Longfic - / Believe in Me (Parte 1)

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Aviso: Leia a nota no final do capítulo. Obrigada, boa leitura.
Capítulo 01 - Era para ser o início de uma festa "feliz"

SeuNome P.O.V's

- Que horas são, querido?- minha mãe quase gritava da cozinha. 
- Quase dez, amor. - respondeu no mesmo tom da sala e venho até nós. - Minha garotinha, minha princesa vai fazer dezesseis, eu nem acredito!- disse pegando nas minhas bochechas e as marcando. 
- Me solta, pai! Não sou bebê. - bufei- Mãe, manda ele parar de palhaçada.
- Só estamos felizes por você, pequena. - minha mãe respondeu, tirando o bolo do forno. Aquilo parecia nojento. Torci o nariz. Ela nunca foi muito boa nessas coisas mesmo, mas não ia reclamar, afinal estava fazendo especialmente pra mim. - Vou servir a mesa, suas amigas já devem estar chegando.
- Manhê!- choraminguei me levantando da cadeira. - Já disse que não vai ter festa nenhuma aqui, eu não quero isso. Vou na casa da Helena. - a campainha toca. - Vai, mãe. - ela me mandou um olhar fatal.
- Ok, ok, vou eu. - levantei as mãos me dando por vencida e me dirigi a sala, destranquei a porta e tive uma surpresa desagradável ao abrir.
- SeuNomezinha.
- Mark. - disse seca. -Veio me xingar por causa de hoje?
- Por mais filha da mãe que você tenha sido comigo e me enganado hoje na escola, eu não podia deixar de passar aqui e te desejar um feliz aniversário. -Eu tinha mesmo sido uma péssima amiga, mas pelo visto ele não estava tão bravo já que estava ali, na minha porta. Percebi que Mark tinha algo atrás das costas que não me deixava ver. 
- O que é isso ai?- pedi já sabendo a resposta.
- Um presentinho, não é todo dia que se faz 16 anos. - sorriu. Ele era um bom amigo, amante de tecnologia e bom de cola. Bom garoto. 
- Nem todo dia que se faz 17, e você não quis presente no seu. - ele deu de ombros e mostrou o que escondia, uma caixinha cor-de-rosa. 
- MANDA ELE ENTRAR, FILHA!- gritou minha mãe me fazendo sorrir sem graça. 
- Ela é uma figura. Ignora, não tem nada pra ver aqui dentro. -ele me entregou a caixinha. 
- Feliz aniversário, SeuNome. 
- Awn! Não precisava!- isso mesmo, continue assim, pensei.

Desembrulhei o presente e percebi que era uma caixinha bonitinha de velas aromáticas, tinham 5 velas da minha cor preferida e um bilhete colado na caixa escrito com o garrancho da letra dele que dizia "Feliz aniversário, SeuApelido!". Mas mesmo sendo uma coisa fofinha, eu me sentia uma idiota de ter feito alguém pensar que eu gostaria de ganhar isso. Credo, velas? Será que ele pensa que sou alguma daquelas mulheres que fazem feitiços ou chamam mortos? Ou toma aqueles banhos sinistros com velas? 

