Fucking Liam Payne- Chapter 46 (FINAL)

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- A GRANDE RAINHA


NARRADOR P.O.V'S

cor do céu naquela manhã era quase impossível de distinguir. Louis estava a quase uma hora sentado na varanda da casa de Hope com uma xícara de sangue que pegara no reservatório no porão de Hope, depois de tantas lágrimas na noite ela murmurou que eles poderiam pegar o que quisessem. Em seu colo havia um cachecol desarrumado, simplesmente não servia para nada mas ele gostava da maneira como se sentia um pouco mais humano quando os vizinhos lhe olhavam de um jeito normal e diziam um "bom dia" normal de suas varandas. Era isso que mais sentia falta, normalidade. Sentia que seria impossível ficar lá dentro. O clima estava horrível, havia cheiro de morte no ar. Como se a luz não entrasse. Parecia um pesadelo quando ele fechava os olhos, mas, se parasse para pensar aquilo tudo fazia sentido. Estavam em ruínas. Niall morto, deixando Hope inconsolável, assim como Harry que perdera Amanda na luta, Victoria havia sido contaminada e vai saber o que estava passando com Kimberly e Zayn naquele ponto. No andar de cima, alguns deles dormiam, ou não. Depois das 3 da manhã os gritos de Hope pararam e ela conseguiu dormir. Zayn havia sumido. A situação estava completamente intragável, só queria saber uma forma de salvar aquelas pessoas, que de certa forma significavam alguma coisa para ele. Louis levantou-se da cadeira de madeira, colocando a xícara vazia de lado, percebendo que os carros estavam todos na garagem. Um ruído seguido de um barulho nas pedras britas que cercavam a casa fez com que descesse os dois degraus da varanda bem a tempo de dar com a testa na cabeça quente de alguém. Zayn, que agora o xingava. 

Zayn: Achei que estivesse lá dentro, merda!-acariciou a testa. Louis deu-lhe uma olhada, ele estava com o rosto todo vermelho, mas não de choro. Aquilo era outra coisa, raiva. Raiva de lobisomem. 
Louis: Você sumiu anoite. 
Zayn: É, eu não queria ficar nessa casa, o clima estava muito pesado. -disse entre dentes, passando por ele. Louis viu um papel em sua mão tomando-o de Zayn na mesma hora e lendo. 
Louis: Um telefone?-Zayn arrancou dele e fez o papel em pedaços. 
Zayn: Cansei dessa merda, não dá pra sair com ninguém, não agora. 
Louis: Foi tomar café da manhã e pegou o telefone da garçonete?-riu, esquecendo dos problemas por um instante. Zayn estava bravo. 
Zayn: Esquece, não dá pra ser normal, cara, não dá. -entrou em casa seguido de Louis. O ambiente estava calmo, as luzes apagadas assim como todas as cortinas fechadas. -Isso aqui tá parecendo um cemitério. 
Louis: Hope deixou assim ontem, resolvi não mexer. -um grito vindo agudo do andar de baixo entrou quase como um eco na cabeça de Louis. Ele correu pelas escadas na mesma hora, assim como Zayn e ao pegar o corredor percebeu vir do quarto em que Kim estava, Zayn engoliu em seco mas Louis impediu que ele se aproximasse da porta. -Aqui, só eu entro. -disse firme e Zayn se distanciou. Louis tentou abrir a porta mas parecia que algo o impedia, enquanto mais gritos de Kim surgiam. 
Kim: ME AJUDE!-berrava, várias vezes enquanto Louis tentava desesperadamente empurrar a porta. Ele olhou para o espaço em baixo dela vendo uma luz muito brilhante acesa, que não poderia estar vindo da janela. -LOUIS!
Louis: KIMBERLY!-ele empurrou a porta com toda sua força quebrando os pinos que a seguravam e conseguindo abri-la na mesma hora em que os gritos pararam, e a luz brilhante sumiu. Louis tentou controlar a respiração ofegante enquanto olhava para dentro do quarto agora completamente escuro e silencioso, alguns metros longe da cama, Kimberly estava ajoelhada em cima do tapete, ao lado da janela aberta que remexia a cortina clara. Caíam dezenas de penas negras em cima dela pousando cautelosamente sobre o tapete. Ele recuou ao ouvir uma especie de choro da garota, que agora tinha asas negras que brotavam de suas costas. -V-o-você está bem?-pediu a ela na mesma hora em que percebeu que Kim não estava chorando, e sim, rindo. Ele olhou para trás e Zayn estava completamente petrificado parado na porta olhando com os olhos arregalados tão surpreso quanto ele. Louis caminhou com cuidado até Kim vendo as penas pararem de cair enquanto a garota ria uma risada macabra, não parecia ela. Ele segurou seu braço que estava frio como pedra, e a puxou para cima levantando-a. Ela parou, encarando-o. Seus olhos estavam...negros. Ele sabia, que isso aconteceria, essa era a hora. 

