de novo. Me sentindo fria, coloquei uma mão em seu ombro e a dele estava no meu quadril, então começamos a balançar ao som calmo, aquilo mal podia ser real. Mas eu já tinha me acostumado com essa ideia. 

- Obrigada. -sussurrei encostando minha cabeça em seu ombro. 
- Pelo o quê? Por ficar louco com você?-argumentou no mesmo tom.
- Por tudo. -ele suspirou e me girou lentamente, depois voltei novamente para a posição anterior. -Acho que você merecia alguém...melhor. -ele me olhou, havia pouca luz em seus olhos claros. 
- Não quero te ouvir dizendo mais isso. -falou sério. -Não quero alguém perfeito, é irritante. Você que é perfeita pra mim. -neguei tentando fingir que não doía fazer aquilo. E como doía, mas era verdade. Eu tinha que lhe dizer a verdade. Louis mantinha seus olhos em mim, então inclinou seu rosto estando perto o bastante para me beijar quando algo no meu bolso apitou. Olhamos para baixo e entendi ser meu celular, já devia esperar. Até tinha demorado. Aquele cara voltou a perturbar minha cabeça, eu tinha me esquecido completamente nas últimas horas. Ignorando o barulho, a mão de Louis acariciou meu rosto com cuidado me trazendo para perto novamente mas eu simplesmente estava abalada. Então me beijou.


Tudo tão rápido, tão complicado e simples ao mesmo tempo, tão estranho e de repente. Na minha cabeça eu sabia que não podia. Não era para ser. Mas eu queria, e como queria. Mais do que tudo. Por isso não resisti, minhas mãos foram até seus cabelos se enterrando neles eu o beijei retribuindo com toda a vontade que tinha, com todo amor reprimido, nossos lábios se movimentavam perfeitamente em um ritmo viciante pra mim, na minha cabeça tudo se tornou branco, mas também haviam cores. Cores por todas as partes, no meu peito aquela emoção ridiculamente infinita crescia a cada toque que eu sentia, seus lábios nos meus, seus lábios no meu pescoço. Puxei sua língua com a minha boca e suas mãos passeavam pelas minhas costas como se ele quisesse fundir nós dois em um, eu o empurrei com cuidado no sofá o fazendo sentar de mal jeito, sentando em seu colo minhas mãos subiram por seu peito segurando seu queixo e intensificando cada vez mais o beijo que partíamos de vez em quando por falta de ar depois começávamos de novo, eu podia continuar assim para sempre. Desabotoei sua camisa, puxando-a de uma vez junto com a gravata e dando uma olhada em seu peito que subia e descia. Suas mãos bagunçavam sem dó meus cabelos, nos livramos das peças de roupas com toda a calma do mundo aproveitando aquele momento e eu ofegava em seu pescoço, Louis me deitou e puxou minha ultima peça, de uma maneira como se já estivesse acostumado, eu estava tão nervosa. Uma das minhas mãos procuravam por ele naquele escuro passeando pelo macio encosto do sofá, Louis beijou meu peito deixando um rastro quente por ele e encontrou novamente minha boca. Eu queria poder contar a alguém o que estava sentindo, mas não conseguia nem eu mesma entender. 

[...]

A sala continuava escura, eu não queria dormir. Nem cochilar, simplesmente não queria fechar os olhos. Louis forçava os olhos para me olhar, eu piscava com um milhão de pensamentos em mente enquanto sentia dois dedos dele alisando a linha da minha coluna sendo que estava deitada de costas para cima e Louis já de cueca do meu lado. Eu encarava os traços de seu rosto mas mal podia vê-los, meus dedos passeavam por eles fazendo-me imagina-los, só queria saber onde apertava para continuar daquele jeito como se o mundo não existisse mais, só queria poder parar de pensar tanto como estava a horas atrás. Eu não conseguia me lembrar um clima de pós sexo nos filmes que fosse como aquele, nem de longe eu poderia imaginar outra pessoa que eu quisesse mais. Louis esfregou delicadamente seu nariz no meu e em seguida me deu mais um beijo calmo. Depois se levantou, acendendo a luz da sala e servindo mais vinho para nossas taças vazias de cima da mesa. Ele era maravilhoso vestindo somente aquilo. Sentei no sofá deixando meu vestido da festa num canto e colocando só a calcinha e sutiã, igualando nossas peças de roupas. Louis me estendeu o meu copo e eu peguei. Então ele sentou no sofá, com alguma distancia de mim. 

