Somebody To Die For - Capítulo um

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Capítulo um - Sombra


Voice's SeuNome Darling

          Contos de fadas. Existiam mesmo ou era apenas histórias para crianças dormirem? Talvez nunca saberei isso, mas eu prefiro sonhar do que viver no mundo real. Era tão bom sonhar um mundo perfeito. Um mundo no qual você não precisasse crescer e ter responsabilidades. Num mundo onde não existisse crueldade e egoísmo. Eu tinha dois irmãos mais novos. John e Michael, meus dois chatinhos que tanto amo.

Michael: SeuNome, SeuNome o que acontece quando o príncipe finalmente encontra a donzela dos sapatinhos de cristais? – Perguntou Michael, o mais novo dos meus irmãos. Ele tinha apenas cinco anos, mas era muito inteligente e sapeca.
Eu: Na história original eles se casam. Mas na minha, a madrasta usa um feitiço para voltar no tempo e impedir que Cinderela calce o sapatinho.
John: E ela consegue?
Eu: Seria maravilhoso dizer que não. M as ela consegue.
Michael: E o final feliz? Tem que ter um final feliz. – Michael reclamou. Cruzou os braços e fez um biquinho, o que achei muito fofo.
Eu: Calma. Uma das irmãs conseguiu calçar o sapatinho, mas ela percebeu que não teria seu final feliz se casando com o príncipe, pois esse era o final feliz de outra pessoa. Ela reverteu todo o feitiço e contou a Cinderela o que a madrasta fez, e disse que se arrepende de tê-la feito sofrer no passado.
John: E quanto a outra? – O mais velho perguntou.
Eu: Margaret, a irmã que conta a Cinderela o que a madrasta fez, consegue um emprego importantíssimo na corte real. E como punição, ela faz o mesmo com a mãe e a irmã o que fizeram com Cinderela no passado.
John: Deveria acabar com sangue, geralmente as suas histórias sempre acabam assim. – John disse. Ouvi mamãe rir da porta, ela havia ouvido a história.
Mãe: Acho que a SeuNome quer que vocês tenham ótimos sonhos esta noite. Quem sabe amanhã ela não cria uma história em que algo de muito ruim acabe não fazendo o final feliz acontecer.
Eu: Preciso me deitar e sonhar para poder ter uma boa história. É nos sonhos que temos as nossas melhores aventuras. – Disse antes de me deitar.
John: Seria legal sonhar que estou duelando com um poderoso vilão para conquistar o coração de uma bela donzela. – Mamãe riu e deu um beijinho na cabeça de John. – Ah, eu não sou mais um bebê.
Mãe: Mas continuará sendo o meu bebê. – Ri. Mamãe deu um beijo na testa de Michael e finalmente em mim. – Boas aventuras para vocês.
Michael: Antes de dormir tenho uma pergunta a fazer. – Disse Michael. – Se Capitão Gancho é um vilão, de que história ele é e quem é o mocinho da história?
Eu: É uma boa pergunta. Mas acho que essa história ainda não existe. Mas eu farei ela existir e ser um ótimo conto de fada. – O respondi. – Talvez essa noite eu sonhe com algo que me faça descobrir quem é o herói que irá destruir Capitão Gancho.
Mãe: Por isso que é bom dormir. – Mamãe disse antes de apagar a luz.

          Eu morava em Londres, uma cidade bela e com pessoas simpáticas e gentis. Era o início do ano de 1911, e eu estava feliz com isso. Viriam novidades, surpresas e muitas coisas novas. Eu gostava disso, pois me faziam ter ideias para criar uma nova história. Poderia escrever num papel, mas todas as histórias são criadas na hora em que conto, e de vez em quando, incluo minhas aventuras em meus sonhos. As coisas estavam mudando com o passar do tempo, e achei bastante interessante quando inventaram os carros. Certamente será algo muito utilizado no futuro. Me ajeitei na cama e fechei os olhos, estava pronta para navegar no mundo dos sonhos. O mundo que eu construí e pretendo fazê-lo crescer cada vez mais.

[...]

          Acordei com um barulho na janela. Me levantei e assenti o abajur, logo a vela começou a dar um pouco de luz ao quarto. John e Michael estavam dormindo como dois anjos, e certamente seus sonhos estavam sendo os mais belos de todos. O barulho continuou, parecia que alguém estava batendo na janela. Fiquei assustada um pouco, mas decidi abri-la e ver o que estava acontecendo. A abri, não vi absolutamente nada. Olhei para baixo, para os lados e para cima. Não tinha nada aqui fora, nem mesmo na pequena varanda. Dei de ombros e fechei novamente a janela. Quando iria me deitar, ouvi outro barulho. Me assustei, estava vindo de trás do armário. Talvez fosse algum bicho.