Kim: -riu-Eles me mandaram escolher. O que você achou?- Louis abriu a boca para responder mas estava petrificado. -Estava na hora de eu virar o que nasci para ser. -sua voz era argilosa, saía como um raio, e em seus lábios haviam um sorriso irônico. Ela estava diferente, aqueles olhos eram incrivelmente maus. Mas seu rosto de boneca...Louis tocou nele. 
Louis: Ah...querida...como está se sentindo?
Kim: Nunca estive melhor. 



Louis sorriu como uma criança, e o anjo da morte a sua frente retribuiu, ele a abraçou tocando em suas asas e enquanto estava abraçada a Louis, olhou para Zayn ainda na porta com apenas dois pontos brilhantes no olhar, como se dissesse que conhecia o mal, e ele estava vindo. Naquela mesma manhã, no hospital Lenox Hill foi notificado o falecimento da garotinha Gracie Lewis, portadora de câncer na qual Kim costumava ir visitar e transmitir forças para que se curasse. Deitada na cama de todos os dias, ela sentiu apenas uma dor em seu peito, seus olhos se encheram de lágrimas enquanto a criança olhava para o teto, e ao piscar deixando as lágrimas escorrerem ela viu a garota de cabelos loiros com assas brancas, ela sussurrou algo e sorriu, pôs a mão no peito da garota levando-a. Como seu anjo da guarda pertencia a morte agora, ela não poderia continuar a viver. 



No quarto de Hope, haviam livros em branco no chão, coisas jogadas assim como muitos lenços que ela usara na noite passada. Harry adentrou o quarto dela completamente desanimado, como se fosse a depressão em pessoa o que irritava a si próprio. Ele não devia tê-la mordido, por que foi aceitar o que uma humana pediu? Ele não conseguiu resistir. Agora não adiantava mais se culpar, tarde demais. O pior era aguentar a dor intensa de perder alguém, muito mais intensa do que a dos humanos. Com os olhos semicerrados percebeu que Hope estava sentada bem no meio da cama com pernas de índio, seus olhos estavam fechados e ela tinha uma postura correta. Seus dedos tremiam, e ele se aproximou vendo que ainda sem abrir os olhos, ela pegou um lápis ao lado e começou a escrever muito rápido coisas sem sentido num dos livros em branco, agora seus braços inteiros tremiam e ela sibilava algo enquanto escrevia desesperadamente. Harry foi até ela segurando seus braços e impedindo que o lápis ágil terminasse de rasgar uma parte da folha. Ela abriu os olhos enormes azuis olhando cansada para ele e em seguida para o livro. Antes que Harry perguntasse o que era aquilo, ela se levantou, com as pernas bambas e desceu para o andar de baixo, chamando todos para a mesa que antigamente servia para o café da manhã. 

[...]