- Serio, Mark, eu adorei. - forcei um sorriso. - Agora, o que quer?
- Eu queria festejar com você, soube que as gêmeas, Lianna, Amber, Megan e Helena vão fazer uma festa na casa de uma delas, que tal um garoto para animar?- sorriu largamente. Eu ri. 
- Não. - fechei a cara. - Lembra o que aconteceu da ultima vez?
- FILHA, PARA DE CONVERSAR NA PORTA E MANDA O RAPAZ ENTRAR!- gritou me irritando.
- NEM FERRANDO, VELHA, NEM FERRANDO. - me virei de volta para Mark. 
- Desculpe. Ah, você não lembra o que aconteceu da ultima vez?-repeti- Você soltou um pum que fez a Meg vomitar durante a semana inteira, quebrou o vaso preferido da mãe dela e ainda escreveu no irmãozinho dela enquanto ele dormia, você depilou o cachorro e escondeu o peixe no armário. Seu lunático.
- Mas ela espalhou no dia seguinte para toda a escola que eu passei Aids pra ela. E todo mundo agora acha que eu ando tendo ejaculação precoce em homens. 
- Você mereceu. -disse rindo lembrando daquilo. 
- Mereci nada. - descordou.
- Vai embora, ratazana, sai da minha casa, o aniversário é meu e eu quero paz pelo menos agora que tenho 16. - fechei a porta na cara dele. Pude ouvi-lo resmungar de fora 'Tá ficando velha, logo vai ficar pior que a sua mãe. Sua coroa.' Bufei voltando para a cozinha e vendo a minha mãe confeitando o bolo e escrevendo "Bebê" antes do meu nome. 
- Ah não...- murmurei. - Você ainda quer que as minhas amigas comam isso? Ou sequer vejam?- meus olhos estavam arregalados. - Eu quero o Louis Tomlinson no meu bolo. -minha mãe riu.
- O que é isso que está segurando?- me ignorou. Ela adorava fazer isso. Não podia falar na 1D que ela fazia isso para me irritar mesmo. 
- Filhinha, vem aqui meu amor. - meu pai chamava da sala. Fiz um sinal de 'estou de olho em você' para a minha mãe e fui para a sala de novo. Meu pai balançava chaves em sua mão. - Gatinha, feliz aniversário.
- Não! Sério? Um carro, pai?!- quase gritei saltando até o sofá para agarrar a chave. 
- Não...exatamente, querida. -meu sorriso se desfez. 
- O que é, então?
- Bom, veja com seus próprios olhos. Vamos até a garagem, venha. -começamos a andar enquanto ele não fechava aquela matraca. - Eu entendo de adolescentes, eu sei que hoje em dia vocês não gostam mais de carros, não é mesmo?- abri a boca para falar mas ele me interrompeu- Pois eu tenho algo ideal para você. - abriu o portão da garagem e logo vi algo pequeno e magrelo debaixo de um pano enorme. Eu estava murcha. 
- O-o que é...
- Tah dah!- puxou o pano e uma bicicleta estranha apareceu no lugar do carro que eu devia ganhar. - É uma super bicicleta, né filhona?- seus olhos estavam arregalados em cima daquela coisa. 
- Ah...pai, a questão é que desde o meu aniversário passado que eu estou te pedindo um carro, todas as garotas geralmente ganham quando fazem dezesseis, e eu já estou cansada de pegar o ônibus escolar! Poder dirigir é um dos melhores pontos de fazer essa idade. Poxa, eu achei que você entenderia!
- Entendo sim, olha só o lado bom, querida. Tem buzina de ultima geração, você aperta ela e...- bi bi, ela fazia. Ele apertou. Que demais. -E as rodas são novinhas, a não ser pela de trás, ela é rápida e ainda pintei de rosa pra você, sei que é sua cor preferida. Vai arrasar na escola, filha. 
- Eu vou é ser humilhada!- bati o pé. - E quanto ao show? Da banda que eu gosto, hein? Você me garantiu os ingressos do próximo show, para mim poder ver os garotos! Ver o Louis!
- Ver o quem?
- VER O LOUIS!- repeti alto.
- Você tem uma vida inteira pra ver esses meninos, SeuNome. O importante agora é você continuar estudando, e o melhor!- se aproximou com os olhos saltados- Com o melhor automóvel!- abaixei a cabeça e ele suspirou tristemente. - Me desculpe, querida. Eu queria te dar o carro, queria mesmo. 
- Esquece, tudo bem. - respondi baixo. - Obrigada pelo presente. 

Ele me abracei e eu retribui, em seguida voltei para a sala e tinha balões por toda ela, parecia um pesadelo. Minha mãe chegou colocando um chapéu de papelão em mim e dizendo que convidaria então a vizinha do lado, da casa dos Smith. 