Eu: Quem está aí? – Não sei o motivo de eu ter perguntado. Se fosse um bicho, certamente não obteria respostas. – Quem está aí? – Perguntei novamente. Uma sombra saiu do armário, os olhos eram completamente brancos e não paravam de me encarar. Dei passos para trás e tropecei no tapete.
Sombra: Não tenha medo, não vim machucar você. – Sua voz era muito grossa, o que me dava mais medo, mesmo essa sombra tendo dito que não iria me machucar.
Eu: O que está fazendo aqui? Quem é você?
Sombra: Ouvi dizer que você conta histórias. Então vim até você para que venha contar histórias para algumas crianças que habitam a ilha onde eu moro.
Eu: E se eu não quiser ir?
Sombra: Então eu lhe levarei a força. – A sombra aproximou-se de mim, e estava preparada para me pegar, quando eu a impedi, a pedindo para parar.
Eu: Me dê bons motivos para eu confiar em você e poder ir.
Sombra: A ilha onde eu moro é o seu lugar perfeito. Você não é a única que sonha com esse lugar, aquela ilha foi feita para crianças como você sonharem e viverem num mundo onde o que elas quiserem acontece. Terra do Nunca, um lugar móvito pela imaginação e crença.
Eu: Mas e meus irmãos?
Sombra: Eles ficarão bem. Garanto que só será por um tempo.
Eu: Não sei se deveria, nem conheço você e nem sei se está falando a verdade.
Sombra: E se eu dissesse que lá tem sereias?
Eu: Sereias? Existem sereias? – Ele assentiu. Pela voz deveria ser a sombra de um homem. Olhei para os meus irmãos e logo depois para a sombra novamente. – Tudo bem, eu vou. Mas será apenas essa noite.
Sombra: Veremos se irá ficar apenas por estar noite. – Ele parecia sussurrar. Esticou a sua mão e eu olhei novamente para meus irmãos. Encarei a sua mão, e senti medo de tocá-la, minha mão podia passar direto. A segurei e ele me puxou para cima, me fazendo flutuar.
Eu: Como voltarei para casa?
Sombra: Temos tempo o suficiente para poder pensarmos nisso, SeuNome Darling.

          John acordou, e gritou quando me viu sair pela janela com aquela sombra. Gritei que voltaria logo, e a última coisa que vi foi Michael também acordar e me ver partir da janela. Estava com medo, tinha medo daquela sombra me soltar e eu cair, estava muito alto. Vi ele seguir as duas estrelas maiores, o que achei estranho. Não sei o que aconteceu, mas quando pisquei os olhos me vi atravessando um oceano. Aquilo parecia um sonho, mas eu sentia que não era. Não podia ser, eu não poderia estar vivendo o meu próprio conto de fadas. Do alto, pude ver um barco, certamente pirata por causa da enorme bandeira preta. Eu estava fazendo uma loucura, e eu queria voltar para casa. Vi que ele me levava para uma ilha, e sentia que eu não encontraria coisa boa ali. Tentei me soltar, mas a sombra me segurava muito forte.

Sombra: Se você continuar se mexendo irá cair!
Eu: Eu quero voltar para casa. Foi loucura essa ideia de ter vindo pra cá. – Me mexi mais um pouco, tentando me soltar. Meu braço começou a soar, e aos poucos fui escorregando. Ao cair na água, me arrependi completamente de ter me mexido, a água era muito funda e eu não sabia nadar muito bem. Vi a sombra me procurar, e desistir logo em seguida ao perceber que não iria me encontrar. Se fosse um sonho, eu logo acordaria, se não fosse, só queria morrer com meu último pensamento sendo a minha família.

Voice’s Autora

          A fogueira acesa era a única coisa que dava luz aquele lugar. Era grande, o que era bom. Vários garotos dançavam em volta daquela fogueira, comemorando algo, nem mesmo eles sabiam o que estavam comemorando. Sentado num tronco duma árvore estava Zayn, o garoto no qual habitou aqueles adolescentes e crianças naquele lugar. Alguns órfãos e outros se sentiam abandonados pelos pais. Zayn os chamavam de meninos perdidos. Não havia meninas, somente garotos de todas as idades. Aquele lugar foi feito para crianças, e mesmo Zayn não sendo mais uma criança, ele habitava aquele lugar. Seus quatro melhores amigos sempre o ajudavam em qualquer coisa que fosse. Ele sabia sempre que alguém tentava escapar da ilha ou quem entrasse. Nunca ninguém saiu daquela ilha, a não ser que ele deixasse. Se tentasse fugir, as consequências eram horríveis.