-Que absurdo! -a voz de Liam ecoou na sala. -Já não chega a tragédia que aconteceu ontem! Eu perdi meu amigo de 200 anos, a Victoria está contaminada e fraca, a humana morreu para salvar a gente...Eu nem quero pensar em quantas pessoas já morreram nessa brincadeira de tentar matar o Ronald e nunca consegui. Quantas vezes nós já tentamos? Isso está ridículo. 
Zayn: O Liam tem razão. 
Hope: É mas vocês não entendem, se nós não o matarmos de uma vez, ele nos mata. 
Liam: Mas nós já tentamos de mais, podemos simplesmente nos dividir e tentar levar uma vida normal? -eles se encaravam. -Se tentarmos vamos perder mais de nós. 
Hope: Melhor do que não tentar. -disse firme. -O recado foi claro. -levantou o livro que escrevia antes.
Harry: Como foi que isso aconteceu, a verdade?-se levantou da cadeira em direção a cozinha. 
Hope: Ele me mandou uma mensagem por telocinese, eu senti vibrações que formaram imagens no meu cérebro. Ronald estabeleceu uma ligação comigo de alguma forma, eu não sei como ele fez isso, teria que ter uma grande concentração de poder. Consegui receber seu recado. Foi claro. Ele quer terminar isso de uma vez por todas. "A guerra terminará essa noite", ecoou na minha mente. Eu pude ver...aqueles olhos. -ela parecia aterrorizada. 
XXX: Do que estão falando?-Louis apareceu descendo as escadas, tinha ficado com Kim até agora. 
Liam: Não importa, ele está nos atraindo para acabar com a gente, deve com toda a certeza ter ficado muito furioso por termos matado boa parte do exército dele. E agora somos em poucos, não temos o Niall, nem a Victoria pode lutar.
Louis: Temos a Kim. Ela tem muito mais poder agora. 
Hope: Não é bem assim, ela virou uma colecionadora de almas. E aqueles vampiros não tem almas. 
Louis: Eu sei, mas insisto. Ela está forte. 
Harry: Ele tem razão. Vamos acabar com ele, pela ultima vez. Quais imagens você viu, Hope?-ela fechou os olhos, tentando lembrar. 
Liam: Vocês estão insanos?!
Hope: Primeiro tudo escuro, depois...neve. Um lugar com muita neve. Deserto, árvores, perto de uma lanchonete com uma placa...
Zayn: Claro! Onde matamos a Merlin, eu me lembro! 
Liam: Pera aí, vocês não estão mesmo pensando em ir lá, não é? Eu não vou por tudo a perder outra vez!-Hope se aproximou dele. 
Hope: Não temos mais nada a perder. Se não lutarmos até o fim, ele vai nos perseguir para sempre, não importa onde formos. -encarava Liam nos olhos. -Eu não vou deixar que Niall tenha morrido em vão. -disse firme e fechou o livro rispidamente saindo da sala. Liam bufou. Não era possível que estivesse decidido. 



Enquanto o sol se punha por detrás das montanhas, Victoria olhava para o vidro pouco sujo do carro de Hope na qual Zayn Malik dirigia. O plano era bruscamente tentado ser esquecido por ela enquanto olhava para aquela infinita linha de cores entre marrom e verde que as árvores davam efeito enquanto ela estava em movimento. Eles estavam numa estradinha de asfalto não muito movimentada, fazia um pouco mais de meia hora que haviam saído da parte movimentada de Manhattan e entrado naquela espécie de "interior". Victoria sentia sua cabeça latejar de estar ali, talvez fosse o efeito do veneno agindo em seu sangue. Tudo bem que aquilo era sangue morto de vampiro, mas ela gostava de pensar como se fosse veneno. Além de soar mais atraente era exatamente o que era em seu corpo. Ficaram um tempo na estrada praticamente deserta, até passarem a lanchonete que Victoria se lembrava de ter se encontrado com Zayn quando iam matar Merlin, depois passaram pela fabrica e cada vez mais aquele lugar era deserto. Nem parecia que fazia parte de Nova York. Estava nevando forte agora, o carro foi estacionado num terreno vazio e Liam desceu do carro após murmurar algo para os outros. Victoria estava tão mal que nem pode ouvir o que era. Em seguida ele desceu e deu a volta no carro, indo até a porta dela e abrindo-a. 

Liam: Vamos. -ele falou, com uma especie de pena em sua voz. Victoria hesitou, mas colocou um pé para fora do veículo tocando a neve no chão, quase caindo. Suas pernas estavam moles. Liam a segurou ajudando-a a sair do carro. Quando Victoria olhou, Hope estava fora do carro com uma caixa nas mãos, e andando na frente em direção a formação rochosa a frente deles. O arco de pedras no meio da neve formava uma caverna escura. Liam a levou até lá e eles entraram, ele a colocou no chão com cuidado e Hope se agachou para abraça-la. 
Victoria: Esse é o plano ridículo de vocês?
Liam: Não está em posição de criticar nada. 
Victoria: Eu sempre estou em posição de criticar, meu amor. -eles a encaravam, a sua frente e de pé. -Não acredito que vão me deixar aqui, para ir lutar com Ronald. 