- Você bem que podia dormir aqui hoje. -falei ouvindo minha voz soando arrastada, depois bebendo um gole. 
- Bem que eu queria. Tenho compromisso cedo. -consenti. Eu também tinha. -Você vai ficar bem, não é?
- Eu sempre fico. -fiz uma cara engraçada e ele riu baixo, provavelmente tão cansado quanto eu e sua expressão deixava isso transparecer. -O que aconteceu no nosso noivado? Minha mãe disse que houve alguma confusão entre você e o meu pai.
- Ah, você lembra! Ele nunca apoiou a gente, parece que nunca consegui agradá-lo e aí no dia do noivado, nós discutimos na frente do restaurante todo, foi um vexame. Você brigou feio com ele e então disse que não ia querer mais vê-los. Nem ele e nem a sua mãe. -tentei não parecer tão triste quanto eu realmente estava em saber disso. -Você não está bem, não é?
- É só que... -as palavras não saíam. -É complicado.
- Eu sei. Eles não deviam ter feito o que fizeram mas eu não concordo com o que você os disse. Querendo ou não, ainda são seus pais e você os ama. 
- Eu sou uma garota terrível. -ele riu. 
- É, você é a garota mais terrível da Inglaterra, por isso que eu te amo. 
- Não, isso não é brincadeira merda, eu sou uma pessoa ruim!- falei levantando a voz seriamente, deixei meu copo na mesa e cobri meu rosto com as mãos. Eu odiava fazer drama mas aquilo tudo era como uma doença que eu estava descobrindo aos poucos, e crescia cada vez mais, nunca parava de crescer. Olhei para baixo, pensando novamente também naquelas mensagens, em tudo mais. 
- Ei, ei! Você está louca, da onde tirou isso?
- Droga Louis, você sabe o tipo de pessoa que eu sou nesse momento? Sabe quem é a garota com quem você vai se casar? Eu...eu não sou uma pessoa boa, se é que eu já fui algum dia. -o olhava. -Eu não tenho amigos de verdade porque ignorei algumas pessoas quando elas mais precisavam, os meus vizinhos me chamam de esnobe e eu posso contar nos dedos as pessoas que falam comigo sem interesse no que eu tenho, não ajudo as pessoas, eu nem falo com os meus pais, fiz umas escolhas muito ruins e... -Ah é! "Eu traí você com um cara que nem sei quem é", não dava para dizer, eu não conseguia. Suspirei sem conseguir encara-lo. -Tudo que eu queria eu consegui e joguei fora fazendo burradas, escolhendo errado, perdi as coisas mais importantes pra mim sem que eu soubesse. Eu nem conheço essa garota que me tornei! -continuei- Então não seja fofo comigo porque eu tenho que acordar e entender que não mereço alguém como você. 
Louis me encarava como se processasse aquelas informações ou tentasse entender porque eu lhe estava dizendo isso. Então soltou uma risadinha, balançando a cabeça.
- Você, SeuNome Completo, é a melhor pessoa que eu já conheci. Eu acho que tudo que faz é perfeito, e se errou algumas vezes é porque é humana, não importa! Não importa o que os vizinhos, o cachorro ou gato do mendigo da rua pensam, EU conheço você. E por saber que errou e tentar consertar as coisas é a prova concreta de que é uma boa pessoa. -nossos olhares estavam nivelados, ele falava muito sério. -Acredita em mim. 
- Eu...quero acreditar. 
- Amor, não fica se culpando. Estamos passando por bastante stress ultimamente, não somos obrigados a reagir bem, qual é, somos gostosos mas ainda sim ser humanos. -levantou as mãos me fazendo rir. Só ele para conseguir isso naquele momento. -Promete pra mim que vai pensar menos nisso. -fiz uma careta. Ele não fazia ideia do quão ruim era. -Vai, promete!
- Prometo. 
- Bom. Sabe que pode contar comigo, não é? Também sou seu amigo para seja lá o que acontecer. -consenti. -Nunca mais diga que você não é suficiente pra mim. Ouviu? Não quero mais ouvir. -colocou almofadas nos ouvidos e eu bati em sua mão. 
- Para! -ele soltou-as e voltou a me encarar. E era diferente, Louis se aproximou um pouco mais, tocando em meu rosto. 
- Louis, talvez você não saiba sobre mim...
- SeuNome. -interrompeu antes que eu continuasse. -Sei que você se faz de engraçada o tempo todo, mas no fundo é tímida. Sei que não gosta do seu corpo e tem dias que o seu cabelo te irrita. -eu o olhava atenta em seus olhos e em suas palavras. -Sei que se estressa facilmente e não tem paciência. E também que ama moda mas quando ninguém está olhando você usa moletons maiores que você, se joga no sofá com uma camisa faltando um botão sem ligar para o mundo. Sei também que é ciumenta e ama dormir...Sei que dança como louca e usa toques infantis de celular. -ri. -Você tem manias estranhas como usar o computador no banheiro e to...
- Tá bom! Já ouvi o bastante!-joguei nele uma das almofadas. Estava impressionada no quanto ele me conhecia. 
- O tempo é meio estranho. Ter 23 é estranho. -ele disse num tom bem humorado. -Sabe, a gente não é criança e nem adulto. 
Eu concordei e levantei a alça do sutiã que estava solto no meu braço. Então suspirei:
- É verdade. -ele bebericou de seu copo. -Eu adoro conversar com você. -Louis abriu um sorriso.
- Tem mais uma coisa que esqueci de dizer sobre você.
- O quê?
- É a garota mais linda da face da terra. E eu não queria o "sim" de mais ninguém. 