- Ela tem dez anos, mãe.
- Ué, mas você que não quer trazer suas amigas aqui. -pôs as mãos na cintura em autoridade- Além do mais, acho que é melhor companhia pra você, aquelas meninas bebem e devem fumar também.
- MÃE!- a repreendi bem a tempo de ouvir uma buzina lá de fora. Mas não era uma buzina qualquer, de bicicleta, era uma buzina forte e estridente, daquelas que eu colocava no Ipad para me acordar toda manhã. Era o carro de Helena, conclui a olhar rapidamente pela janela, bem na hora. - Finalmente, estou livre daqui!- murmurei.
- O que disse, menina?- minha mãe pareceu ouvir.
- Nadinha, é que marquei com as meninas, sabe? Elas querem passar a noite comigo já que só se faz 16 uma vez, eu não quero ficar aqui.
- Mas queremos passar seu aniversário com você, eu e seu pai. Família em primeiro lugar, lembra? 
- Aham. -peguei minha bolsa de cima do sofá ajeitando no ombro. - Mas a família pode esperar alguns...uma meia horinha? Por favor, mamãe!- fiz meu famoso "olhinhos de panda" e ela se derreteu. Missão cumprida, eu estava saindo de casa, descendo os degraus da varanda e entrando no conversível vermelho, enquanto minha mãe acenava da janela da cozinha e eu fingia que não via. - Anda, pisa fundo nessa porra. Vai, vai!- pressionei Megan que estava ao volante e ela saiu queimando. 
...
Eu estava estendida de qualquer jeito com os braços para o alto enquanto Helena dirigia em alta velocidade naquela estrada movimentada e fazia o vento bater entrar no conversível e nos gelar por inteiro da maneira que se chocava contra nós brutalmente, curtíamos em último volume "Wannabe" que tocava num dos cds da Lena, fazíamos gestos engraçados enquanto cantávamos bem alto juntas, após passarmos por um viaduto um carro preto estava na outra pista na mesma linha de velocidade que nós nos chamou atenção quando começou a buzinar e notamos que estava cheio de garotos. Uns até gatinhos acenavam e faziam gestos safados mas eu não conseguia os olhar do mesmo jeito que minhas amigas conseguiam porque eu só conseguia pensar...no meu maldito ídolo. Por quê? Eu me perguntava, por que isso foi acontecer comigo? Isso era coisa de criança, não é? Na minha idade as garotas já provavelmente se tocam que nunca vão ter nada com seus ídolos e não é que eu não tivesse me tocado, na verdade eu mesma dizia isso pra mim todo santo dia mas minha cabeça colocava muitos pensamentos amorosos me ILUDINDO completamente e não me deixava ter olhos para nenhum outro garoto. Eu queria gritar, do quanto me sentia ridícula. Ridícula, imbecil, era isso que eu era. Eu tinha é que arrumar um namorado e parar com essa palhaçada, mas, por que eu não conseguia?
Fingi um sorriso assim que minhas amigas viram que eu não fiz nada como elas, a Lianna levantou a blusa deixando seus seios ao vento e eu tampei a boca de surpresa, os caras fizeram um sinal de que estavam excitados e começamos a rir demais, eu não acreditava naquilo. Rimos muito e eles buzinaram antes de virar outra rua e ficarmos a sós com nossas loucuras outra vez. Ainda ríamos do que Lianna tinha feito assim como ela que mal acreditava. Helena dirigiu por dentro da cidade até pararmos em um lugar meio afastado, entre duas ruas escuras com apenas um posto de gasolina perto, parou o carro na frente de um prédinho que parecia mais ser um mini condomínio. Ela pulou do carro e me chamou mandando as outras esperarem no carro. Elas bufaram e andei até Helena que tinha um sorriso no rosto. Coisa boa não era.