          Seus olhos negros brilhavam com a luz da lua, e um sorriso apareceu em seu rosto ao perceber que estava conseguindo tudo o que queria. Foi abandonado pelos pais, assim como os meninos que dançavam alegremente pela fogueira. Ele não os perdoa por terem o abandonado, e sabe que os garotos também não o perdoam. Terra do Nunca era um lugar cercado de magia e vários encantos, o lugar preferido de qualquer criança. Mas desde o dia em que chegou, fez com que o lugar continuasse parecendo uma maravilha, mas por trás dos olhos cegos de crianças que acreditam na magia o lugar era o pior pesadelo de qualquer pessoa. E elas descobriam isso da pior forma possível.

Liam: Sua sombra está demorando muito. Será que lhe abandonou? – Zombou o amigo.
Zayn: Não teria coragem, mesmo sendo parte de mim sabe o que eu posso fazer. Como está o nosso prisioneiro? Ele ainda tenta inutilmente fugir da gaiola?
Liam: Ele é um garoto bem teimoso, mas Cobin deu um jeito nele. – Zayn sorriu.
Zayn: O que Cobin fez para ele ficar quieto? – Ele perguntou, mesmo já sabendo da resposta.
Liam: Ele não ficará calado só por um tempo, mas sim pra sempre. Um arranhão de uma flecha molhado com Sonho Sombrio deve fazer um estrago e tanto. – Zayn riu. Olhando para os meninos perdidos ele sentiu a presença de alguém novo na ilha. Riu e olhou para Liam. – Está bem?
Zayn: Acho que vamos destruir o sonho de mais alguém essa noite.
Liam: Até que enfim uma notícia boa. – Liam ajudou o amigo a levantar-se. Vigiando os arredores do acampamento, estavam Louis, Harry e Nial, grandes fiéis amigos de Zayn. Eles perceberam o líder se aproximar e logo deduziram de que alguém estava chegando na ilha.
Niall: Devemos ir para a praia?
Zayn: Não. Dessa vez eu mesmo vou trazer o garoto para cá.
Harry: Deveríamos trazer garotas. Já imaginou meninas perdidas?
Zayn: Garotas só nos trazem problemas, e você deveria saber disso mais que ninguém. Já esqueceu o que Angélica fez com você quando morava com seus pais? – Harry ficou calado.
Louis: Onde está Félix? Ele deveria estar patrulhando com a gente.
Zayn: Se preocupem com Félix depois, meninos. Temos que encontrar o mais novo membro dos meninos perdidos. – Ele os encarou. – O que ainda estão fazendo aqui? Vão preparar uma jaula se o garoto tiver mal comportamento e negar o que ele será.
Cobin: Acho que a sua Sombra falhou pela primeira vez. – O moreno virou-se para o garoto que se aproximava. Cobin não era o líder, mas era tão cruel quanto Zayn. Olhou para cima e a Sombra se encontrava encarando Zayn, com certo medo.
Zayn: O que foi que você fez?
Sombra: Me desculpe, mas ela estava se mexendo muito e acabou caindo no oceano.
Zayn: Ela? Você trouxe uma garota?
Sombra: Acredite, acho que ela pode ser uma menina perdida muito dedicada.
Zayn: Não permito meninas aqui. – Ele virou-se indo em direção à floresta.
Harry: Onde você vai?
Zayn: Vou encontrar essa menina, e darei um jeito dela não sair dessa ilha viva ou com esperança. Se alguém me seguir, experimentará Sonho Sombrio pela primeira vez.
Niall: Tem certeza de que não precisa de ajuda para encontrar o corpo da moça? – Zayn virou-se para o amigo, e o loiro arrependeu-se eternamente de ter perguntado.
Zayn: Niall, eu tenho cara de que preciso de ajuda? – Ele negou. – Você sempre esquece. Zayn Malik nunca falha. Pense bem da próxima vez que tentar me contrariar.
Cobin: Eu tenho a estranha sensação de que essa garota nos trará muitos problemas. – Ele sussurrou para Niall quando Zayn desapareceu da vista de todos.
Liam: Você não é o único. Meu medo é de Zayn matar a garota sem mais nem menos, ele não aceita que o sexo feminino pode facilmente por seus planos por água a baixo.
Cobin: Do que está falando?
Liam: Os homens têm a força, as mulheres sedução. E infelizmente Zayn é facilmente seduzido. Pode não parecer mas as mulheres são mais fortes do que nós.
Louis: Seria divertido ver Zayn sendo seduzido.
Liam: Seria, mas se ele soubesse que estamos falando isso arrancaria nossas sombras e depois faria picadinho delas. – Ele pegou um facão e olhou para os garotos. – Temos jaula para fazer, se Félix não apareceu para fazer isso ainda não quero ficar aqui para ver o Malik se zangar e descontar em todos nós.