Eu mal sabia o que falar, mas antes que conseguisse dizer algo, Louis viu as horas e se levantou apressado, vestindo o resto de suas roupas. Disse que precisava ir e eu concordei, após receber outro de seus beijos irresistíveis só que dessa vez mais rápido do que eu esperava. O esperei sair e subi para o meu quarto, tirando aquela maquiagem borrada e deitei só de lingerie mesmo na minha cama macia. Da janela aberta eu podia ver as estrelas me vigiando, deixando-me com sono de olha-las por tanto tempo. 

CONTINUA...

Oi amores, meu notebook estragou e só consegui ligar ele agora então me desculpem o atraso para postar. Provavelmente vou atualizar BO'M se continuar ligando, ok? Estou com saudade de vocês, obrigada pelos recados diariamente, e a quem me pediu para falar com as outras postadoras, já estou vendo isso também. Até depois, boa noite :3

5 comentários:

  1. OMZeus É O CAP MAIS PERFEITO Q EU LI NA VIDA !!!! JURO É SERIO achei tao fofo o relacionamento dele com ela ❤️❤️😱👌 perfeito
    Eu li 2 vezes 😎💁🙅 esse cap affuuuuu é mt perfeito nossa ai meu delss ~ respira ~
    ~ respira denovo ~ ~ respira 3 ~
    Aiiii. Eu nao to com palavras para discreveer esse cap ai to ~ ai respira ~ ai meu jesus ta tao divo

    Luiza xoxo

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  2. Meu coração virou gelatina pré-geladeira. É a coisa mais fofa, linda e perfeita que já li em uma fic. Claro, podia ter "a cena" incluída para dar o toque de não-sou-tão-santa-quanto-pareço. Mas, mesmo não tendo, você consegue escrever e explicar de uma maneira tão romantica que cobre a tua parte safada da história. Por que todos temos uma parte safada dentro de si, uns mais, uns bastante, uns muitissímo e uns poucos. E também tem o jeito sou-por-inteira-safada, que sou eu. Brincadeira.
    Mas o que falar do capítulo? O coração acelera, e os sentimentos mudam. A gente consegue criar um elo com a personagem que faz com que nós sentimos ela. E isso
    é perfeito, você é perfeita.
    E eu sou romantica ao extremo.
    XxBoli (ou Ana, como preferir)
    P.S. ESSA PERSONAGEM SOU EU, ESSA PERSONAGEM SOU EU AAAAAAH.

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  3. Eu consegui sentir a tensão e a frustração dela enquanto estava com Louis, está escrito tão perfeitamente que é possível sentir as emoções dos personagens como se fossem seus. Parabéns e antes que me esqueça: CONTINUE! xx

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  4. Omg vc escreve muito bem,espero que continue logo,
    Lis

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  5. Amando, melhor longfic forever!
    Te mandei ask gata

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