Hope: Nós achamos melhor te deixar aqui, você não está em condição de lutar. 
Victoria: Pode falar, eu vou morrer a qualquer momento, tem sangue morto nas minhas veias. -disse com o mesmo tom sarcástico de sempre. 
Hope: Vai ser o melhor, você vai ver. -disse e deixou a caixa que segurava ao lado de Victoria no chão. -Aqui tem tudo que precisa. -sorriu e afastou uma mecha do cabelo dela. -Até mais, amiga. -se levantou e andou com cautela para fora da caverna, como se quisesse deixa-la sozinha com Liam. Victoria se perguntava se aquilo era uma despedida, um até logo ou...se só estavam querendo brincar com ela. Subiu os olhos para Liam que estava a sua frente com os braços cruzados. 
Victoria: Não vai me dizer nada?
Liam: Não sei o que você quer que eu diga. -suspirou- Só quero que saiba que eu fiz de tudo para convencer eles de que isso é loucura, mas não teve jeito. Já perdemos pessoas demais. 
Victoria: Monstros demais. 
Liam: Pessoas. -disse firme fazendo-a encara-lo. Ela soltou um pequeno riso. 
Victoria: Quem diria...eu aqui em baixo e você aí em cima. -balançou a cabeça. 
Liam: Você liga demais para quem está em cima e quem está embaixo. Em vez de levantar ou abaixar a cabeça você devia olhar para frente para podermos nos olhar nos olhos. -ela o olhou como se aquilo fosse um ultraje. Que tipo de metáfora imbecil era aquela? Resolveu ignora-lo. 
Victoria: Então é assim que vai acabar. Ele vai conseguir o que quer...acabar com todos nós. De pensar que por alguns anos, eu cheguei a pensar que estava por cima e nada podia me atingir. 
Liam: Ele não vai acabar com mais ninguém, eu não vou deixar isso acontecer. Nós vamos voltar inteiros, e vamos dar um jeito de tirar esse sangue ruim de você. -eles ficaram a se encarar, sem saber o que um queria ouvir do outro. Ouviram uma buzina vindo de fora chamando Liam e ele deu uma ultima olhada em Victoria sentada no chão sujo da caverna, com os cabelos sem brilho, o rosto sem vida e com um brilho de doença, ela parecia tão pequena pela primeira vez, tão desprotegida. Mas então ela o encarou com frieza, e Liam saiu do "transe", levantando a cabeça e se virando para sair da caverna. Foi quando ouviu um barulho de tropeço atrás de si, e quando virou para olhar, Victoria estava de pé o encarando. Ele a olhou e ela veio caminhando rapidamente até ele e o abraçou. Liam surpreso, a apertou contra seu corpo. Victoria apertou suas mãos em volta dele, imaginando que aquela seria a ultima vez que se veriam. Parecia insuportável ficar com ele...e sem ele. 


Num ato silencioso, ela fechou os olhos encostando sua cabeça na nuca de Liam. Ele gostava quando ela respirava ali, de como o fazia sentir arrepios. As coisas mudavam tão rápido. Imaginou como se aquela cena tivesse durado o tempo que eles viveram. Ele só não queria que ela tivesse medo de solta-lo como ele tinha medo de soltar ela. Mas quando conseguiu, não conseguiu olha-la, e saiu dali rapidamente. Victoria estava com as mãos ao vento, como se em um segundo ele estivesse em seus braços e em outro não. Ouviu o barulho do carro indo embora e de repente o sol já havia terminado de se por lá fora. Olhou em volta, as rochas a cercavam, até parece que aquilo a manteria segura. Se qualquer vampiro quisesse entrar, entraria. A questão era que Liam não aguentaria que ela morresse em sua frente. Victoria se sentiu pequena naquele lugar, haviam ecos, pequenos animais e insetos em todos os cantos. Ela percebeu o quanto estava suja, suas roupas finas poderiam se rasgar a qualquer momento. Victoria sentou-se no chão, entre algumas pedras e puxou a caixa deixada por Hope ao seu lado. Tirou de dentro dela, um lampião com uma vela acesa dentro, colocou em cima da pedra e continuou a olhar a caixa. Ali haviam fotos, objetos, e até um pano de bebê. 