          Zayn estava irritando, não queria ver uma garota andando com os meninos, ela podia estragar tudo dizendo que poderiam encontrar pessoas boas que queiram adotá-los. Fazia tempos que Zayn morava naquela ilha, e descobriu que lá poderia ficar jovem para sempre. Não se importava com isso, ele só queria juntar meninos abandonados e destruir navios piratas, mas Louis gostava de estar lá para ser eternamente jovem. Ao chegar na praia, observou bem o mar, ele sentia que a garota estava perto. Seus olhos estavam ficando mais negros, e ao olhar para a lua, percebeu que era a hora dos meninos pararem de dançarem diante da fogueira. A pior parte da noite começava, os meninos perdidos começavam a chorar sentindo falta da mãe. Era a hora preferida de Zayn, onde ele podia ouvir o sofrimento dos garotos.

          Viu um corpo boiar na água, e instantaneamente ele nadou até lá e o pegou. Era a garota. A levou para a areia, onde o mar pouco encostava nela. Estava desacordada, mas Zayn sabia que ela ainda estava viva. Não era uma criança, e não parecia ter mais de dezoito anos. Ele a pegou no colo, a levando em direção ao acampamento. Seja lá quem ela for, ele não a deixaria encher a cabeça de seus meninos dizendo que um dia poderão encontrar uma mãe no qual os dê amor. O caminho não era longo, e Zayn podia se tele transportar para onde quiser. Esse era um dos pontos positivos da ilha. Basta pensar que acontece. Se você estiver com muita fome e sentir vontade de comer uma deliciosa coxinha, acredite e pense que aquilo irá aparecer na sua frente. Mas para isso, você precisa estar na ilha.

Félix: Uma garota? Sério isso?
Zayn: Infelizmente você não estava aqui para entender a história. – Zayn a colocou delicadamente no chão. – Onde estava? Precisávamos de você.
Félix: Estava vigiando o prisioneiro. Vi Liam pegar bambu e decidi vir o que estava acontecendo. Vai prender ela? – Zayn assentiu. – Ouvi boatos de que começaria a ter meninas perdidas.
Zayn: Sabe muito bem que eu nunca faria isso. – Félix deu de ombros. – Cuidado para não engolir esta palha. – Zayn riu, fazendo Félix sentir um pouco de raiva do líder.
Félix: O que pretende fazer com ela? Tenho a impressão de que ela não é importante.
Zayn: E não é. Ainda não é. Eu estou vendo o que posso fazer com ela e se será útil para nós num futuro próspero. – Ele a encarava, e logo se deu conta de que ela estava no chão. – Vá fazer alguma coisa de útil! Traga uma cama para a garota!
Félix: Como quiser. – Félix se afastou do terrível líder e encarou a menina, sem que Zayn percebesse. – Veremos se irá gostar da ilha.
Continua...
Tenho que parar de assistir esses filmes e séries de contos de fadas.
Mentira, não posso parar, amo conto de fadas e não posso negar isso. Eu sei, a história tá meio Peter Pan, talvez porque eu me baseei um vídeo do Peter Pan e da Wendy que vi no youtube. E é o meu Peter preferido, dark. Acabou Pan bonzinho pra mim, me acostumei com um Peter Pan ruim, ingrato e sem coração, que via ser o Zayn nesta longfic.
Eu espero que tenham gostado. Aceito críticas, podem falar o que quiserem, se foi ruim ou se ficou legal. Estou escrevendo DIL e postarei nesse final de semana, caso tenham gostado do primeiro capítulo da long, postarei o segundo capítulo no final de semana também, já que ele está quase pronto.
Um beijo!
OBS - Como eu imagino os personagens: Você, Cobin, Félix, prisioneiro

6 comentários:

  1. Respostas
    1. Wount, já postei o capítulo dois e estou escrevendo o terceiro capítulo

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  2. Aw Sté ♥
    Suas histórias são tão maravilhosas, me arrepio em todas elas. Adoro essas fanfics suas, você faz um mundo de fantasia e eu sempre me apaixono pela fic <3
    Eu adorei essa, como adoro todas as outras.

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    1. Wount, eu sempre posto as minhas fanfics esperando o seu comentário,e quando não tem, fico triste pois os seus comentários são simplesmente divosos. E eu fico muito feliz em saber que esta fanfic está te agradando.
      Vou continuar assim que puder.
      Beijo!

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  3. Respostas
    1. Já postei o segundo capítulo, agora estou escrevendo o capítulo dois, obrigada por comentar.

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