- Que foi? Não íamos para a sua casa agora?
- É, e a gente vai. -continuou cultivando o sorriso. -Mas antes vamos entrar aqui um pouquinho.
- Que lugar é esse?-ri cheia de humor. -O que você está querendo aprontar?
- É meu presente pra você. -começou a me puxar para dentro do lugar, a porta já estava aberta e estávamos agora num corredorzinho com luz fraca e havia uma porta entre-aberta que era a maior fonte de luz dali, Helena me puxava em direção a ela e eu não estava entendendo nada. -Seus presentes devem ter sido uma merda, mas isso vai te surpreender. Ela é uma amiga da minha tia, mas não gosta que ninguém a conheça. -quase nem prestei atenção nas suas últimas palavras a partir do momento em que entramos por aquela porta e estávamos numa sala extensa e iluminada por uma luz amarela, as paredes eram roxas com efeitos assim como um sofá de veludo no canto, velas acesas em alguns pontos da sala e em cima de uma mesa lotada de coisas, enfeites decoravam as paredes como luas e planetas, coisas de universo e outros símbolos que eu nem imaginava o que poderiam ser, tinha uma estante com frascos com coisas de todos os tipos dentro. Aquele lugar cheirava a incenso forte. Se Helena estava tentando me assustar, com certeza estava conseguindo. Uma mulher estava aguachado no chão e seus cabelos longos cobriam seu rosto. Assim que a Lena suspirou ao meu lado chamando sua atenção ela se levantou e pude ver seu rosto. Beirava uns 45 anos mas tinha marcas causados pelo tempo em seus braços e pescoço, eu só queria me mandar dali. Ela veio até nós e nos cumprimentou. 
- Posso ajudar as senhoritas?-ela disse séria. 
- Ah, eu acho que sim. Minha tia vinha aqui a alguns anos para ver sorte e lembrei desse lugar, pelo jeito...as coisas estão mais caidinhas do que nunca...-falou enquanto olhava em volta com certo nojo. A mulher não gostou do comentário mas não falou nada. -É aniversário da minha amiga aqui, eu quero pagar alguma coisa louca pra ela. -riu em tom de brincadeira mas a mulher não estava.
- Eu acho melhor n...
- Você disse aniversário? -agora seus olhos se voltaram para mim e parecia me analisar com alguns pensamentos em mente, que droga era aquela? Aquilo tudo era muito sinistro. 
- Sim. -assenti. -Só que eu não acredito nessas coisas e...
- Por que não acredita, senhorita...-pegou na minha mão surpreendendo-me. -SeuNome?-eu devia estar completamente gelada. Não consegui responder. -Se quiser ver sorte, estou a seu dispor mas...-levantou uma sobrancelha me olhando. -Sabe, há quem diga que no dia de nosso aniversário, os portais abrem-se para nós e todos os desejos sonhados se realizam mais facilmente...-seu tom de voz era tão sinistra quanto aquela situação. Helena estava segurando o riso. Ela estava levando tudo na maior brincadeira. -Se quiser, posso fazer um feitiço. -Helena riu.
- Ah é? Tipo "abracadabra?". -a mulher a olhou feio mas novamente não respondeu. -Se a SeuNome topar eu pago já que é o meu presente para ela. Isso parece um presente bem mais louco que ver a sorte. 
- Eu não sei não. -disse tentando ser educada. 
- Aceita logo, SeuNome!-as duas me encaravam, eu estava ficando sem jeito e eu não era disso. Aceitei. A mulher exigiu pagamento adiantado e a Lena bufou, abrindo a carteira e tirando a grana que ela pediu. Em seguida a louca pegou a minha mão e me levou até o canto em que estava e me pediu para ajoelhar no chão na frente dela. 
- Preciso que me pague o preço de mais três velas. -disse á Helena. 
- Tá brincando?-ela exclamou.
- Er...eu tenho aqui, não precisa. Abri a bolsa tirando a caixa idiota de velas que o Mark me deu fazendo a Helena rir ainda mais da minha cara, aquilo parecia tão engraçado assim? Talvez não fosse todo dia que alguém tem uma caixa de velas aromáticas na bolsa assim. Eu não pedi pra ganhar aquela merda. Dei de ombros, a mulher pediu três velas daquela e acendeu, colocando-as em volta de mim e eu só queria sair correndo dali embora tivesse que admitir que era bem engraçado.
- Um dos maiores mistérios do universo é a luz. Ora, a luz vem do fogo e por isso usamos velas nesse tipo de feitiço, que em si mesmas carregam todas as forças do Universo, podendo ser utilizadas em Tarot, Exorcismos e pragas, para retirar o mau olhado, para indicações de caminhos e destino, para fazer perguntas e outros trabalhos com magia. -eu a olhava meio impressionada. -Você tem um desejo a fazer, garota. -me olhou séria novamente. -Ah, por favor, não deseje a morte de alguém, nem alguém comprometido, alguém que te deu o fora, pode pedir amor, use isso com sabedoria, como para ajudar alguém. -não pude conter o riso. Não podia desejar nem a morte da vadia que me zoava no primário? Que tipo de feitiço era aquele? Usar com sabedoria. Queria rir mais mas não ia humilhar a mulher daquele jeito. Era ridículo, o que eu estava fazendo ali? Aquilo tudo era uma grande brincadeira, eu ia pedir qualquer coisa para sair logo dali e ir beber. Elas pareciam esperar curiosas me olhando. -Limpe sua mente, relaxe e apenas deseje após eu terminar de falar. Mais uma coisa, lembre-se que, nada é impossível. Nada. -me encarou botando-me um certo medo pela precisão. Fechou os olhos e começou a falar para uns tais de seres do vento levarem meu sonho para a luz e sei lá o que e em seguida proferiu palavras em uma língua estranha  Depois que ela terminou de falar alguma coisa que deve ter inventado na hora para aquele teatrinho todo, soltei uma risadinha e fechei os olhos pedindo a coisa mais absurda do mundo, como se eu tivesse 10 anos de idade. 