Os lábios se contraíram em um sorriso fraco quando seus dedos trêmulos tocaram o pano macio de Willian, logo percebeu que Hope havia tirado aquelas coisas de seu porão antes que a casa fosse tomada. A razão de Victoria ter trancado as coisas no porão junto com o caixão de Liam era clara, ela simplesmente não suportara olhar para aquelas lembranças mortas, mas também não suportaria jogar fora. Era como se aquele pedaço de pano trouxesse o choro que ouviu no parto, o suor em seu rosto enquanto a mandavam fazer força e o sentimento maravilhoso de saber que Liam esperava do lado de fora do quarto para ver o bebê. Era como se pudesse sentir o cheirinho de bebê ainda conservado por centenas de anos. Haviam álbuns antigos de fotos com bolor e mofo, as páginas dos álbuns estavam amareladas assim como as fotos, em cada um uma memória dolorida e maravilhosa. Seus vestidos eram cuidadosamente feitos para ela, de suas cores preferidas, os cenários de bailes e castelos, de estufas e chás com pessoas importantes, mas aquilo não significava nada em comparação ao final do álbum. Onde estavam as fotos de seu noivado com Liam, o jeito que ela parecia feliz. Depois as fotos com Willian, os dois nunca estiveram tão felizes e o coração dela nunca estivera tão puro. Haviam anéis dentro da caixa, sua aliança gravada "Liam James Payne, 1457 - Ama-la por toda a eternidade" Ela segurou firme o objeto observando-o e em seguida guardou novamente. Naquele momento, aquelas lembranças pareciam tão lúcidas a ela, Victoria sentiu uma dor terrível no estômago que subiu por seu peito, se fosse humana, a dor se assemelharia a dor de um câncer. O sangue morto estava tomando conta dela. Passou a mão nas lágrimas que escorriam por seu rosto e caíam sobre a foto em seu colo, ela encarou o Liam da foto e então parou para pensar que ele era a única boa lembrança que havia lhe sobrado na vida. Ele ainda estava vivendo, o único homem que conseguiu derreter seu coração gelado, antes mesmo de virar o que era. Era o único que foi capaz de torná-la melhor. E naquele momento, teve certeza de uma coisa. Aquele sentimento imenso e intenso que as vezes ela jamais saberia como expressar, demonstrava nada mais que a verdade. Victoria o amava, e mais do que a eternidade poderia reservar. 


Victoria ignorou a dor em seu peito olhando para o lampião e imaginando onde eles poderiam estar, pegou as coisas colocando-as na caixa novamente e tentou colocar-se de pé. Estava fraca e a vida lhe faltava como nunca antes, nem estava se reconhecendo. Com esforço, conseguiu sair da caverna, decidindo num ato de confiança em si mesma que se fosse para morrer no lugar dos outros, pela primeira vez, ela faria. 



LIAM PAYNE P.O.V'S

Eu não conseguia pensar nada, na minha frente eu só via neve, por todos os lados. O carro estava estacionado lá embaixo, perto da fabrica abandonada. Nós subimos a colina enquanto o sol se ponha depois de deixarmos a Victoria escondida. Quando ela me abraçou eu achei que não ia conseguir sair de lá, ter forças para ficar na luta sabendo que a deixei sozinha, mas acho que o pior de tudo era saber que ela ia morrer a qualquer momento por causa daquela merda de sangue ruim, eu só queria acreditar no que falei a ela, que daríamos um jeito de concertar tudo. A dez minutos fomos surpreendidos pela lobisomem temperamental Rachel, ela apareceu aqui e disse que queria ajudar. Nós não fazíamos ideia que ela sabia de alguma coisa ou que estávamos aqui, até que Harry se prontificou em dizer que a chamou. Hope iria mandá-la embora, depois da briga que teve com a Victoria naquela vez, mas eu não deixei. Era ajuda amais, mais força do nosso lado. Eu estava achando muito sinistro, a figura ao lado de Louis. Era uma aberração de olhos e roupas negras, quem a visse não diria que é a Kimberly. Hope se ajoelhou no chão coberto por neve, fechando os olhos e colocando a mão na superfície gelada. 

