Unfaithful - Capitulo 19

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- Eu já tomei a minha decisão.

SeuNome P.O.V's

Tudo parecia ter virado um caos. Num minuto eu chorava a perda do meu noivo, no outro eu chorava por estar sendo enjaulada. Aparentemente eu estava sendo acusada de ser a principal suspeita do assassinado de Will. Parecia até uma piada. Logo eu!!! Eu?!! Harry entrou em pânico quando os policiais me algemaram. Parecia mais que ele era quem estava sendo preso. Ele esperneou, tentou argumentar, negociar, mas nada realmente pôde ter sido feito. Eles me levaram e Harry me assegurou de que iria contratar o melhor advogado do país. No momento eu não estava preocupada com isso. Eu só queria saber que tipo de provas eles tinham contra mim... 

Vários dias se passaram desde a minha fatídica prisão. Eu me sentia quebrada, doente, fadigada, sozinha... Ainda que Harry me visitasse todos os dias e me assegurasse de que tudo iria ficar bem. Eu não via outro fim para mim senão a prisão permanente. O verdadeiro culpado não havia sido encontrado. Na verdade, eles já haviam parado de procurar... Estavam certos de que eu o matei por estar tendo um caso e por querer me livrar dele para viver o meu romance. Eles haviam conseguido a taça envenenada no mesmo dia da morte de Will. Haviam extraído as digitais e obviamente a minha estava lá, juntamente com as de Will e a do garçom. Alguém havia enviado fotos minhas e de Harry uma vez tomando banho nus no lago de sua casa de campo (um fim de semana realmente maravilhoso, porque estragar?), comprovando a minha traição. E pra piorar, o garçom mentia dizendo que me viu colocar “algo” na taça antes de passar pra Will. 

Alguém muito maquiavélico estava por trás de tudo isso... Eu não conseguia imaginar quem! Foram realizadas várias audiências e o julgamento se processou num total de cinco dias. Diversas pessoas foram interrogadas perante juízo, dentre elas: família, amigos, colegas de trabalho, Harry, os garçons do restaurante, os médicos que estiveram em contato com o corpo de Will e o farmacêutico da única farmácia que havia dispensado Digoxina no período e era justamente a que eu tinha ido comprar os meus suplementos. Enquanto estava sentada a espera do veredicto, eu divagava em lembranças que me faziam ter certeza de que eu seria condenada à prisão perpétua. Era o segundo dia do julgamento. Uma testemunha da acusação estava fazendo o juramento*. 

- Qual é o seu nome? 
- David Windsor. 
- O senhor é cidadão inglês, Sr. Windsor? 
- Sim. 
- E onde reside? 
- Em Londres. 
- Por favor, diga à corte, qual é a sua ocupação? 
- Sou garçom do restaurante Butlers Wharf Chop House. 
- Senhor Windsor, queira olhar para este tribunal e diga-nos se alguém nesta sala já visitou o Butlers Wharf? 
- Sim, senhor. 
- Por favor, nos diria quem é essa pessoa? 
- A senhorita que está sentada ali. Senhorita SeuNome Owen. 

Os espectadores ficaram inquietos e o juiz se adiantou em pedir silêncio no recinto. 

- O senhor poderia nos informar o que você viu na noite da visita da Senhorita Owen ao restaurante? 
- Sim, senhor. Ela e o senhor Uley requisitaram a mesa mais reservada do restaurante. Pediram suas bebidas e... 

- Quais bebidas, senhor Windsor? 
- Vinho branco, senhor. 
- E algo estranho aconteceu essa noite, senhor? 
- A senhorita Owen recebeu um Martini de um admirador, mas o Senhor Uley quem bebeu. 
- Você poderia nos dizer quem enviou a bebida? 
- Não, senhor, eu não me lembro. 
- Haveria algo mais que o senhor gostaria que esta corte ficasse sabendo, senhor Windsor? 
- Eu vi quando a senhorita Owen colocou algo na bebida. 
Novamente os ouvintes ficaram inquietos. 
- Você tem certeza do que está falando, senhor Windsor? 
- Absoluta, senhor. 
- Obrigado, senhor Windsor, sem mais perguntas. 
O promotor lançou um olhar triunfante para a nossa direção e deu lugar ao meu advogado de defesa. Infelizmente não havia muito a ser feito. O garçom havia mentido descaradamente e eu me perguntei quanto ele havia ganhado para fazer isso... No terceiro dia de julgamento, Harry foi interrogado e depois de todas as perguntas triviais, o nosso relacionamento foi exposto ao público. 

- Senhor Styles, queira, por favor, olhar essas fotos, reconhece algumas dessas pessoas? 
- Sim. Somos eu e senhorita Owen. 
- Queira, por favor, esclarecer para a corte como vocês estão vestidos? 
- Nós não estamos vestidos. 

E obviamente os ouvintes se inquietaram. 

