Music - Last Part

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More than summer love


Holly P.O.V'S

Niall e eu andamos na orla do lago durante a manhã. Estava um clima agradável, nada quente, mas não muito frio. Clima típico do interior de Londres. Ele sorria o tempo todo e pulava de um lado para o outro inquieto. Duas horas da tarde, voltamos para casa para almoçar, Niall deixou o macarrão queimar no forno em quanto fazia a carne na frigideira, por não querer me deixar ajudar. Acabamos rindo muito da situação e pedindo comida chinesa.
Não foi muito fácil de comer, havia momentos em que eu perdia o fôlego, parecia que meus pulmões não estavam de acordo com a minha necessidade de respirar. Niall achou melhor eu ir me deitar por um tempo, claro que perto do cilindro de oxigênio. Ele esperou ao meu lado até eu quase pegar definitivamente no sono, senti ele escorregando devagar para fora da cama. Para variar um pouco a minha vida, eu tive um pesadelo, não daqueles com monstros que moram no armário, sonhei com uma coisa muito pior. Sonhei com o mundo e como ele tem sido cruel comigo e com Niall. Eu causaria dor quando morresse, e com certeza não queria que ninguém chorasse por mim. Quando acordei, já quase sem ar, fiz uma força gigantesca para soltar um leve grito, que mais pareceu um gemido de tão baixo. Nada. Tentei novamente, utilizando todo o ar que ainda me restava, Niall veio com um pano de louça em mãos. Ele o largou e correu para o meu lado da cama, onde estavam a mascara e o cilindro de oxigênio. Eu sentia como se estivesse tentando respirar em baixo d'água. Podia ver as mãos dele tremerem e a sua voz falhada implorando-me para ficar acordada. Aos poucos, minha visão ficou embaçada e a minha audição ficando cada vez pior. Eu via tuco em câmera lenta e com o som no volume mínimo.
Senti meu corpo ficar leve como uma pluma e em seguida, Niall pegar-me no colo. Era como se tudo rodasse em minha cabeça. Estava vivendo um filme de terror, onde não se pode parar de assistir, é preciso ver até o final.
Lembro-me vagamente de Niall me colocar dentro de seu carro e depois as luzes da cidade ao meu redor. Não me recordo de ter chego a lugar algum, só de Niall olhando para mim, falando ao telefone e dirigindo ao mesmo tempo.

Niall P.O.V'S

Pouco antes de chegarmos ao hospital, senti Holly apagar completamente. Apanhei o celular e disquei o número da Lilá, mãe de Holly. Certamente ela correria para o hospital, acompanhada por Harry e Louis, como sempre aconteceu. Avisei Zayn e Liam para que eles pudessem arrumar uma UTI com urgência e providenciassem todos os exames possíveis para ela.
Holly não poderia morrer hoje, era para ser um dia muito especial para nós. O dia do nosso noivado.
Estacionei de qualquer jeito na entrada de ambulâncias, já me esperavam lá com uma maca. Entramos correndo e passamos na frente da porta da recepção, pude ouvir o choro alto de Lilá do outro lado, em desespero completo. Zayn tomou a frente de tudo, dando à ela oxigênio e aparelhos para monitorar os batimentos cardíacos. Fui impedido de entrar na sala de cirurgia por conta do meu estado emocional, outro médico foi no meu lugar. Corri até a minha sala, dois andares acima, chorando. Cambaleei até a minha cadeira e meu choro ficou mais alto, minha cabeça pendeu sob a mesa e ouvi a porta se abrir. Lilá entrou segurando nos ombros do filho, Harry, logo atrás vinha Louis, um grande amigo da família inteira. Todos sentamos em cadeiras, eu deixei que Lilá sentasse na minha por ser mais confortável e maior, sentando-me na mesa de exames. Uns minutos depois, de silêncio pleno e de choros altos, meu celular tocou. Era Zayn me pedindo para ir rápido até a UTI 120, mas sozinho. Claro que obedeci mais que imediatamente.
Chegando na porta, Zayn me falou do estado crítico em se encontrava Holly e que ela poderia não passar desta noite. Depois de chorar mais um pouco, entrei para vê-la.

- Não queria que você me visse assim. -ela sorrio.
- Sou médico lembra? O chato e mandão. -brinquei para descontrair.
Ela riu e olhou para mim: - Posso dizer uma coisa louca?
- Eu adoro coisas loucas.
- Estou feliz de estar aqui com todos vocês.
- Posso dizer uma coisa mais linda ainda?
- Claro. -ela respondeu e me olhou apreensiva.
- Casa comigo?
Ela ficou com uma expressão de surpresa em seu rosto: - Eu vou loucamente responder sim.
- Quando você estiver melhor e receber alta, vai ser a primeira coisa que vamos fazer, okay?
- Okay.

Ela nunca melhorou. Uma coisa é mais do que certa, todos nós vamos morrer, ninguém pode ter vida eterna. Alguns morrem de velhinhos, outros de acidentes de carro, e tem outros que não escolhem morrer, a morte os escolhe. Eu nunca desejei me apaixonar por uma pessoa que sabia que poderia viver pouco, mas o amor que eu via brilhar nos olhos de Holly me encantou de uma maneira sem igual. Toda garota tem seu jeito, seu estilo, mas aquele era diferente. Aquela garota era especial, não pelo câncer, mas pela maneira como Holly sabia como viver com ele. Sabia como suportar a dor, e como não machucar as pessoas. E essa era a sua melhor qualidade, saber sorrir mesmo quando seu coração estiver totalmente despedaçado.

Deireadh.
Olá pessoas maravilhosas, tudo bem? Espero que sim haha.
Mais uma história que eu coloquei um fim, agora, que venha a próxima fic! eeeee ^^
Beijos maravilhas minhas.

Um comentário:

  1. Ain que triste, mas eu acho que não teve muita emoção na.morte dela, tipo foi uma coisa muito rapida, mas curti a historia achei linda
    xoxo Duda

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