Eu desejo ser amada por Louis Tomlinson, não como apenas uma fã. Que ele me ame como eu o amo. Que ele seja meu.

Pensei a última parte com pura ironia e assoprei rapidamente as velas me levantando. Parecia ter acabado. Não houve despedida alguma, Helena me puxava para fora daquele lugar as pressas, nós braços estavam entrelaçados e ríamos sem parar do que tinha acontecido lá dentro. Tá bom, foi até divertido, era também a coisa mais idiota que alguém já deve ter feito no aniversário. Não acredito que ela pagou por aquele teatro.
...

- E ai, SeuApelido, foi muito terrível hoje?- Lianna me passou a cerveja falando da minha casa que era o assunto instalado ali enquanto eu olhava a mobília invejável. 
- Foi pior que muito terrível! Vocês nem vão acredi...- fui interrompida pela Amber.
- Vamos subir lá no telhado, gente. É muito legal pra beber.
- Ah é, daí quando você estiver bem bêbada mesmo, caí de lá de cima e quebra a cara. - informei rindo. - Só pra lembrar, amorzinho.
- Você é uma vaca nojenta, SeuNome.
- Mu mu, Amber. -ela riu- Pelo menos eu tenho um sininho e você não. - ela já vinha para me empurrar pelo corredor quando soltei uma risada grossa, quando Megan assaltava a geladeira da casa da Helena na nossa frente. 
- Que silencio, gente, seus pais não estão em casa, Lena?
- Não, estão viajando já que é fim de semana. - todas nos olhamos planejando aprontar algo. No momento eu não sabia o que era. Mas iria entrar nessa, eu sempre entro. - Anda, de pressa com essas cervejas, sua burra!- disse a Lena para Megan. -"Você não faz nada direito". -imitou o pai dela. 

Megan pegou um lote de bebidas e com a ajuda de todas, carregamos até o terceiro andar da casa, onde no quarto da Helena, a gente passava pela janela e estava no telhado. Aquele lugar era um espetáculo, a vista, magnífica. Nos ajeitamos uma do lado da outra em cima do telhado, abrindo as cervejas e começando a beber. 
          Já se passava da meia noite quando olhei no relógio do meu celular, acho que mal enxergava os números que me pareceram meio borrados, as meninas do meu lado riam e falavam de assuntos aleatórios, algumas delas arrastando as palavras já. Mas eu não devia estar tão bêbada pois quando olhava para cima, via o céu com clareza e ele estava bem azul royal, com muitas estrelas espalhadas por sua superfície e estava limpo, perfeitamente conclui que era a noite mais linda que já observei na minha vida. Minha atenção dele foi desviada pela Helena mexendo na minha bolsa com uma das mãos e rindo sem parar ao pegar a caixinha com as velas que sobraram.