Hope: Eles estão chegando. -disse de olhos fechados, como se pudesse senti-los ou ouvir a voz de Ronald. Hope fez uma espécie de magia com as mãos, fazendo com que todos olhassem para ela. O céu estava escuro, a noite começava cautelosa e devastadora pintando o céu de um tom quase negro nos garantindo que algo estava a mercê. Ouvi passos atrás de mim, quando me virei vi Victoria, passando por Louis, Kimberly e Rachel, olhando para frente de cabeça erguida. Eu levei um susto ao vê-la ali. 
Harry: O que está fazendo aqui?-perguntou antes de mim. 
Victoria: Eu vou ajudar. -disse simplesmente, num tom de voz fraco. 
Eu: Não vai não, tem que ficar onde te deixei!
Victoria: Você não manda em mim. -disse sem me encarar, olhando para frente e eu segui seu olhar até a fileira infinita de árvores na escuridão do outro lado do terreno. Pude ver vários formatos de olhos amarelos na espreita entre as árvore. Logo percebi a frente uma figura negra se aproximar de vagar, quando estava mais perto, pude ver quem era. 


Os passos dele sobre a neve estavam cada vez mais rápidos, ele apenas nos encarou e pude ver a expressão firme firme de Victoria encara-lo de volta, com a cabeça ainda erguida fazendo com que ele nem imaginasse o quanto ela estava ferida. Zayn se pôs a frente de Victoria me surpreendendo, os outros vampiros saíram da escuridão andando tão rápido quando Ronald. Eles se aproximavam fazendo barulhos de urro, outros simplesmente continham um sorriso maligno, atrás de si, vindo da floresta sons de pássaros da noite, das folhas das árvores se mexendo com o vento. Tudo era muito intenso aos meus ouvidos, cada passo mais perto era pulsante no meu ouvido. Quando Ronald parou a metros de nós, deu uma olhada em nós, riu de uma maneira que nunca tinha ouvido antes e simplesmente...