- Então o senhor confirma que estavam tomando banho e despidos? 
- Sim. 
- Poderia nos esclarecer que tipo de relação o senhor tinha com a senhorita Owen? 
- Nós tínhamos um relacionamento amoroso. 
- Presumo então que a senhorita Owen não era feliz com o seu noivo? 
- PROTESTO, MERITÍSSIMO! A acusação está fazendo inferições desnecessárias! 
- Deferido! – o juiz ordenou, mas a semente já havia sido plantada. 
- A testemunha é sua. – o promotor sorriu cinicamente e passou a palavra para a defesa. 
No quarto dia do julgamento, o que deveria ser o meu álibi, se tornou a minha forca. O farmacêutico, que estava a meu favor, estava sob interrogatório pela defesa. 
- Senhor Spencer, queira, por favor, nos dizer o que a senhorita McLane comprara na sua farmácia? 
- Suplementos de ferro e ácido fólico, senhor. 
- Você tem certeza de que ela não comprou mais nada? 
- Absoluta, senhor. 
- Sem mais perguntas. 
O promotor se levantou e recomeçou o interrogatório. 
- Senhor Spencer, queira olhar para este tribunal e diga-nos se alguém nesta sala já visitou a sua farmácia? 
Ele olhou significativamente e apontou para mim, para mais duas pessoas e estranhamente ele apontou para Victória, que parecia se deliciar com o julgamento. 
- Por gentileza, as pessoas que já visitaram a farmácia do Senhor Spencer, queriam se levantar. – ele pediu e para o nosso espanto, levantaram umas dez pessoas, fazendo com que os ouvintes inquietassem. 
- Me parece que a sua memória e percepção visual não estão tão apurados, não é mesmo, senhor Spencer?
Como um homem que não lembra-se de todos os seus clientes, pode se lembrar com exatidão os medicamentos que eles compraram? – ele questionou retoricamente, direcionando sua atenção para o júri. – Senhor Spencer, você poderia, por favor, nos dizer quais medicamentos todas essas pessoas compraram? 
- Er... Não, senhor... 
- Sem mais perguntas. 
O burburinho recomeçou e as especulações sobre uma possível condenação ficavam cada vez mais convictas. 
Nesse mesmo dia, Harry conseguira um tempo maior para visita e tentou a todo tempo me assegurar de que eu não seria condenada. Era notável que nem ele estava confiante. Era um caso perdido, eu seria condenada e era inocente. 
- Harry… eu estive conversando com o advogado… 
- Não venha com essa conversa de novo! Não vou permitir que se declare culpada só para reduzir sua pena! Você é inocente, SeuApelido!! 
- Mas Harry… É preciso… 
- Me dê um bom motivo para você querer confessar um crime que não cometeu? 
- Eu estou grávida. 
- O quê?! – ele me olhou um tanto chocado. 
- Estou grávida, nós teremos um filho. 
- Você está falando sério? Mas você não estava se prevenindo, SeuApelido? 
- No começo sim, mas depois eu parei. Nunca pensei que uma gravidez viria nesse pandemônio, eu sempre quis um bebê... 
- E você decidiu isso sozinha?! 
- Sim. Eu tinha cansado de esperar por isso. O Will nunca me deixou fazer isso e você nunca se preocupou em usar camisinha. 
- Porque eu pensei que você tinha um pouco de juízo nessa cabeça! 
- Você disse que queria filhos. 
- Não nessa situação! 
- Eu não podia imaginar nada disso, Harry! – suspirei profundamente enquanto ele massageava as têmporas. 
- Quanto tempo de gestação? E desde quando você sabe? 
- 5 semanas, e eu sei desde o dia de nossa reconciliação. Te falei da anemia, que não era mentira, ela foi causada principalmente pela gravidez, mas não te falei que carregava uma criança, porque queria ter certeza de que você me aceitaria de volta e queria esperar terminar o meu relacionamento com Will... 
- Você tem certeza de que ele é meu? – ele perguntou enquanto bagunçava os cabelos com a mão. 
- Absoluta. Eu nunca transei com o Will sem camisinha. – respondi convicta. 
- Agora mais do que nunca você tem que ser inocentada! 
- Não, Harry, isso é impossível. Eu vou me declarar culpada e poderei diminuir minha pena, e quem sabe ganhar uma prisão domiciliar pelo tempo de gestação e amamentação, é tudo o que eu preciso para nosso bebê nascer saudável e num lar. 
- Olhe pra mim, SeuApelido, eu não vou permitir que você se declare culpada, entendeu? Você é inocente e vai permanecer assim, tá me entendendo?! – ele me abraçou apertado e por hora, não discutimos mais. 

Ele não poderia trancar a minha boca diante do juiz. Eu já havia tomado a minha decisão. 

Voltei dos meus devaneios quando o meu advogado de defesa pediu permissão ao juiz para que eu me pronunciasse. Seria agora que eu me declararia culpada e tudo isso estaria acabado. 

Oooooooooooi mofaas!!!! Ai gente, tenho que pedir desculpas de novo por ser tão irresponsável, insuportável e por demorar de postar. Com o inicio das aulas, carnaval, provas, e tudo mais, ta tudo MUITO corrido. Hoje tive prova (sim, em pleno sábado :c) de Biologia, Química, Física e Geografia. :C Passei a semana engolindo os livros porque né! Enfim, sinto muitíssimo pela demora, mas, eu faço o que posso. Sempre que eu tiver um tempinho irei procurar escrever para vocês 22k do meu core. ME PERDOEM!! Amo vocês okay? okay. hahah modinha :3

PS: COMENTEM MUITO ahuahuahua ;3 Quero saber a opinião de vocês certo?? Bjo bjo 
 

8 comentários:

  1. Eu n posso ser presa! !! Continua
    xoxo Duda

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  2. Até q enfim hahahahaha
    Continua logo ta perfect

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    1. sorry pela demora hahaha
      claro anjo, e obg :)

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  3. Ta perfeito garota continua logo eu não vo consegui espera muito tempo

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    1. Muito obrigada cara, fico muito feliz, de verdade :)
      Tentarei fazer o mais rápido possível!

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  4. AMANDO! CONTINUA GATA? PF VAI RAPIDO!

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  5. nunca vi fanfic mais perfeita que essa, parabéns é pouco Bruna! Continua princesa

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