- O que que é isso aqui?- pediu a Amber curiosa.
- Um dos presentes ridículos que ganhei hoje. - solucei. - Foi o Mark Johnson que me deu. - elas riram.
- Esse cara é ridículo, fica tentando passar a mão em todo mundo. - resmungou Lianna.
- Ele é um chato!- elas concordaram após Amb soltar um riso estrondoso após arrotar a cerveja e cairmos na gargalhada. -Velas? Isso parece coisa de terreiro de macumba. 
- É, nem sei porque trouxe essa porcaria. 
- Ei, vamos acender uma, gente! - pegou outra bebida- É que é tão ridículo que vamos fazer só pra ver a merda que dá. Daí a gente joga lá no quintal dos Robinson ela acesa pra ver se o gato deles come e explode. - disse Meg e Amber a empurrou fazendo ela cair com a cabeça no meu colo. -O que você e a Helena foram fazer naquele prédio?-pediu.
- Nada!-eu e Helena respondemos em coro. Eu rindo, abri a caixa e sob pressão delas, escolhi uma das velas que sobrou. Amber que estava fumando a alguns minutos me deu o esqueiro dela e eu acendi. 
- Espera!- disse Helena- Vamos fazer um brinde antes!- todas nós levantamos nossas cervejas. - Á SeuNome, feliz aniversário!- uma das gêmeas a empurrou fazendo elas rirem, olhei rapidamente bebendo mais, aliás, eu estava muito bêbada. - Vai, assopra essa vela, SeuNome! Você deu sorte.

Apaguei a vela e elas bateram palmas com dificuldade, Amber atirou a vela longe e caiu no quintal do vizinho do lado. Na verdade, jogou a caixa toda de velas. Eu estava gargalhando por algo que talvez nunca eu me lembre, talvez seja pelo pedido ridículo. Mas deem um desconto, eu estava embriagada.

- Feliz aniversário, vadiazinha!- todas levantaram suas garrafas ao mesmo tempo a minha volta e os gritos de 'uhul' arrastados se misturaram, as coisas logo pareceram apenas risos e longos goles um atrás do outro. Então ficaram escuras. 


CONTINUA...
Oieeee
Gente aí está o Longfic que vocês mais pediram. NÃO quer dizer que eu não vá postar as outras mais para frente ok? Então não fiquem bravas vocês que queriam as outras. Queria dizer que vocês escolheram bem, mas essa fic é meio...sei lá. Eu tinha escrito ela uma vez que eu estava me sentindo bem estranha e acho que escrevi inteira em uma noite. Na minha opinião achei diferente, uma ideia maluca mas gostei. Ela é escrita bem simples porque foi uma coisa que eu fiz na 'louca' e de uma hora para outra. Vai fazer mais sentido depois que vocês entenderem a história.
Bom, vamos ver se vocês vão gostar da continuação. Vou me organizar para postar ela dia sim, dia não ok? E estão escrevendo BO'M ;)
Bjus!

8 comentários:

  1. Adorei so a sinopse o primeiro capitulo esta p-e-r-f-e-c-t
    a fic que eu escolhi

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  2. Não é a longfic que eu queria mas eu achei incrível! sabe que daria um bom filme? *-* haha

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  3. Aiii ameiiii, to adorando!!!
    CONTINUAAAA!!! *---*

    XxxMinxxX

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  4. ta muito engraçado, ri litros! continua lizy

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  5. Suas longfics sempre ahazzam! Continua o mais rapido e me responde na ask por favor

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  6. Coontinua Floor *-* u...u Ta P-e-f-e-c-t ❤

    - Aliice ❤

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