Ronald: Vocês vieram, meus amigos. -Olhei para o lado vendo algo florescente nas mãos de Hope que se mexiam, ela estava fazendo magia. -E trouxeram Victoria. -sorriu. -Isso é ótimo, vocês vão morrer essa noite. A trégua terminou, a guerra começa. -fez um sinal com os dedos e os vampiros atrás de si correram até nós, uns pulavam tão alto que eu mal podia acompanhar com o olhar, e em menos de um segundo, aquilo virou um cenário de guerra. Um deles me puxou pelo pescoço, eu lhe soquei duplamente no estomago, mal podia enxergar, em volta todos lutavam com movimentos rápidos, quando percebi já tinha conseguidos matar dois ou três arrancando suas cabeças, haviam gritos a minha volta, outros estavam no chão, fui chutado longe por um deles que rangeu pra mim mostrando seus dentes afiados como os de um tubarão, rapidamente torceu meu braço me deixando sem defesa, eu via borrões em todos os cantos enquanto tentava sobreviver naquele cenários, torci os braços do vampiro encaixando meu joelho em suas costas quebrando sua coluna, ele gritou enquanto eu via de soslaio Kimberly lutar com um vampiro, ela contorceu as pernas e de suas costas emergiram asas enormes e negras, prendeu o inimigo com elas o apertando até que ele caísse duro na neve, como uma cobra. Seus olhos completamente negros brilharam na escuridão, vi Harry lutando tão rápido quanto a luz ao lado de Louis que estava quase sendo morto, corri até lá e chutei o vampiro, Louis o segurou por trás enquanto eu girava sua cabeça cento e oitenta graus. Em menos de um segundo outro estava nas minhas costas, com as mãos frias no meu pescoço e eu tentava desviar, vi um lobo amarelo da cor dos cabelos de Rachel que apareceu e o puxou de mim pelas pernas com a enorme boca, arrancando-as fora. O vampiro berrou e eu acabei de matá-lo. Estava lutando sem parar, tentando chegar em Ronald mas parecia que todos os outros estavam em volta dele o protegendo, morrendo por ele. Hope estava fazendo magia com as mãos, paralisando alguns deles rapidamente, Harry estava ofegante depois de matar dois ao mesmo tempo, conseguiu alcançar a bolsa que escondemos debaixo de uma rocha e abriu-a agilmente, tirando as várias estacas que nunca tive a oportunidade de usar, eu sorri ao vê-las bem quando senti uma respiração atrás de mim, Harry me jogou uma estaca e virei em apenas um movimento acertando o desgraçado no coração. Girei e ele caiu para trás, no chão. Na minha frente vi um dos vampiros de Ronald se jogar contra Zayn que se chocou contra ele em forma de lobo, mas havia algo amais em seus olhos. Não estavam amarelos como os de um lobo e sim vermelhos como os de um vampiro. Ele era um híbrido, eu quase havia me esquecido. Isso o tornava muito mais forte que qualquer um de nós. Zayn mordeu a cabeça de um vampiro arrancando-a e deixando o corpo sobre o chão. Vários outros filhos da mãe pularam em cima de mim, Louis lutava ao meu lado, eu tentava quebrar os pescoços e enfiar as estacas neles o mais rápido possível mas já estava bem machucado, queria avistar Victoria mas naquela escuridão forrada de gritos e urros de guerra, eu não conseguia avista-la. Com um pressentimento ruim, terminei de matar um, depois outro que rasgou meu braço esquerdo com os dentes, eu apenas consegui me livrar de mais um quando vi a minha frente que todos estavam mortos sobre a neve, mutilados, sem partes do corpo, assim como Louis estava muito machucado, com a cabeça sangrando encostado numa pedra. Ronald sacou algo de seu enorme sobretudo preto, eu estava em alerta olhando para ele, agora nosso cenário era completamente silencioso, e em sua mão agora estava uma arma cor de prata brilhante, eu não tive tempo de gritar na mesma hora em que avistei Victoria quase cambaleando. A bala saiu do revólver girando na velocidade da luz na direção dela, na mesma hora em que eu corria e Zayn na forma humana se transformou em lobo pulando em direção a ela. O barulho foi imenso, eu não consegui manter os olhos abertos. E quando abri, a raiva que estava em mim era maior do que de um lobisomem. Maior do que de um vampiro, de qualquer ser nesse universo. Eu simplesmente me vi pular em direção ao Ronald, e arrancar sua cabeça num só movimento. Seu corpo caiu para um lado e sua cabeça para outro. Eu estava ofegante, corri em direção ao Zayn que estava no chão em forma humana. 

Eu: E-ei...-coloquei a mão em seu peito mas a bala não estava ali. Ele me olhou com a testa suada, e em seu rosto havia decepção. Balançou a cabeça negativamente e eu fui ver Victoria. Ela estava jogada de costas na neve, com os cabelos sem vida no rosto. A virei sentindo meu peito doer, arder como nunca antes. Seus olhos estavam fechados e em sua blusa uma mancha de sangue crescia. A bala de prata estava enfiada, bem no meio de seu peito. Gritei seu nome, mais de dez vezes, o mais alto que meus pulmões mortos aguentavam. Não ouve resposta. Eu não saberia explicar o que sentia vendo aquilo. Coloquei minhas mãos debaixo dela a colocando no meu colo. Meu grito foi alto o bastante para espantar todos os morcegos das árvores. Meus olhos estavam fechados e eu estava com a cabeça em cima de seu peito, enquanto segurava sua mão gelada. Agora mais gelada do que nunca. Só queria abrir os olhos e vê-la se mexer, só isso. Eu iria queimar no inferno, porque Deus não poderia me deixar com ela? "Victoria" sussurrei, perto de seu ouvido gelado. Na mesma hora senti uma mão no meu ombro, me alertando que devíamos sair dali. 



[dois dias depois...]


A praia mais próxima de Manhattan era Coney Island Beach. A cor do céu era amarelada, misturada a tons de rosa e roxo, o azul se sobressaltava na parte superior, onde haviam poucas nuvens. O por do sol estava acontecendo, e o horizonte estava maravilhosamente azul. Aos meus olhos ela adoraria estar aqui. Isso me fizera lembrar daquelas palavras, de quando não tínhamos nada, e tudo que fizemos foi rir. Eu me arrependia profundamente de tê-la dito "Que besteira, é só areia e água". Não. Agora vejo que é muito mais do que isso, é paz. É ar puro, tudo que ela não teve durante aqueles anos. "Eu sempre quis estar lá", ela disse. Eu sorri olhando para o céu, como se ela estivesse lá. Se fosse humano, estaria chorando novamente, mas não conseguia. Aquilo era surreal. Reservamos um canto da praia fechada e eu não sabia quanto tempo conseguiria ficar ali. Na superfície fina e coberta de flores e velas a sua volta, o corpo de Victoria foi empurrado para longe, sumindo na imensidão azul. Seu corpo boiando no mar parecia gracioso demais aos meus olhos, como se o sol que se punha fosse recolhe-la a qualquer momento. Logo ela desapareceu, no horizonte. Eu apenas olhava, imaginando como tudo seria daqui para frente. Cada um seguiria seu caminho. Kimberly -que tinha sua forma humana quando queria- e Louis, Harry sozinho, provavelmente voltará para sua vida antiga, Hope viúva, se mudará para Espanha, e Zayn, bom. Agora todos sabem. Ele não irá resistir até final de dezembro. Tudo por causa da magia corpórea, se ela morre, ele morre. Eu sorri para o mar, eu sentia que ela gostaria dessa despedida. Victoria sempre gostou de finais importantes, e eu, agora pensava em como seria seguir o meu caminho. O mundo é enorme. Eu posso estar em qualquer lugar, a partir de hoje. 
Minha visão do céu foi interrompida por uma mão curiosa no meu ombro. 

Liam: Ela me libertou. -eu sorri, sem tirar os olhos do mar- Talvez eu a liberte...em outra vida.

Olá minhas vampirinhas e vampirinhos. Como vocês estão? Eu estou chorando. Escrever este capítulo, foi algo muito ameaçador para mim. Este é o primeiro fanfic que estou terminando e quero agradecer á todas vocês por ficarem comigo até o fim, por aceitarem minhas desculpas e demoras e por entenderem quando eu não podia postar. Quero agradecer também á minha irmã, Lizzy, que me incentivou a continuar quando eu estava mal e me ajudou com as ideias. Eu te amo, sister! Demorei bastante para resolver qual seria o final. Eu espero que vocês tenham gostado, quero que saibam que são tudo pra mim e ver o quando são carinhosos comigo me deixa muito feliz. Vocês são a minha família e novamente quero agradecer de coração tudo o que vocês fizeram por mim. Não são apenas comentários ou visualizações, eu tenho certeza que vocês leram o que eu escrevi especialmente para vocês. Aqui no Imaginação Directioner, eu me sinto em casa. Espero que tenham gostado, não haverá mais capítulos o próximo é o Epílogo. Eu amo vocês, obrigada por lerem!



11 comentários:

  1. Eu vhorei com esse capítulo, cara meu nome é Victoria! Eu tive um ataque aki, sério, vc esta de parabéns

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    1. Obrigada amore. Oh, me desculpe por ter feito-a chorar, princesa ;) Que legal, na minha opinião é um nome maravilhoso! Haha, agradeço novamente!
      Beijos!

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    2. Realmente, ficou mt linda a fic, mt bem elabora e tals!
      N precisa me agradecer amore, eu q devo te agradecer q te parabenizar!
      Bjss Victória

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    1. Obrigada mesmo, princesa! Haha, desculpe.
      Beijos, linda ;)

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  3. chorei nossa que perfeito

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  4. É SIMPLISMENTE PERFEITA ESSA FANFIC É A MELHOR FANFIC Q EU LI NA MINHA VIDAA CHOREI MTMTMT!! PARABENS

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  5. É SIMPLISMENTE PERFEITA ESSA FANFIC É A MELHOR FANFIC Q EU LI NA MINHA VIDAA CHOREI MTMTMT!! PARABENS

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  6. tipo assim ameiiiiiiiiiiiii super d+

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  7. Caraaaalho. Ameeei, mas chorei tanto acho q poderia acabar de outro jeito (qro dar uma crítica q c ela vc possa melhorar) o resto foi pftaaaa

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